Monitor multiparamétrico: a melhor configuração para cada tipo de leito

Diferentes modelos de monitores da Mindray

A escolha de um monitor multiparamétrico não é uma decisão técnica isolada. Ela impacta a segurança do paciente, o fluxo de trabalho da equipe clínica, a manutenção preventiva do setor e a conformidade com as normas sanitárias vigentes.

Para quem especifica ou aprova equipamentos em hospitais e clínicas, a pergunta mais relevante não é apenas qual monitor comprar, mas qual equipamento é mais adequado para cada tipo de leito e contexto assistencial.

Este artigo responde a essa questão com base em critérios técnicos e regulatórios objetivos.

O que é um monitor multiparamétrico

Um monitor multiparamétrico é um equipamento médico que realiza a mensuração contínua e simultânea de múltiplos parâmetros fisiológicos do paciente, exibindo os dados em tempo real em uma única tela.

Os parâmetros mais comuns incluem eletrocardiograma (ECG), frequência cardíaca, oximetria de pulso (SpO₂), pressão arterial não invasiva (NIBP), frequência respiratória e temperatura. Dependendo do modelo e da configuração modular, o equipamento pode incorporar parâmetros adicionais, como pressão arterial invasiva (IBP), capnografia (EtCO₂), débito cardíaco e oxigenação tecidual regional.

A diferença entre um monitor básico e um monitor de alta acuidade está justamente na quantidade de parâmetros que pode mensurar simultaneamente, na capacidade de expansão modular e no nível de integração com os demais sistemas do hospital.

Por que a escolha do monitor importa antes mesmo da compra

A RDC-07 da Anvisa, de 24 de fevereiro de 2010, que dispõe sobre os requisitos mínimos para funcionamento de Unidades de Terapia Intensiva, estabelece no Art. 57 que cada leito de UTI adulto deve possuir equipamentos e materiais que permitam monitorização contínua de frequência respiratória, oximetria de pulso, frequência cardíaca, cardioscopia, temperatura e pressão arterial não invasiva. A mesma exigência se aplica aos leitos de UTI pediátrica (Art. 62) e UTI neonatal (Art. 68). 

Ou seja, a presença do monitor multiparamétrico não é uma opção, é uma obrigação regulatória. O que varia por setor é o conjunto de parâmetros exigidos e o nível de complexidade necessário para atender adequadamente o perfil de cada paciente.

Monitores por tipo de leito: o que considerar em cada cenário

ITU em adultos

A UTI adulto é o ambiente de maior variedade de perfis clínicos: pacientes pós-cirúrgicos, sépticos, com insuficiência respiratória, cardíaca ou neurológica. O monitor precisa cobrir os parâmetros básicos exigidos pela RDC-07, mas a capacidade de expansão modular é um fator determinante para os leitos de maior complexidade.

Em leitos onde há monitoramento hemodinâmico invasivo contínuo, por exemplo, a necessidade de visualizar múltiplas curvas de pressão arterial invasiva simultaneamente ao ECG e à capnografia exige um equipamento com maior número de formas de onda simultâneas e tela com resolução adequada para leitura à distância. 

Infecção do trato urinário neonatal (ITU)

O ambiente neonatal impõe restrições específicas ao equipamento. Além dos parâmetros de monitoramento adaptados para recém-nascidos, o monitor precisa operar em modo noturno (redução de brilho e volume), suportar perfis de alarme configuráveis por idade gestacional e ter dimensões compatíveis com um leito que já concentra incubadora, bombas de infusão e outros equipamentos.

Nesse contexto, o tamanho físico do monitor e a especificidade dos parâmetros neonatais pesam tanto quanto a capacidade técnica bruta do equipamento.

Bloco cirúrgico e UTPA

No centro cirúrgico e na Unidade de Terapia Pós-Anestésica (UTPA), o monitor acompanha procedimentos que demandam parâmetros específicos: monitoramento neuromuscular (NMT), índice bispectral (BIS) para profundidade anestésica, capnografia volumétrica e, em cirurgias cardíacas, suporte ao modo bypass cardiopulmonar (CPB).

A escolha do monitor para esses ambientes precisa considerar a compatibilidade com os módulos de anestesia e a capacidade de integração com o sistema de gestão cirúrgica do hospital.

