Ventilador pulmonar hospitalar: o que avaliar antes de adquirir ou locar

dois ventiladores pulmonares da marca Mindray lado a lado.

Um ventilador pulmonar parado em uma UTI não é só um equipamento fora de operação. É um leito que não pode ser ocupado, um paciente que precisa ser transferido e um risco que a instituição assume enquanto o problema não é resolvido.

A decisão de qual equipamento adquirir e em qual modalidade começa muito antes da assinatura do contrato, na escolha certa do tipo de ventilador para cada contexto de uso e na avaliação dos critérios que definem se esse equipamento vai sustentar a operação a longo prazo.

O que é um ventilador pulmonar hospitalar

Um ventilador pulmonar hospitalar é um equipamento médico que substitui ou auxilia a respiração do paciente, controlando o fluxo de ar e oxigênio entregue às vias aéreas. É utilizado em situações em que o paciente não consegue manter a respiração de forma autônoma e suficiente, seja por insuficiência respiratória, doença cardiorrespiratória grave, durante procedimentos cirúrgicos ou no pós-operatório imediato.

O equipamento regula parâmetros como volume corrente, pressão das vias aéreas, frequência respiratória e fração inspirada de oxigênio (FiO₂), além de emitir alarmes e gerar gráficos que permitem acompanhar a evolução ventilatória do paciente ao longo do suporte.

Qual a diferença entre ventilação invasiva e não invasiva

A ventilação invasiva é realizada por meio de um tubo endotraqueal ou traqueostomia, conectado diretamente às vias aéreas do paciente. É indicada para casos de maior gravidade, em que o paciente não tem condições de cooperar com o tratamento ou em que a via aérea precisa ser protegida.

A ventilação não invasiva (VNI) é realizada por meio de interface facial, sem necessidade de intubação, e indicada para pacientes que ainda mantêm algum grau de consciência e cooperação.

A RDC-07 da Anvisa exige que cada UTI adulto disponha de equipamento para VNI na proporção de um para cada dez leitos, quando o ventilador mecânico microprocessado não possuir recursos para realizar essa modalidade. 

Tipos de ventilador pulmonar: UTI e transporte

Os principais tipos de ventiladores pulmonares utilizados pelos serviços de saúde são os ventiladores de transporte e os ventiladores de UTI, cada um com características específicas para se adequar às distintas situações de uso. 

Ventilador de UTI (cuidados críticos)

Destinado ao suporte ventilatório contínuo em pacientes com doenças cardiorrespiratórias graves, o ventilador de UTI deve oferecer monitoramento contínuo de frequência respiratória, volume corrente, pressão das vias aéreas, taxas de respiração forçada e espontânea, alarmes e emissão de gráficos para acompanhamento da evolução do paciente.

A RDC-07 da Anvisa determina que cada UTI adulto, pediátrica e neonatal disponha de um ventilador pulmonar mecânico microprocessado para cada dois leitos, com reserva operacional de um equipamento para cada cinco leitos e no mínimo dois circuitos completos por equipamento.

Ventilador de transporte

Projetado para uso em deslocamentos de curta duração, deve operar com bateria, ter dimensões compactas e independência de rede de ar comprimido. A RDC-07 exige um equipamento para cada dez leitos ou fração em UTI adulto.

A Anvisa alerta que o ventilador de transporte não substitui o ventilador de UTI em situações de suporte ventilatório contínuo, e que o uso com destinação incorreta pode causar danos ao paciente.

Critérios técnicos para avaliação antes da aquisição ou locação

Modos ventilatórios disponíveis

Quanto maior a variedade de modos ventilatórios suportados, maior a flexibilidade para atender diferentes perfis de pacientes e protocolos clínicos. Ventiladores de UTI modernos oferecem modos controlados por volume e por pressão, além de modos espontâneos assistidos.

Sistema de alarmes

O ventilador precisa detectar e alertar rapidamente sobre desconexão de circuito, apneia, pressão fora dos limites configurados e falha no fornecimento de gás. Alarmes configuráveis e com registro de eventos facilitam a análise clínica e a rastreabilidade em casos de intercorrência.

