Como preservar a performance do seu aparelho de ultrassom: dicas essenciais de manutenção e manuseio

Os aparelhos de ultrassom são indispensáveis ​​na medicina diagnóstica, sendo amplamente utilizados para identificar condições de saúde de forma precisa e segura. 

Sua inovação e eficiência fazem dele um equipamento essencial em clínicas e hospitais, permitindo diagnósticos rápidos e assertivos em diversas especialidades médicas.

Contudo, para garantir que o ultrassom continue desempenhando um papel tão importante, é fundamental que ele seja devidamente cuidado e preservado. 

A manutenção inadequada ou a falta dela podem comprometer a qualidade dos exames, afetando diretamente o atendimento ao paciente e a rotina dos profissionais de saúde.

Neste artigo, reunimos dicas essenciais para manter o desempenho do seu aparelho de ultrassom sempre em alta. 

Qual a importância de fazer a manutenção adequada dos aparelhos de ultrassom?

Se o ultrassom não estiver funcionando bem, sua equipe pode ter sérios problemas. Afinal, as imagens formadas podem ficar menos nítidas, o aparelho pode parar de funcionar e o trabalho do médico pode ser prejudicado. 

O atendimento perde a qualidade e ainda passa a ser necessário repetir os exames, gerando custos adicionais para o hospital e retrabalho.

Outro problema que pode surgir dessa situação é que a imagem do hospital fica prejudicada. 

Erros de diagnósticos, equipamentos danificados e consertos de última hora se tornam parte da rotina e podem causar uma impressão ruim no paciente. Isso pode trazer insegurança ou até motivá-lo a procurar outro hospital.

A manutenção de ultrassom é decisiva para a qualidade do trabalho no hospital ou na clínica. 

Ela contribui para que a equipe médica tenha uma boa rotina de trabalho e para que seja oferecido um serviço de alto padrão. Um equipamento revisado e bem cuidado otimiza a rotina e facilita o trabalho dos profissionais de saúde.

Quais são as maneiras de realizar a manutenção de ultrassom?

Há formas diferentes de realizar a manutenção de ultrassom. Veja, a seguir, quais são elas!

Manutenção corretiva

A manutenção corretiva ocorre quando surge um problema de forma inesperada,exigindo a correção de um defeito apresentado pelo equipamento. Isso pode ocorrer por falta de investimentos da instituição com ações preventivas periódicas. 

Esse tipo de manutenção pode não corrigir a causa do defeito e podem haver outros pontos com potencial de falha.Além disso, a qualquer momento, o aparelho pode apresentar algum dano imprevisto. Consertos de última hora, no geral, são mais caros e exigem compras de peças com urgência. 

Não há tempo suficiente para pesquisar fornecedores e nem obter condições mais vantajosas de pagamento. Outra questão complexa é que a máquina pode parar de funcionar durante um atendimento, o que atrasa o diagnóstico do paciente e prejudica a credibilidade da instituição de saúde.

Manutenção preventiva

Na manutenção preventiva, a empresa prestadora de serviços, realiza revisões programadas nos aparelhos, de acordo com um cronograma. A manutenção envolve a limpeza externa e interna, o ajuste das folgas, a avaliação do estado dos componentes e a lubrificação de partes do dispositivo.

A preventiva é a mais recomendada, porque ela gera economia com ações corretivas, reduz o risco de falhas durante o uso, aumenta a vida útil do equipamento e evita prejuízos com paradas não programadas. 

Durante a inspeção de preventiva pode ser identificado o mal funcionamento de algum item do equipamento. Esse pode ser substituído conforme programação do cliente.

Como boa prática, é importante lembrar que o console e os filtros de ar devem passar por uma limpeza semanalmente e que a sonda deve ter o gel removido a cada vez que é utilizada. 

Esses procedimentos citados devem ser realizados com a máquina desconectada da rede elétrica, para evitar o risco de choque.

Agora que você conhece os tipos de manutenção disponíveis, vamos falar sobre a frequência ideal para inspeções e os cuidados diários que ajudam a prolongar a vida útil do seu equipamento.

Quais são as vantagens da manutenção preventiva de ultrassom?

Quando há uma manutenção preventiva, você faz uma parada planejada no trabalho. A agenda dos médicos não é prejudicada, basta ajustar os horários e não marcar atendimentos para o período de revisão. 