Leito de observação e enfermaria monitorada

Em leitos de menor complexidade, como enfermarias monitoradas ou salas de observação, o perfil clínico do paciente geralmente não exige a totalidade dos módulos disponíveis em um monitor de alta acuidade. Nesses casos, um equipamento mais compacto, com os parâmetros básicos e boa conectividade com a central de enfermagem, atende a demanda sem superdimensionamento.

Critérios técnicos para a escolha do monitor

Conectividade e integração com sistemas hospitalares

Um monitor que não conversa com o prontuário eletrônico do hospital gera retrabalho manual e aumenta o risco de erros de transcrição. A compatibilidade com protocolos HL7, integração via gateway com sistemas EMR/HIS e conexão com centrais de monitoramento são critérios que precisam ser verificados antes da aquisição, não depois.

Gestão de alarmes

A fadiga de alarme é um problema documentado em ambientes de terapia intensiva. Monitores com tecnologia de filtragem e priorização de alarmes, que reduzem notificações não acionáveis sem comprometer a detecção de eventos reais, contribuem diretamente para a segurança do paciente e para a qualidade do trabalho da equipe.

Capacidade modular e escalabilidade

Hospitais em crescimento ou em processo de qualificação tecnológica se beneficiam de plataformas modulares, onde o mesmo equipamento pode ser expandido com novos módulos conforme a demanda clínica aumenta. Isso protege o investimento inicial e evita a substituição completa do parque de monitores a cada mudança de complexidade do setor.

Facilidade de manutenção e suporte técnico

A disponibilidade de manutenção autorizada na região é um critério frequentemente subestimado na especificação. Um equipamento com suporte técnico distante do hospital pode significar longos períodos de indisponibilidade e dependência de peças com prazo de entrega estendido. 

Mindray BeneVision N Series: referência em monitoramento de alta acuidade

A linha BeneVision N Series da Mindray reúne os monitores N12, N15 e N17, desenvolvidos para atender os diferentes perfis de leito com a mesma plataforma tecnológica. Os três modelos compartilham interface, módulos e ecossistema de conectividade, o que permite ao hospital padronizar tecnologia e treinamento mesmo utilizando modelos diferentes em setores distintos.

A série é indicada pelo fabricante para UTI adulto, UTI neonatal, UTI pediátrica, centro cirúrgico, UTPA e pronto-socorro. Entre os recursos da plataforma estão a tecnologia iAlarm para redução de alarmes não acionáveis, integração com BeneVision DMS para monitoramento centralizado, conectividade HL7 via eGateway e compatibilidade com módulos avançados de hemodinâmica, capnografia volumétrica e oxigenação tecidual regional.

Os modelos se diferenciam principalmente pelo tamanho de tela e número de formas de onda simultâneas: o N15 tem tela de 15,6″ e exibe até 10 formas de onda; o N17 tem tela de 18,5″ e exibe até 12.

MedicalWay: suporte técnico especializado no Sul do Brasil

A MedicalWay é distribuidora autorizada da Mindray no Sul do Brasil e a única empresa da região credenciada para manutenção autorizada dos equipamentos da marca. Isso garante suporte técnico especializado com peças originais e tempo de resposta mais ágil do que empresas sem estrutura regional.

Os monitores da linha BeneVision estão disponíveis nas modalidades de compra, aluguel e comodato. Para hospitais e clínicas que precisam dimensionar o investimento por leito ou testar a tecnologia antes de uma aquisição definitiva, as modalidades flexíveis permitem estruturar a operação conforme a realidade financeira da instituição.

Entre em contato com a equipe da MedicalWay para uma avaliação técnica e comercial personalizada para a sua unidade.

FAQ: perguntas frequentes sobre monitor multiparamétrico

O que mede um monitor multiparamétrico?

Um monitor multiparamétrico mede simultaneamente múltiplos sinais vitais do paciente, como frequência cardíaca, ritmo cardíaco (ECG), saturação de oxigênio no sangue (SpO₂), pressão arterial não invasiva (NIBP), frequência respiratória e temperatura. Modelos avançados podem incluir pressão arterial invasiva (IBP), capnografia, débito cardíaco e outros parâmetros, dependendo dos módulos instalados.

Qual a diferença entre monitor de leito e monitor de UTI?