Conectividade e integração

A integração do ventilador com o monitor multiparamétrico e com o prontuário eletrônico reduz a necessidade de transcrição manual de dados. A compatibilidade com protocolos de comunicação padrão do setor hospitalar deve ser verificada antes da aquisição.

Facilidade de manutenção e disponibilidade de peças

Um ventilador de UTI opera em regime contínuo. O intervalo entre manutenções preventivas, a disponibilidade de peças originais e a existência de suporte técnico autorizado na região determinam o tempo de inatividade quando algo falha. Peças não originais ou suporte não autorizado podem comprometer o desempenho do equipamento e invalidar a garantia do fabricante.

Compra ou locação: o que avaliar em equipamentos críticos

A escolha da modalidade de aquisição impacta diretamente o custo total de propriedade do ventilador, e alguns custos não aparecem na proposta inicial.

tabela com critérios para avaliar a compra ou locação de ventilador pulmonar hospitalar.

Na locação, as condições precisam ser verificadas com atenção: cobertura de manutenção corretiva, prazo de resposta em caso de falha, substituição do equipamento durante o período de reparo e disponibilidade de reserva operacional são cláusulas que definem se a modalidade é de fato vantajosa.

Mindray e Medicalway no Sul do Brasil

A Medicalway é distribuidora autorizada da Mindray no Sul do Brasil e a única empresa da região credenciada para manutenção autorizada dos equipamentos da marca. Para hospitais e clínicas que precisam garantir tempo de resposta ágil em caso de falha, ter a assistência técnica autorizada dentro da própria região é um critério operacional relevante, não apenas comercial.

Os equipamentos estão disponíveis nas modalidades de compra, aluguel e comodato. Entre em contato com a equipe da MedicalWay para uma avaliação técnica e comercial adequada ao perfil da sua unidade.

FAQ: perguntas frequentes sobre ventilador pulmonar hospitalar

O que é um ventilador pulmonar hospitalar?

É um equipamento médico que substitui ou auxilia a respiração do paciente, controlando o fluxo de ar e oxigênio entregue às vias aéreas. Utilizado em UTIs, centros cirúrgicos e emergências em que o paciente não consegue manter a respiração de forma autônoma.

Qual a diferença entre ventilador de UTI e ventilador de transporte?

O ventilador de UTI é desenvolvido para suporte ventilatório contínuo, com maior robustez tecnológica e recursos avançados de monitoramento. O ventilador de transporte é projetado para deslocamentos de curta duração, com bateria própria e dimensões compactas. A Anvisa alerta que o ventilador de transporte não substitui o de UTI em situações de suporte contínuo.

Ventilador pulmonar é obrigatório em UTI?

Sim. A RDC-07 da Anvisa exige um ventilador pulmonar mecânico microprocessado para cada dois leitos em UTI adulto, pediátrica e neonatal, com reserva operacional de um equipamento para cada cinco leitos.

O que avaliar na manutenção de um ventilador pulmonar?

Intervalo entre manutenções preventivas, disponibilidade de peças originais, existência de assistência técnica autorizada na região e prazo de atendimento em caso de falha. Manutenção fora do prazo ou com peças não originais pode comprometer o desempenho e gerar riscos ao paciente.

Compra ou locação: qual é melhor para ventiladores de UTI?

Depende do perfil de uso e da capacidade da instituição de absorver custos de manutenção e atualização tecnológica. A compra faz mais sentido para demandas de longo prazo. A locação é mais adequada para expansões temporárias ou quando a instituição prefere manutenção e reserva operacional incluídas no contrato.

 

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    1. Pesquise as opções disponíveis no mercado

    Fazer uma boa pesquisa é uma medida importante para conhecer quais são as a opções disponíveis no mercado. Para isso, você pode buscar dados nos meios virtuais, conversar com colegas de profissão e participar de eventos da área da saúde. Investigue as páginas da internet, conferindo as sessões nos sites das empresas encontradas.

    Realize uma pesquisa aprofundada e tente contatar as empresas para ter uma noção sobre as condições em que elas negociam e fazem parcerias. Registre as informações coletadas, para analisá-las com calma depois.