No caso da manutenção corretiva, é preciso fazer uma pausa nas consultas e resolver tudo às pressas. Médicos e pacientes acabam por enfrentar problemas com atrasos e reagendamentos.

A manutenção preventiva é mais barata, pois você tem tempo para preparar o orçamento, pesquisar preços e escolher condições melhores de pagamento. Não há retrabalho, apenas um fluxo de operações otimizado e eficiente.

A vida útil do aparelho também é aumentada, pois ele opera em melhores condições. Além disso, a manutenção preventiva garante mais qualidade para os processos, pois a máquina trabalha no seu melhor estado e é revisada periodicamente.

Qual a frequência recomendada para inspeções técnicas?

A frequência das inspeções técnicas dos aparelhos de ultrassom é um fator importante para garantir seu desempenho ideal e prolongar sua vida útil. Abaixo, apresentamos uma abordagem detalhada sobre quando realizar as inspeções:

Inspeções anuais

Recomenda-se que, em situações de uso regular, os aparelhos de ultrassom sejam submetidos a uma inspeção técnica completa pelo menos uma vez ao ano. Esse período é suficiente para identificar e corrigir problemas potenciais antes que eles afetem uma performance ou causem falhas graves.

Inspeções semestrais

Em ambientes de uso intensivo, como hospitais de grande porte ou clínicas com alta rotatividade de exames, pode ser necessário realizar inspeções técnicas a cada seis meses. Esse cuidado adicional ajuda a garantir que o equipamento suporte a carga intensa de trabalho e não comprometa a qualidade dos diagnósticos.

Inspeções extraordinárias

Além das rotinas programadas, algumas situações necessitam inspeções específicas, como:

  • Após quedas ou impactos acidentais.
  • Quando há sinais de mau funcionamento, como sobreaquecimento, ruído excessivo ou interferência nas imagens.
  • Após grandes manutenções, para validar a funcionalidade do aparelho.

Dicas para manuseio adequado

Confira algumas dicas essenciais para cuidar do seu aparelho no dia a dia:

Transporte seguro

Para a movimentação necessária do ultrassom dentro ou fora da clínica, tome os seguintes cuidados:

  • Utilize as alças de transporte e procure pisos regulares para deslocamentos.
  • Certifique-se de que o aparelho esteja desligado e protegido antes de ser transportado.
  • Evite trepidações ou vibrações durante o transporte, o que pode afetar componentes internos delicados.

Essas práticas ajudam a evitar danos estruturais e aumentam a durabilidade do equipamento.

Limpeza e higienização regulares

Manter o aparelho limpo não é apenas uma questão de higiene, mas também de preservação.

  • Utilize apenas produtos de limpeza recomendados pelo fabricante, evitando solventes ou substâncias abrasivas que possam corroer as superfícies ou danificar circuitos internos.
  • Limpe regularmente a tela, os botões e o painel, utilizando panos macios e secos ou levemente umedecidos.
  • Evite que líquidos entrem em contato com conexões ou partes internas do equipamento.

Posicionamento e instalação

O local onde o ultrassom é instalado também desempenha um papel importante em sua conservação.

  • Certifique-se de que o equipamento esteja posicionado em uma superfície estável e nivelada.
  • Mantenha afastado de fontes de calor, umidade excessiva ou poeira, que podem comprometer seu funcionamento.
  • Verifique a ventilação do aparelho para evitar superaquecimento, especialmente em ambientes internos.

Cuidados especiais com os transdutores

Os transdutores são os componentes mais sensíveis e essenciais do aparelho de ultrassom. Como peças responsáveis ​​pela captação e envio de sinais, qualquer dano ou mau uso pode comprometer a precisão do diagnóstico. Veja como cuidar dos transdutores:

Armazenamento correto

  • Após o uso, sempre guarde os transdutores em locais adequados, longe de superfícies ásperas ou condições que possam gerar impactos.
  • Utilize suportes para que os cabos não fiquem no chão ou proteções específicas para evitar pressão excessiva sobre osconectores.

Limpeza cuidada

  • Limpe os transdutores imediatamente após cada uso para remover resíduos de gel e outros contaminantes.
  • Utilize apenas produtos indicados pelo fabricante, como soluções não corrosivas e panos macios, para evitar danos à superfície sensível.
  • Nunca mergulhe os transdutores diretamente em líquidos, a menos que isso seja explicitamente autorizado pelo manual do equipamento.