Na prática, a distinção está na complexidade e nos recursos disponíveis. Monitores de leito em enfermarias geralmente cobrem os parâmetros básicos de vigilância. Monitores de UTI são equipamentos de alta acuidade, com maior número de parâmetros simultâneos, capacidade modular para expansão, armazenamento extenso de dados e integração com centrais de monitoramento e sistemas hospitalares. 

Monitor multiparamétrico é obrigatório em UTI?

Sim. A RDC-07 da Anvisa exige que cada leito de UTI adulto, pediátrico e neonatal disponha de equipamentos que permitam a monitorização contínua de frequência respiratória, oximetria de pulso, frequência cardíaca, cardioscopia, temperatura e pressão arterial não invasiva.

O que é um monitor multiparamétrico modular?

É um monitor cuja capacidade pode ser expandida com a adição de módulos de parâmetros específicos, como pressão invasiva, capnografia ou hemodinâmica avançada. A vantagem da plataforma modular é que o hospital pode adquirir o equipamento em uma configuração inicial e expandi-lo conforme a demanda clínica cresce, sem precisar substituir o monitor.

Como escolher o monitor certo para minha UTI?

Os principais critérios são: complexidade clínica do leito, parâmetros necessários para o perfil dos pacientes internados, necessidade de integração com sistemas hospitalares, disponibilidade de manutenção autorizada na região e modelo de aquisição (compra, aluguel ou comodato). 

 

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    Capacete respirador: como funciona e quais os benefícios?

    Com o aumento assustador do número de casos de contaminação pela Covid-19, o país está passando por um dos piores cenários da saúde, principalmente pela alta de internações, busca por leitos em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e demanda por respiradores e ventiladores pulmonares, fazendo com que várias unidades já não tenham mais vagas e nem equipamentos disponíveis. Como forma de tentar minimizar esse problema, um modelo de capacete respirador tem sido desenvolvido por algumas empresas.

    Trata-se de um recurso de respiração artificial não invasivo, que pode reduzir de forma considerável, conforme já comprovado por meio de testes, a necessidade de encaminhamento para UTI e intubação de indivíduos acometidos pela Covid-19. Isso porque o equipamento cumpre o objetivo de oferecer todo o suporte ventilatório necessário, além de, também, ser eficiente em outras doenças que acometem o pulmão e comprometem a oxigenação, como edema pulmonar e pneumonias.

    Quer entender melhor sobre esse equipamento promissor e de grande aposta para fornecer mais saúde e qualidade de vida ao paciente e, ao mesmo tempo, desafogar as UTIs, que já se encontram sobrecarregadas? Então, continue a sua leitura!

    Como o capacete respirador funciona?

    O capacete respirador envolve toda a cabeça do usuário, sendo fixado ao pescoço por meio de uma base que impede a passagem do ar. Com a inserção de oxigênio e ar comprimido, o equipamento proporciona uma pressão positiva para auxiliar o indivíduo que apresenta problemas de oxigenação.

    Sendo assim, é indicado nos casos de tratamento de pessoas com quadro clínico moderado ou que estejam começando a evoluir para situações mais graves.

    Serve como uma interação entre o paciente e o aparelho de ventilação mecânica, já que é acoplado ao fluxo de oxigênio ou ventilador, fazendo com que o ar chegue de maneira não invasiva — ao contrário da intubação que requer o uso de um tubo orotraqueal.

    Além disso, o equipamento não permite que o vírus se espalhe no ambiente, considerando que ele não possibilita que um alto volume de gás vaze. Também viabiliza que os respiradores mecânicos sejam usados apenas em casos mais alarmantes, como os que estão acontecendo com vários pacientes com Covid-19.

    Quais são os benefícios do equipamento?

    Entre os principais motivos do capacete respirador ser um equipamento tão eficiente e promissor, estão os benefícios que apresentaremos. Veja a seguir os principais!

    Conforto aos pacientes

    O capacete respirador é mais confortável do que as tradicionais máscaras de oxigênio, que ficam em contato com a pele e podem provocar a sensação de claustrofobia em alguns pacientes.

    Grande parte do material usado para a sua confecção é o PVC atóxico, além da membrana de vedação que fica no pescoço ser produzida com silicone ou látex, propiciando ajustes para diferentes pessoas.