    2. Verifique a reputação da empresa

    Fazer parceria com uma corporação que está com problemas na imagem pode ser muito prejudicial. Os pacientes podem perceber o vínculo e deixar de frequentar a sua clínica. Além disso, há muita incerteza sobre a qualidade e integridade desse tipo de fornecedor. Assim, verificar a reputação da empresa é um passo importante para garantir uma parceria de sucesso.

    Para isso, verifique as redes sociais da companhia, observando comentários e interações com o público. Faça contato com parceiros da organização e questione sobre as posturas do fornecedor, abordando questões como qualidade, forma de lidar com erros e cumprimento de prazos.

    3. Observe a qualidade dos produtos e serviços em fisioterapia

    Fornecer serviços de alto desempenho na clínica é essencial para a prevenção, promoção e recuperação em saúde. Com um fluxo de trabalho pautado em uma estrutura sólida, os profissionais podem trabalhar melhor e a clínica pode construir uma boa imagem no mercado.

    Para isso, é fundamental que o fornecedor em fisioterapia tenha como uma das prioridades a qualidade dos recursos e serviços oferecidos. O sucesso do seu estabelecimento depende não só da sua contribuição, mas também de uma parceria de negócios baseada em colaboração e compromisso mútuo.

    4. Considere o custo-benefício

    Preços muito abaixo da média podem ser indicativos de produtos e serviços de qualidade inferior, o que pode gerar grandes prejuízos e retrabalho. O preço deve ser analisado, mas desconfie dos valores inferiores demais ao que é cobrado pelas outros fornecedores em fisioterapia.

    Uma ótima forma de avaliar esses aspectos é considerar a relação custo-benefício. Isso significa analisar se o investimento realizado gera um retorno positivo, que esteja alinhado ou que supere as expectativas.

    5. Analise o atendimento e o suporte oferecidos

    Contar com um bom atendimento e com o suporte do fornecedor em fisioterapia é fundamental para que haja sucesso na parceria. Esses dois fatores colaboram para facilitar a assimilação dos produtos e serviços na rotina, contribuindo para que a equipe tenha uma adaptação mais fácil.

    Afinal, muitos equipamentos e dispositivos demandam capacitação da equipe para o correta aplicação. Com o passar do tempo, manutenções preventivas podem ser necessárias, assim como as revisões e calibrações. Contar com um fornecedor que auxilie nessas tarefas é essencial, principalmente em um cenário de grande carga de processos como uma clínica. Dessa forma, o fluxo de trabalho é melhorado e a parceria se consolida de forma satisfatória para ambas as partes.

    Como a Medicalway pode te ajudar com fornecimento de dispositivos em fisioterapia?

    A Medicalway é uma empresa que comercializa equipamentos hospitalares, médicos e de fisioterapia de qualidade elevada. A empresa possui matriz em Curitiba, no Paraná, e filiais em Santa Catarina e São Paulo. Os dispositivos comercializados são de alta tecnologia.

    Além disso, fornecemos acompanhamento pós-venda e suporte técnico qualificado e ágil. Temos uma ampla tradição de mercado, com histórico de relacionamento sólido com nossos clientes. O custo-benefício de nossos produtos é adequado ao mercado e fornecemos excelentes serviços de manutenção. Nos destacamos pela grande tradição e experiência de mercado.

    O fornecedor em fisioterapia é um agente importante para a clínica que disponibiliza serviços na área. Para encontrar uma boa empresa para fazer parceria, é fundamental investir em uma boa pesquisa e contatar fornecedores da área para conhecer as condições de negociação. Priorize o custo-benefício e a qualidade e seja criterioso na análise, pois a imagem da clínica e o bem-estar dos pacientes está em jogo.

    E então? Gostou de nossas dicas para escolher o melhor fornecedor em fisioterapia? Aproveite e entre em contato com a Medicalway! Teremos prazer em ajudar!

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    Radiologia digital: o que muda para o paciente e para a gestão?

    Os avanços na tecnologia acontecem em grande velocidade, gerando impacto na sociedade e na dinâmica das empresas. Os estabelecimentos de saúde também estão incluídos nesse processo, passando por uma ampla modernização e contando com uma série de benefícios da informatização. A radiologia digital é um exemplo de tecnologia que promove vantagens para médicos, gestores de saúde e pacientes. Esse recurso é uma alternativa à radiologia convencional, oferecendo mecanismos mais rápidos e sustentáveis.