Inspeção visual periódica

  • Verifique regularmente se há fissuras, rachaduras ou outros sinais de desgaste nos transdutores.
  • Inspecione os cabos e conectores para identificar possíveis danos que possam causar falhas de comunicação com o aparelho.

Qual a importância de contratar uma empresa especializada para realizar a manutenção dos equipamentos da clínica ou do hospital?

Realizar a manutenção de ultrassom sem o conhecimento técnico necessário pode gerar diagnósticos incorretos e retrabalho. Isso traz prejuízos financeiros, além de gerar problemas para a agenda dos médicos. 

O equipamento é muito sensível a intervenções e somente alguém preparado pode fazer uma boa revisão.

Contratar uma empresa especializada para realizar a manutenção do maquinário do hospital ou da clínica garante mais qualidade e segurança para médicos e pacientes. 

A medida evita incertezas na manipulação dos equipamentos e minimiza a chance de erros. Além disso, os técnicos de corporações especializadas são treinados e autorizados pelo fabricante. Portanto, estão capacitados para realizar um diagnóstico eficiente. 

Isso garante mais tranquilidade para o dia a dia e possibilita que os dispositivos tenham o melhor desempenho possível.

A manutenção de ultrassom é um processo muito importante para garantir mais qualidade e precisão para os exames realizados no estabelecimento. Com equipamentos revisados periodicamente e de forma planejada, é possível manter um fluxo de trabalho eficiente. 

Os médicos ficam satisfeitos com a gestão da instituição de saúde e os pacientes se sentem mais seguros e confiantes para contarem com os serviços do seu hospital ou da clínica.

Garanta o melhor desempenho para seus equipamentos

Quando se trata de equipamentos hospitalares, contar com uma empresa confiável faz toda a diferença para garantir o bom funcionamento das operações em clínicas e hospitais. 

A Medicalway se destaca como referência no segmento de venda e locação de equipamentos médicos na região Sul do Brasil, oferecendo soluções completas para atender às necessidades de seus clientes.

Com uma experiência sólida no mercado, a Medicalway combina tecnologia de ponta, serviços personalizados e uma equipe altamente qualificada para entregar produtos e suporte técnico de excelência. 

Além disso, a empresa diferencia-se por oferecer serviços como a manutenção preventiva e corretiva de aparelhos de ultrassom, garantindo o máximo desempenho e durabilidade dos equipamentos.

Assista o vídeo a seguir e confira por que a Medicalway é a escolha certa para quem busca soluções inovadoras e confiáveis:

Se você está na região Sul do Brasil e precisa de equipamentos médicos de alta qualidade ou suporte técnico especializado, a Medicalway é a parceira ideal para elevar o padrão de atendimento de sua instituição de saúde.

Fale conosco agora e veja como nossos serviços especializados podem transformar a rotina de sua clínica ou hospital.

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    Software médico: descubra 6 benefícios para sua clínica

    Cada vez mais, os impactos da tecnologia na medicina são atestados pelas inovações da saúde 4.0. O que muitos médicos ainda não perceberam, porém, é que esses avanços também já chegaram à área de gestão. Afinal, a utilização de um software médico pode trazer muitos benefícios.

    Se você ainda não está certo de que vale a pena investir em uma ferramenta com essa, ou tem dúvidas sobre como escolhê-la, não se preocupe: este post foi feito para você!

    Para te ajudar a entender como implementar um software em sua clínica, listamos aqui as principais vantagens que a adoção de um software médico pode trazer para a sua clínica. Então, continue lendo e confira!

    O que é um software médico?

    Basicamente, trata-se de um sistema de computador desenvolvido especificamente para clínicas, hospitais e consultórios. Assim, ele conta com funcionalidades e ferramentas pensadas justamente para as demandas desses locais, agilizando sua rotina e os processos de trabalho.

    Os softwares médicos podem ser desde simples ferramentas para o agendamento de consultas até sistemas de gestão completos. De todo modo, devem seguir as normas elaboradas pelo CFM (Conselho Federal de Medicina).

    Entre suas funcionalidades podem estar o controle financeiro e de fluxo de caixa, a gestão de compras e de estoque, além do armazenamento e a análise de dados dos pacientes, com a emissão de gráficos e relatórios. Além disso, pode haver integração com outros softwares específicos, como prontuários eletrônicos, agenda, plataformas de assinatura digital etc.