    Não invasivo

    O equipamento é considerado um mecanismo de respiração artificial não invasivo, tendo em vista que funciona como um tipo de capacete com filtro e exaustão antiviral e antibacteriana, capaz de promover um ar renovado sem que o paciente precise ser internado.

    Segurança

    O equipamento também aumenta a segurança dos profissionais da saúde e demais internos do hospital de contaminação cruzada, tendo em vista que, por ser vedado, não permite a proliferação de partículas de vírus, além de fazer a filtragem do ar respirado pelos pacientes contaminados com o coronavírus.

    Economia

    Outra vantagem é o baixo custo quando comparado a uma máquina de ventilação mecânica, garantindo, ainda, facilidade de produção em larga escala. Entre os maiores desafios no decorrer do processo de desenvolvimento, estava o de assegurar uma alternativa acessível a todos, principalmente quando comparado com as opções já disponíveis de ventiladores mecânicos, que apresentam preços bastante elevados.

    Quais são os diferenciais do 7lives-Helmet, oferecido pela Medicalway?

    O 7Lives-Helmet é uma excelente alternativa nesses casos, por se tratar de um produto feito por pioneiros no desenvolvimento e criação de interface de ventilação mecânica não invasiva (VNI) no Brasil, devidamente regulamentado e registrado na ANVISA, que pode ser usado associado a um ventilador mecânico, como também somente com fluxômetros + válvulas de PEEP.

    A técnica utiliza dois recursos para elevar o nível de proteção do pulmão. Sendo a primeira, cateter nasal de alto fluxo, que tem a função de aplicar frequentemente ar umidificado a 100% por meio das narinas, com o intuito de lavar a região atingida do pulmão, além de eliminar as moléculas de gás carbônico na expiração, o que minimiza a sensação de falta de ar e reduz o trabalho feito pelos músculos responsáveis pela inspiração.

    Já na segunda técnica, o capacete é acoplado a um ventilador mecânico, provocando uma pressão ininterrupta das vias aéreas superiores, o que faz com que o indivíduo consiga ter uma melhor respiração.

    Quando o equipamento é conectado a uma válvula de pressão expiratória final positiva (PEEP), ocorre uma maior pressão no pulmão, bem como ao oxigênio, chegando à pressurização da via aérea do paciente, assim como ocorre na ventilação não invasiva. Contudo, nesse formato, a utilização do ventilador mecânico é evitada, levando à diminuição de inflamações nas vias aéreas, provocadas pelo esforço respiratório ao longo desse período da doença. Entre as principais características do produto estão:

    • a estrutura permite a constituição de um ambiente com pressão positiva e enriquecida com oxigênio;
    • a maior parte do material é composta de PVC atóxico e a membrana de vedação do pescoço feita com látex ou silicone, contribuindo para a adequação a qualquer paciente;
    • possui alças de polipropileno com fechos adaptáveis e neoprene, para fixar o produto na cabeça, além de dar segurança, fácil limpeza e conforto aos pacientes;
    • interface que tem auxílio de duas válvulas para conexões dos ciclos de fluxo inspiratório e/ou expiratório.

    Além disso, perto da boca do usuário há uma válvula de alimentação que viabiliza tanto a ingestão de líquidos quanto de alimentação, por meio da passagem de sondas.

    Também é importante ressaltar que a Medicalway é uma empresa experiente, que atua no mercado de equipamentos médicos há mais de 20 anos, com a finalidade de disponibilizar as melhores tecnologias, custo/benefício e condições acessíveis ao mercado, oferecendo, ainda, acompanhamento pós-venda e suporte técnico rápido e qualificado — sempre em busca de oferecer a melhor experiência aos clientes.

    Como pode perceber, o capacete respirador é uma alternativa encontrada pelas empresas para tentar minimizar os problemas causados pela falta de leitos e respiradores. Isso porque, com todas as vantagens oferecidas, o equipamento tem contribuído para a redução do número de internações em UTIs, promovendo mais chances de sobrevivência, além de evitar que o vírus se dissemine no ambiente.

    Quer saber mais sobre o 7Lives-Helmet? Então, acesse nossa página, esclareça suas principais dúvidas sobre a solução e aproveite para solicitar um orçamento.

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    O que é a máscara laríngea e em quais ocasiões ela deve ser utilizada?