    Preparamos este conteúdo especial com informações sobre a radiologia digital e os impactos que ela gera no estabelecimento de saúde. Quer aprender mais sobre o assunto e conhecer as mudanças que a radiologia digital traz para o paciente e para a gestão? Continue acompanhando e entenda!

    O que é radiologia digital?

    A radiologia digital faz a captação das imagens com o uso de sensores digitais de raios X. A imagem é enviada diretamente para um computador, podendo ser gerenciada pelo profissional para melhor visualização.

    Essa tecnologia conta com avançadas funcionalidades para proporcionar qualidade, precisão e eficácia. Na década de 1970, começaram os primeiros usos experimentais da radiologia digital. Essa tecnologia passou por um grande aprimoramento e avanços (como a implementação de computador no processo e o surgimento dos recursos em nuvem) e se inseriu no mercado posteriormente.

    A radiologia convencional usa filmes radiográficos e a imagem é revelada em uma chapa, com o auxílio de produtos químicos. Ela foi descoberta entre o final do século 19 e início do 20.

    Qual o diferencial da radiologia digital em relação à convencional?

    A radiologia digital apresenta diversos fatores que a diferenciam da radiologia analógica. As radiações são geradas por um tubo padrão e coletadas pelos sensores digitais. A energia absorvida é transformada em carga elétrica. Essa carga é registrada, digitalizada e processada em escala cinza. Os dados são processados por um software especializado para a formação da imagem utilizada para fins clínicos. Depois, a imagem é armazenada.

    Na radiologia convencional, o filme radiográfico tem que passar por revelação, com o auxílio de reagentes na câmara escura. Caso o profissional deseje passar o material para o computador, é necessário escanear a imagem.

    Com isso, é possível perceber que a radiologia digital realiza o processo de geração da imagem em segundos. Já a convencional tende a ter uma maior demora para a geração de resultado.

    Os diagnósticos tendem a ser mais precisos na radiologia digital, porque a imagem gerada é de maior qualidade e pode ser ampliada, manipulada e ter a escala de cores invertida. Com isso, o médico pode fazer uma análise mais minuciosa e oferecer um diagnóstico certeiro.

    A radiologia digital demanda equipamentos como computador, máquina digital de raios X, digitalizadores e software para o processamento de imagem. A convencional pede a câmara escura, o aparelho de raios X, scanner e computador.

    Como a radiologia digital contribui para a gestão?

    A radiologia digital contribui de diversas formas para a gestão. Veja mais a seguir!

    Redução de custos

    Os equipamentos e sensores digitais apresentam um preço um pouco mais elevado que a tecnologia analógica. Porém, se você considerar que com esses dispositivos vai poder dispensar custos com reagentes químicos, mão de obra e sala de revelação, a radiologia digital se mostra mais barata. Ou seja, você terá um investimento inicial, mas, em longo prazo, há um excelente retorno financeiro e diminuição de custos com os processos.

    Melhora no armazenamento de dados

    As perdas de chapas de raios X podem acontecer no processo analógico. No geral, elas possuem um tamanho grande, não cabendo dentro da bolsa. Assim, o paciente se desloca com o exame nas mãos, em um envelope e pode perdê-lo por algum esquecimento ou distração. Na dinâmica hospitalar, o que se percebe da logística das chapas de raios X é que ela é mais trabalhosa, assim como nos prontuários de papel.

    Com a radiologia digital, esses problemas são eliminados. As imagens geradas são armazenadas com segurança no computador, podendo ser colocadas em prontuários eletrônicos em nuvem, o que fortalece as barreiras de proteção do documento. Riscos de extravio e dificuldades de logística são completamente eliminados.

    Agilidade na geração de imagens

    Conforme mencionamos, as imagens no processo analógico demoram um pouco para serem reveladas, necessitando do uso de agentes químicos. Na radiologia digital, a imagem é gerada em segundos, sendo transmitida com velocidade para o computador.