    Quais são os principais benefícios de ter um bom software?

    Administrar agendas e o cadastro de pacientes por meio de fichas ou usar planilhas para o controle das finanças são atitudes do passado. Hoje, o uso de aplicativos e softwares médicos trazem inúmeros benefícios para o dia a dia de uma clínica. Vejamos, a seguir, os principais deles!

    1. Agilidade nos atendimentos

    Um software de agenda médica, por exemplo, pode agilizar bastante o atendimento e reduzir a espera no consultório. Com ele, os dados do paciente são cadastrados uma única vez, sendo facilmente encontrados a cada consulta — algo bem diferente do que acontecia com as pilhas de fichas de papel arquivadas em ordem alfabética.

    Antigamente, bastava o paciente dar um sobrenome diferente ou surgir algum erro na grafia do seu nome e, pronto, ficava bem difícil encontrar a sua ficha, ainda mais com uma sala de espera lotada.

    Agora, além dessa busca ser facilitada, os dados podem ser acessados pelo médico durante a própria consulta, pelo prontuário eletrônico. Mais que isso: se for on-line, o software ainda permite o acesso e edição de qualquer lugar com acesso à internet.

    2. Organização otimizada

    Além de agilizar o atendimento, dar fim às fichas cadastrais e prontuários de papel representa uma otimização da organização tanto das informações em si, que podem ser facilmente acessadas e lidas sem chance de não entendimento da caligrafia, quanto do próprio espaço de armazenamento.

    Arquivos em formato digital e armazenados em nuvem não requerem espaço físico para serem guardados, o que libera o ambiente da clínica e o torna mais agradável ao paciente. Além disso, esse armazenamento virtual mantém os dados mais seguros, sem risco de perda, extravio ou dano, como pode ocorrer com uma ficha física.

    Também vale lembrar que o uso de prontuários eletrônicos, por exemplo, melhora todo o fluxo de trabalho dentro da clínica, uma vez que a comunicação entre a recepção, o consultório, a sala de exames, curativos, ou quaisquer outros profissionais envolvidos é feita via sistema.

    3. Melhoria na gestão da clínica

    Com os processos operacionais e de atendimento mais organizados, sobra mais tempo para atuar na gestão da clínica. Sem contra que, dependendo do software utilizado, ele próprio já funciona como uma ferramenta de gestão.

    Um sistema integrado pode controlar as contas a pagar e catalogar todos os procedimentos e seus valores, permitindo a identificação daqueles que são mais lucrativos. Além disso, ao centralizar os dados financeiros facilita-se muito a gestão administrativa e o controle de estoque, o relacionamento com fornecedores, a emissão de relatórios, o controle de convênios e formas de pagamento etc.

    Dessa forma, um médico pode ter acesso a informações como o número de consultas realizadas ou a quantidade de cancelamentos, por exemplo, o que lhe ajuda a identificar pontos de melhoria e a tomar decisões mais estratégicas no futuro.

    4. Mais segurança para as informações

    Essa é outra grande vantagem dos softwares médicos: já que são regulamentados pelo CFM, eles devem ter a mesma segurança que é aplicada aos bancos e sigilo absoluto dos dados.

    Assim, esses sistemas realizam backups diários, apresentam certificação digital SSL e utilizam criptografia para garantir toda a segurança e privacidade das informações. Além disso, é possível estabelecer controles de acesso e diferentes níveis de permissão para cada usuário.

    No caso do armazenamento em nuvem, o sistema conta ainda com a manutenção garantida pelo fornecedor, e em caso de perda acidental é possível recorrer à recuperação automática, já que cópias de segurança são feitas quase em tempo real.

    5. Maior mobilidade de acesso

    A possibilidade de acesso remoto às informações de um paciente pode agilizar bastante a rotina corrida de um médico, que nem sempre está no seu consultório. Afinal, utilizando um software médico on-line, é possível visualizar o cadastro ou prontuário de um paciente de qualquer lugar, por celular ou tablet.

    Além disso, como os smartphones continuam se tornando mais populares, essa tecnologia ainda vem mudando a relação médico-paciente. Hoje, uma clínica se beneficia desse comportamento ao enviar SMS para confirmar consultas, por exemplo, ou lembretes quanto à marcações de rotina, mensagens de aniversário, entre outras.