    O que é a máscara laríngea e em quais ocasiões ela deve ser utilizada? Seja para a aplicação de anestesias convencionais ou para o acesso das vias áreas para ventilação mecânica durante a internação de pacientes em UTI, a máscara laríngea (ML) é indispensável para o uso médico.

    O item é desenvolvido especialmente para o manuseio da região entre a laringe, ficando na parte superior da epiglote, responsável pelo correto funcionamento do sistema digestivo e por permitir que o alimento transite pelo local correto.

    Desse modo, é preciso que o processo realizado com a máscara laríngea seja breve, para que não haja uma broncoaspiração. Isso ocorre quando a traqueia é vedada pelo mau funcionamento da epiglote, e um sólido ou líquido desce em direção à laringe, obstruindo a traqueia e impedindo a passagem de ar pelos pulmões.

    Então, para um correto uso da máscara laríngea, é preciso conhecer a fundo o assunto. Continue conosco e saiba mais informações!

    Como funciona a máscara laríngea?

    Como você pôde perceber, a incorreta aplicação da máscara pode oferecer sérios riscos. Assim, é preciso aprender a seguir os passos corretos:

    • siga as orientações de abertura de acordo com o correto local indicado;
    • posicione a face convexa posterior da ML em contato com a parede da faringe e acima das estruturas supraglóticas, permitindo a ventilação;
    • aloje a ponte da ML sobre o esfíncter esofagiano superior;
    • certifique-se de que não haja vazamento de ar ao testar o balonete ou ‘’cuff’’, comprometendo o produto, com auxílio de uma seringa;
    • garanta que a ML tenha sido corretamente esterilizada e limpa;
    • hiperestenda a região cervical do paciente, caso ele não seja vítima de trauma, para que a língua seja deslocada com mais facilidade e não haja obstrução da passagem de ar;
    • facilite a adaptação da máscara laríngea com o auxílio de um produto à base de água na parte posterior, que atue como um lubrificante;
    • impeça o fechamento da hipofaringe ao segurar a língua do paciente, durante a introdução da máscara;
    • insufle o ‘’cuff’’ ou balonete de acordo com o número da ML e a orientação do fabricante, e mantenha a testagem e o acompanhamento da ventilação do paciente;
    • posicione a máscara na entrada do esôfago e abaixo da valécula, de frente à via área, para que haja a ventilação adequada ao paciente.

    Em quais ocasiões a máscara laríngea é utilizada?

    Conforme mencionado, a máscara laríngea deve ser utilizada para acessar as vias aéreas. Isso pode ocorrer quando a região apresentar falhas no funcionamento ou em situações em que o paciente precisa ser entubado e ventilado. É o caso de adultos em quadros graves internados em UTI e que precisam do auxílio de aparelhos para respiração.

    A princípio, esse grupo é ventilado a partir da introdução de um tubo endotraqueal na traqueia. Porém, a longo prazo, esse equipamento pode comprometer a laringe e a traqueia dos pacientes. Para evitar isso, os médicos devem realizar uma traqueostomia percutânea dilatacional (TPD). Durante esse procedimento e/ou até para aplicação da anestesia geral, a máscara laríngea deve ser fixada na garganta.

    Outra circunstância a que os médicos devem ficar atentos quanto ao uso da ML é nas ocasiões em que todas as alternativas de ventilação do paciente foram esgotadas e é necessário utilizar um item que auxilie na recuperação das vias aéreas. Outras ocasiões incluem cirurgias eletivas, ambulatoriais, otorrinolaringológicas e em cantores e locutores profissionais.

    Quais os tipos de máscara laríngea existentes no mercado hospitalar?

    Existem as máscaras descartáveis, que como o próprio nome sugere deve ter uso único. Outro tipo de ML é a reutilizável, cujo material é isento de látex para evitar problemas de saúde — como alergias graves, uma reação cada vez mais comum. Sua fabricação leva um silicone especial nos padrões médicos.

    Entretanto, mesmo com a permissão de reúso dessa ML, para que os pacientes tenham a máxima qualidade no atendimento, ela deve ser descartada após 2 anos do primeiro ou na 40ª vez, período em que as características do produto já estão desgastadas.

    Como utilizar a máscara laríngea de forma adequada?