    Isso otimiza a gestão hospitalar e aumenta a capacidade de atendimento do estabelecimento de saúde. Além disso, é bom lembrar que em certos quadros, poucos minutos podem fazer grande diferença no prognóstico do paciente.

    Sustentabilidade

    A revelação do raios X convencional demanda o uso de reagentes químicos que precisam de descarte especializado e rigoroso, pois podem agredir ao meio ambiente. Além disso, a chapa formada, quando já não é mais necessária, também precisa de um recolhimento especial, não podendo ser encaminhadas para o lixo comum.

    O resultado disso é que o descarte dos materiais de raios X convencional se torna caro e dispendioso, sendo trabalhoso para os gestores de hospitais. Esse cenário também gera dificuldades para os pacientes descartarem seus exames já utilizados ou antigos.

    A radiologia digital dispensa o processo de revelação de imagem, enviando os dados diretamente para o computador. Assim, a gestão não precisa se preocupar com reagentes químicos e descartes especiais. Caso seja necessária uma impressão, ela pode ser feita em papel comum, de fácil descarte e reciclagem.

    A radiologia digital é uma moderna tecnologia que proporciona vários benefícios para gestores e pacientes. Ela otimiza o fluxo de trabalho, agiliza processos na clínica e permite que o paciente imprima o exame na própria casa, sem a necessidade de realizar diversas viagens ao estabelecimento para pegar o exame.

    A linha Agfa Healthcare pode ser de grande ajuda para o seu estabelecimento de saúde na implementação da radiologia digital. A Agfa é líder no segmento de imagem e está há 140 anos no mercado. Ela oferece excelentes dispositivos para radiologia digital, como softwares de processamento de imagens, equipamentos de radiografia digital, retrofits, digitalizadores e impressoras digitais.

    Gostou de aprender sobre radiologia digital e saber o que muda para o paciente e para a gestão? Aproveite e conheça os produtos da linha Agfa Healthcare para potencializar os processos na sua clínica!

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    Saiba como aplicar as metodologias ágeis na área da saúde

    Saiba como aplicar as metodologias ágeis na área da saúde, como a qualidade de um serviço tem forte ligação com a gestão de uma empresa. Assim, para garantir eficácia nos processos, é necessário buscar meios adequados, como as metodologias ágeis.

    Apesar de ter origem na área de desenvolvimento de softwares, esse conjunto de práticas pode ser aplicado a qualquer tipo de negócio, inclusive em clínicas e hospitais. Com isso, você tem mais organização nos departamentos, equipes mais integradas, redução de erros e pode oferecer uma melhor experiência a seu paciente.

    Quer conhecer as vantagens das metodologias ágeis na área da saúde e descobrir como aplicá-las? Continue a leitura e confira também os principais métodos.

    Por que utilizar metodologias ágeis na área da saúde?

    Em hospitais, clínicas e laboratórios, existem vários processos que envolvem o atendimento ao paciente. São diferentes setores e profissionais que precisam trabalhar de maneira coordenada para tornar o serviço padronizado, eficaz, seguro, de qualidade e também evitar desperdícios de materiais e retrabalho.

    Para dar conta de toda essa complexidade, inclusive com o uso cada vez maior de tecnologias, é importante que o gestor adote metodologias ágeis. Trata-se de um conjunto de práticas para abordagem focada no paciente com uma definição clara dos fluxos de trabalho e maior interação entre as equipes.

    Os principais benefícios ao aplicar as metodologias ágeis na área da saúde são:

    • redução de erros e de riscos de infecção;
    • gestão de estoques, com controle no uso de materiais, medicamentos e outros insumos, evitando perda de produtos que vencem ou a falta de algum item;
    • feedbacks constantes, o que agiliza as auditorias internas e permite mudanças rápidas por conta de falhas;
    • diminuição do índice de problemas em equipamentos com maior controle das manutenções;
    • processos integrados, que facilitam a tomada rápida de decisão;
    • aumento na retenção de talentos;
    • atendimento padronizado e de melhor qualidade ao paciente.

    Quais os principais métodos?

    Existem diferentes métodos ágeis que você pode adotar na área da saúde. A seguir, vamos mostrar como funciona o Kanban e o Lean e dar exemplos de como eles podem melhorar as ações em um hospital. Confira!