    6. Redução de custos

    Embora todo sistema tenha um custo de implementação, é notável o seu retorno financeiro em forma de aumento da produtividade, liberação de funcionários para tarefas mais estratégicas, redução de custos (como de telefone ou papel), melhora da experiência do paciente e muitos outros que trazem resultados consistentes para o seu negócio. Em outras palavras, a adoção de um software médico representa uma grande economia para a clínica.

    Como escolher o melhor software para a minha clínica?

    Na hora de escolher um sistema para a sua clínica ou consultório, é importante ter em mente alguns pontos, principalmente em relação às suas necessidades, objetivos e ao orçamento disponível para essa empreitada. Vale pensar, por exemplo, nos processos que você deseja informatizar, além de avaliar se você já tem a infraestrutura necessária — ou seja, se os equipamentos da sua clínica têm a configuração compatível com a instalação.

    Nesse sentido, para escolher o melhor software médico é preciso avaliar:

    • se o custo se encaixa no seu orçamento;
    • se ele atende às suas principais demandas e objetivos;
    • se é possível importar informações para esse sistema;
    • se ele é fácil de utilizar ou exige treinamento;
    • quantas pessoas utilizarão o software;
    • se ele pode ser acessado por tablets e smartphones;
    • a qualidade do suporte técnico oferecido;
    • a reputação do fornecedor.

    O software médico da iClinic, por exemplo, é líder de mercado e muito simples de usar. Ele oferece agenda on-line e prontuário personalizável, descomplicando a gestão e facilitando o dia a dia de todos que atuam em uma clínica, desde a recepcionista até o próprio médico!

    Enfim, como vimos, um software médico figura entre os avanços tecnológicos que vêm mudando a medicina e o atendimento em saúde. Então, se a sua clínica deseja acompanhar o mercado, não pode ficar fora dessa revolução. Pense nisso!

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    Humanização na medicina: qual a importância e como aplicá-la?

    A humanização na medicina é uma modificação na forma de prestar cuidados médicos, oferecendo um atendimento integral e que acolha efetivamente o paciente. A proposta é que o serviço de saúde mude a sua lógica de funcionamento e coloque o paciente no centro, cada pessoa em sua singularidade.

    Esse modelo supera a postura de frieza excessiva e distanciamento dos médicos, sendo uma alternativa para que os pacientes sejam valorizados e colocados como protagonistas do processo de promoção de saúde.

    Isso gera um circuito positivo na clínica ou hospital, ao promover relações de confiança e estimular a fidelização de pacientes. Quer saber mais sobre a humanização na medicina? Confira o nosso post e entenda!

    O que é humanização na medicina?

    A humanização na medicina é uma modificação na mentalidade de todos os agentes do sistema de saúde. Ela se baseia em realizar o atendimento com valorização da dignidade humana, envolvendo uma relação de confiança, aliança e assistência. O profissional presta o serviço contemplando o direito que o paciente tem à saúde, além de apresentar sensibilidade e compreensão da realidade social e cultural do sujeito.

    Nesse contexto, o paciente é visto enquanto uma pessoa com uma realidade singular. Ele tem direitos e responsabilidades com o tratamento, então, tem uma postura ativa e contribui para a construção de soluções. O saber científico do médico caminha junto ao lado humano, sem sobreposições. Há uma abertura ao diálogo e apoio na ética. 

    A impessoalidade, o utilitarismo e a mercantilização da saúde são descartados, dando lugar a uma postura de trabalho em prol do indivíduo, assistência e cuidado. Trabalha-se para a prevenção, recuperação e promoção de saúde.

    Qual a importância da humanização na medicina?

    Estamos em tempos de grandes avanços tecnológicos, individualismo e excesso de consumo. A medicina foi submetida às pressões do capital, com profissionais sobrecarregados por grandes jornadas de trabalho, escassez de recursos e enorme volume de pacientes. Esse processo resultou em uma forma de atendimento pouco pessoal, rápida e muito focada nas medicações.

    Mas observamos também movimentos de resgate das comunidades, dos valores humanos e da proximidade entre as pessoas. A humanização na medicina surge nesse contexto e busca colocar o paciente no centro, entendendo-o como um protagonista no seu processo de recuperação.

    Passamos a trabalhar também com programas de prevenção e com a construção de uma relação sólida e atenciosa com o paciente. Esse cuidado é fundamental para a geração de tratamentos mais eficazes e para a preservação da saúde enquanto um direito das pessoas.