    Como você viu, é importante ficar de olho nos critérios de uso da ML para garantir maior segurança aos pacientes. Além disso, existem outras recomendações que devem ser seguidas. Afinal de contas, diante das utilidades do produto, como a ventilação imediata — devido à confecção em tubo flexível, que se adapta com facilidade à hipofaringe do paciente — e a fácil manipulação, é natural que a máscara laríngea seja muito procurada nos ambientes médicos.

    Apesar disso, é preciso conhecer os diferentes tipos de máscaras e as orientações para cada situação de uso, o que exige manuseios diferentes. Nesse sentido, existe uma tabela que melhor orienta o uso da ML, de acordo com alguns critérios. Por exemplo:

    • tamanho do balonete ou ‘’cuff’’ para o correto manuseio;
    • número da máscara laríngea;
    • peso do paciente.

    Saber dessas informações e levar isso em consideração é essencial para maior segurança no uso da ML pelos profissionais. Além disso, ao inserir a máscara laríngea, procure se certificar de:

    • com auxílio de luvas, posicionar o produto adequadamente e de forma adaptada a anatomia da supraglótica;
    • manter o dedo indicador na junção do tubo e manguito, segurando a ML como se fosse uma caneta;
    • observar uma linha preta ao longo do tubo, isso indica o lado posterior da ML, desde que ela esteja corretamente posicionada;
    • posicionar a cabeça e o pescoço do paciente como se fosse realizar uma intubação traqueal;
    • manter a cabeça estendida com uma mão e o pescoço curvado, enquanto inicia a passagem da ML com a outra mão. Nesse caso, para facilitar o trabalho, o uso de um coxim para elevar a cabeça pode ser útil.

    Percebeu como o uso da máscara laríngea é essencial para o melhor cuidado das vias aéreas do paciente e o quanto isso exige o correto manuseio do produto? Siga as recomendações, incluindo as dos fabricantes da máscara, quanto à desinfecção, descarte e aplicação para maior segurança de todos os envolvidos no processo.

    Quer saber como adquirir a máscara laríngea? Entre em contato conosco e encontre esse e demais produtos da área médica!

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    Cardioversores e desfibriladores: entenda as diferenças entre eles

    Cardioversores e desfibriladores: entenda as diferenças entre eles. Apesar de usados para fins similares e de serem muito confundidos um com o outro, os desfibriladores e cardioversores são diferentes. Não entender as diferenças entre eles pode resultar no uso indevido dos equipamentos e gerar consequências leves ou graves para médicos e pacientes.

    Um exemplo disso são os choques simultâneos e queimaduras de segundo ou primeiro grau que podem ser ocasionados. Além das consequências negativas, isso também pode evitar com que os pacientes tenham suas funções cerebrais e cardíacas preservadas pelo uso correto dos instrumentos, que mostram a comprovação dos resultados em 85% dos pacientes.

    Com isso, dá para ter uma pequena noção da importância de diferenciar desfibriladores e cardioversores para realizar o correto manuseio de cada um, certo? Então, continue conosco e saiba mais sobre o assunto!

    Desfibriladores

    O desfibrilador atua no corpo por meio de correntes elétricas não sincronizadas no músculo cardíaco. Assim, o procedimento terapêutico pode reverter arritmias graves, como a fibrilação ventricular e a taquicardia ventricular sem pulso, que podem ocasionar uma parada cardiorrespiratória, ao despolarizar as fibras musculares do miocárdio.

    Esse estímulo terapêutico pode ser realizado tanto no tórax quanto diretamente no músculo cardíaco, como é o caso de cirurgias, em que as pás do equipamento são coladas diretamente no coração para o disparo do choque.

    A ação do desfibrilador deve acontecer rapidamente após a redução ou a parada cardíaca para que os batimentos cardíacos sejam restabelecidos a tempo e os sinais possam retornar. Caso contrário, há maiores riscos de que o enfermo tenha maiores sequelas e chances de morte.

    Cardioversores

    A cardioversão é responsável por normalizar o impulso do coração quando a fluidez do sangue do corpo passa por algum tipo de descontrole e o ritmo cardíaco é alterado, levando a arritmias. Para isso, a cardioversão administra choques elétricos de forma direta e sincronizada sobre o tórax, de modo que o miocárdio seja despolarizado simultaneamente.

    Nesse sentido, é necessário que haja o monitoramento do paciente pelo próprio aparelho cardioversor e que o botão de sincronismo esteja ligado. Assim, a carga elétrica é liberada no período refratário de despolarização cardíaca para que o impulso cardíaco se restaure de forma coordenada, com apenas uma fonte de energia.