    Kanban

    Kanban é uma metodologia formada por checklists que proporciona uma visão geral de todos os processos, encadeando os fluxos de trabalho. Na saúde, ela pode ser adotada para aprimorar a gestão do atendimento ao paciente.

    Em linhas gerais, o método tem como regra: uma tarefa não pode ter continuidade sem que a anterior tenha sido finalizada. Para isso, é necessário montar um mapa visual (quadro fixado na parede) com as etapas que devem ser seguidas por toda a equipe.

    Em um hospital, o Kanban pode auxiliar no controle da entrada e saída do paciente, o que permite saber qual o tempo em que ele está recebendo o atendimento médico e, portanto, ocupando um leito.

    Com isso, há compartilhamento de informações entre os profissionais, pois no quadro, além do nome e da localização do paciente, há a indicação do tempo médio em que ele vai permanecer internado de acordo com a gravidade do seu estado de saúde.

    Nesse cenário, a equipe de enfermagem sabe como agir em relação aos internados, quais medidas deve tomar, como a realização de exames, e até quando terá o leito disponível. Também fica mais atenta às situações emergenciais, porque tem a sinalização de cada paciente, o que facilita a tomada rápida de decisão.

    Lean

    A metodologia ágil Lean foi desenvolvida para aplicação nas indústrias, mas pode trazer vantagens também na área da saúde. Busca objetividade, eficiência e redução de desperdícios.

    Com isso, o trabalho das equipes fica mais organizado e focado, há mais transparência na comunicação entre os profissionais e redução de custos da instituição.

    A adaptação da metodologia original recebeu o nome de Lean Healthcare. Ela se volta para o que pode ser eliminado para otimizar a produtividade no hospital, como:

    • superprodução — eliminar o que está sendo feito em excesso, ou seja, sem uma real necessidade;
    • transporte — o deslocamento de profissionais, pacientes, materiais e equipamentos pode receber ajustes para ser mais rápido;
    • movimentação — reorganização do fluxo das equipes em busca de materiais ou medicamentos;
    • tempo — reduzir a espera por atendimentos, resultados de exames, utilização de leitos e outros procedimentos;
    • defeitos — trabalhar para eliminar problemas de comunicação ou erros em procedimentos;
    • processamento — garantir melhor fluidez nas atividades, evitando retrabalhos ou aborrecimentos aos pacientes;
    • inventário — qualquer prejuízo com materiais, medicamentos ou até com o uso inadequado de equipamentos.

    Quais os passos para aplicar essa estratégia?

    Se você busca trazer mais eficiência para os processos de sua clínica ou hospital, deve estar curioso para saber como aplicar as metodologias ágeis na área da saúde. Descubra os passos que você deve seguir.

    Escolha do método

    Pesquise sobre os métodos ágeis existentes e escolha aquele que vai trazer mais vantagens para a gestão da sua instituição.

    Comunicação em todos os níveis da organização

    Para que você tenha um bom resultado com a aplicação dessa estratégia, é preciso que todas as equipes participem da implementação. É necessário mostrar como funciona a metodologia, o que muda no trabalho de cada um e os ganhos que essa mudança vai proporcionar.

    Foco no processo de transição

    Quando aplica uma das metodologias ágeis na área da saúde, você acaba alterando a cultura da organização. Sendo assim, não tenha pressa com relação a resultados. É preciso ter foco no processo de transição e realizar os ajustes necessários.

    Avaliação constante das mudanças implementadas

    Mesmo depois que a metodologia já fizer parte da rotina do hospital, é necessário realizar avaliações e reuniões constantes e pedir o feedback dos profissionais. É válido, inclusive, realizar uma pesquisa de satisfação com os pacientes a fim de saber se houve melhora na qualidade dos serviços prestados.

    Se você busca integrar os profissionais, garantir a sustentabilidade financeira da instituição e oferecer um atendimento com foco no paciente, adote uma das metodologias ágeis na área da saúde. Você melhora a qualidade dos serviços e fideliza o público, organizando e padronizando seus processos.

    Já que estamos falando em otimizar a rotina da sua clínica, descubra também os 6 benefícios do software médico!

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