    Como o foco da medicina tem mudado? 

    A medicina passou por um momento em que o foco do tratamento era a doença e a medicação designada para tratamento. O paciente ficava em segundo plano, e priorizava-se a remediação do problema. 

    Com os avanços nas pesquisas e tecnologias médicas, bem como o entendimento de que havia problemas na forma imparcial e completamente distanciada com que a medicina atuava, passou a surgir o movimento de humanização na saúde.

    Assim, o foco da medicina saiu da doença e passou para o sujeito, olhando para o indivíduo em sua singularidade. Percebemos também a importância da prevenção e o desenvolvimento de alternativas para evitar acometimentos e promover saúde.

    Quais os benefícios dessa transformação?

    A humanização na medicina contribui para a qualidade de vida das pessoas nas clínicas e hospitais, o que envolve pacientes e profissionais da saúde. O resultado é o desenvolvimento de um ciclo positivo de cuidado, com sólidas relações de confiança e satisfação com os serviços.

    Para os colaboradores, a humanização proporciona uma experiência de trabalho mais gratificante, construtiva, com o fortalecimento de habilidades pessoais. Essa nova mentalidade também promove a fidelização do paciente, aumenta as chances de indicação e fortalece a rede de confiança com o serviço de saúde.

    Como implementar a humanização na medicina no seu hospital ou clínica?

    Há várias posturas para você adotar no seu hospital ou clínica a fim de promover a um atendimento mais humanizado. Veja mais a seguir!

    Adote uma linguagem adequada ao paciente

    Termos técnicos difíceis e palavras rebuscadas podem não ser muito efetivos com o paciente. É preciso oferecer informação, mas de forma adequada e acessível. Adapte a linguagem utilizada de acordo com as possibilidades que o próprio paciente revela para você.

    Sempre aposte nas potencialidades do indivíduo para o tratamento, mas respeite as limitações da pessoa. Assim, expressar-se com simplicidade facilita a adesão ao tratamento e permite que o paciente siga as suas recomendações.

    Capacite a sua equipe

    A humanização na medicina é papel de todos os agentes de saúde. Recepcionistas, enfermeiros, médicos de outras especialidades: os profissionais devem ser capacitados para promover o cuidado integral do paciente. Todo processo que envolve o paciente deve estar imerso em parâmetros humanizados e escuta da singularidade. Dessa forma, invista em treinamentos para toda a equipe.

    Escute o paciente 

    Quando procura um serviço de saúde, o paciente encontra-se fragilizado e abalado com o acometimento. Ele está em sofrimento e precisa de amparo. Nesse contexto, ele necessita ser ouvido, mas é fundamental que essa escuta seja não punitiva e sem julgamentos. Isso permitirá que a pessoa fale das dificuldades que está passando, o que facilita o diagnóstico e a construção conjunta de uma solução. 

    Além disso, nossos julgamentos não têm nada a acrescentar ao indivíduo. É preciso olhar para a pessoa de forma a compreender que ela está fazendo o melhor que pode, dentro de suas limitações.

    A humanização na medicina traz uma série de benefícios para a instituição de saúde. Ela promove qualidade de vida para os pacientes e estimula a geração de confiança e a fidelização. Além disso, beneficia colaboradores, ao proporcionar experiências profissionais gratificantes e edificantes, gerando engajamento e satisfação com a carreira. 

    Humanizar a medicina é uma tarefa desafiadora, mas que gera excelentes frutos no futuro. Para alcançar essa importante mudança de paradigma no cuidado, é fundamental capacitar a equipe, colocar o paciente como protagonista e oferecer uma escuta desprovida de julgamento.

    E então? Gostou de aprender mais sobre a humanização na medicina? Assine a nossa newsletter e receba e-mails com informações valiosas para o seu trabalho!

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    Conheça o Hospital Pequeno Príncipe que completa 100 anos em 2019

    Ter 100 anos de história não é para qualquer instituição, e o desafio se torna maior ainda quando falamos do setor hospitalar. Mas, apesar de todos os obstáculos, o Hospital Pequeno Príncipe, situado em Curitiba (PR), completa seu primeiro centenário em 2019.