    Dessa maneira, os cardioversores são aliados em tratamentos hospitalares, tendo uma taxa de efetividade de até 100%, quando usados em combinação com medicamentos, e de 60% a 70%, como substituição aos arrítmicos.

    Porém, antes de iniciar o procedimento e definir a arritmia cardíaca, é preciso observar em que circunstâncias o paciente se encontra e se existe alguma instabilidade hemodinâmica, em que a pressão arterial está anormal. Entre algumas dessas circunstâncias, estão:

    • desmaios;
    • dor torácica;
    • diminuição da pressão arterial;
    • dispneia;
    • diminuição do nível de consciência.

    Desfibriladores x cardioversores

    Como você pôde perceber, cardioversores e desfibriladores possuem funções parecidas. Apesar disso, a diferença entre eles é que enquanto um pode ser aplicado em qualquer momento, desde que o paciente apresente sinais de que precisa do equipamento, o outro exige um tempo específico para correto uso.

    Em outras palavras, a desfibrilação é aplicada em momentos de parada ou redução cardíaca — situações essas que representam alto risco de vida — para que o ritmo seja retornado. Assim, se um adulto estiver com os batimentos abaixo de 60 a 100 por minuto, é recomendada a aplicação do choque.

    Por outro lado, os cardioversores precisam ocorrer de forma sincronizada com o complexo QRS, que é o grupo de ondas que traduzem as atividades ventriculares, em que a cardioversão deve ocorrer na função R, quando o coração está inflado e pode ser restabelecido. Caso contrário, o choque não é descarregado.

    Enquanto isso, a função Q é o início da atividade ventricular e o S é quando ela está na parte inferior. A cardioversão ainda deve agir de forma conjunta com pulsos para despolarização do miocárdio. Assim, pode-se dizer que, nesse caso, mesmo com risco de vida, o paciente encontra-se em um quadro mais tênue, e o médico tem mais tempo para fazer uma intervenção na tentativa de reverter a situação.

    Quando cada um desses equipamentos deve ser aplicado?

    Conforme mencionamos, existem algumas situações que exigem ações rápidas e emergenciais com o auxílio do desfibrilador. É o caso de paradas ou reduções cardíacas, que podem ocorrer durante ou após uma cirurgia, ou após um trauma.

    Por isso, de acordo com as circunstâncias, existe uma lei que obriga os ambientes que agrupem pessoas a manterem um desfibrilador automático externo por perto, desde que:

    • o evento contenha mais de 2 mil pessoas;
    • o transporte tenha capacidade para mais de 100 pessoas;
    • no local circulem mais de 2 mil pessoas por dia.

    Para isso, é recomendado que pelo menos uma pessoa que circule nesses locais saiba como utilizar o equipamento corretamente. Enquanto isso, por normalmente não ser usada em situações emergenciais, a cardioversão costuma ser utilizada em situações de agendamento dentro de uma clínica ou hospital, quando mesmo o coração do paciente batendo, seu funcionando não está adequado.

    Qual aparelho deve ser usado em cada procedimento?

    A cardioversão precisa de um desfibrilador capaz de realizar o sincronismo, como o cardioversor, que precisa fazer a captação dos sinais vitais do paciente e garantir que haja a sincronia com a chamada fase R no complexo QRS.

    Além disso, o equipamento também deve ter a quantidade de joules adequada, já que em alguns casos apenas equipamentos com joules acima de 200, como o de 360, permite que o procedimento seja realizado com eficácia. Para isso, é necessário que os médicos ou demais responsáveis pelo uso do aparelho confiram as características do paciente e, a partir disso, definam a quantidade de choque necessária.

    Quais são os tipos de desfibriladores e cardioversores?

    Os tipos de desfibriladores e cardioversores são:

    • cardioversor;
    • cardioversor implantável;
    • desfibrilador externo automático (DEA).

    É muito importante saber diferenciar cardioversores e desfibriladores para um correto manuseio, assegurando maiores chances de eficácia do tratamento nos pacientes e garantido a segurança tanto para os enfermos quanto para os médicos e demais responsáveis pelo seu uso.

    Quer conhecer os nossos modelos de cardioversores? Entre em contato conosco!

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