    Referência nacional no cuidado de crianças e adolescentes e considerado a maior organização de saúde exclusivamente pediátrica do Brasil, a organização se orgulha de ter uma trajetória pautada no atendimento integral, humanizado e igualitário. É um trabalho construído por médicos, profissionais da saúde, colaboradores, gestores, voluntários e parceiros.

    A instituição conta com 370 leitos, sendo que 60 deles são de UTI. Além disso, 70% de sua capacidade é destinada ao atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2015, a entidade realizou mais de 311 mil atendimentos ambulatoriais, 23 mil internações, 20 mil cirurgias, 772 mil exames, além de 180 transplantes (órgãos, tecido ósseo e medula óssea).

    Quer conhecer mais um pouco do Hospital Pequeno Príncipe? Então continue a leitura e saiba mais sobre a história, infraestrutura, tratamentos realizados e tecnologia que fazem parte dos atendimentos da instituição.

    História

    Era 1919, um grupo de mulheres de Curitiba começou a construir a história do Hospital Pequeno Príncipe: elas se mobilizaram para oferecer atendimento de saúde à população carente da cidade, especialmente para as crianças.

    Esse grupo se uniu a médicos e autoridades locais e, assim, conseguiu inaugurar o Dispensário Infantil, que passou a receber os primeiros pacientes em outubro de 1919. A semente estava lançada: nascia aí o projeto para um hospital infantil. Após onze anos de muita dedicação e trabalho, a instituição é inaugurada em 1930.

    Em 1951, a organização passa a se chamar Hospital de Crianças Dr. Cesar Pernetta e, 20 anos depois, eles inauguram o Hospital Pequeno Príncipe — atualmente chamado de Complexo Pequeno Príncipe, pois abriga, além do hospital, as Faculdades Pequeno Príncipe (2003) e o Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe (2005). A mantenedora da entidade é a Associação Hospitalar de Proteção à Infância Dr. Raul Carneiro.

    O crescimento do hospital se deve à mobilização dos voluntários, ao intenso trabalho de profissionais de saúde e colaboradores, além do apoio da sociedade e de empresas, que se uniram à causa.

    Momentos marcantes

    O voluntariado é uma das bases do trabalho do Hospital Pequeno Príncipe e seu trabalho rendeu momentos marcantes para a entidade, como:

    • a “Campanha + Vida: Juntos Somos +” reuniu, em 2015, cerca de 500 voluntários nas ruas para a arrecadação de recursos e divulgação da causa da saúde infanto-juvenil;
    • no inverno de 2016, a população doou aproximadamente cinco toneladas de roupas e cobertores para familiares e acompanhantes de pacientes do hospital.

    Tipos de tratamento

    A entidade se destaca nos procedimentos de alta e média complexidade, como tratamentos oncológicos e cirurgia pediátrica. Oferece ainda atendimento em outras áreas, como:

    • Cardiologia;
    • Ortopedia;
    • Nefrologia;
    • Transplante de Medula Óssea.

    É referência ainda nas cirurgias cardíacas em bebês e transplantes de órgãos. No caso do transplante de rins, o trabalho realizado é equiparado aos melhores centros mundiais no aspecto de sobrevida dos pacientes.

    Desafios

    O Hospital Pequeno Príncipe tem caráter filantrópico, destinando 70% de sua capacidade ao SUS. Mas o repasse do governo não cobre todos os custos. Em 2017, por exemplo, os recursos repassados representaram pouco mais de 24% da receita da instituição.

    Diante disso, os gestores foram atrás de outras saídas para continuar oferecendo o atendimento. Assim, começaram a obter recursos das Faculdades Pequeno Príncipe que, em 2017, somavam 14,43% do total arrecadado. Fizeram também campanhas junto às empresas e cidadãos: no mesmo ano, essa forma de obtenção de recurso superou os R$ 40 milhões — o equivalente a 16,9% da receita total.

    Pesquisa e tecnologia

    Para vencer os desafios, a instituição uniu a assistência, o ensino e a pesquisa, seguindo os modelos dos principais hospitais do mundo. Com isso, a pesquisa e tecnologia estão presentes nos atendimentos do Pequeno Príncipe, auxiliando nos diagnósticos e tratamentos realizados.

    A parte de pesquisa fica a cargo do Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe, que trabalha juntamente com a Pós-graduação das Faculdades Pequeno Príncipe. Os estudos são direcionados para salvar e melhorar de forma significativa a vida de crianças, jovens e adultos acometidos por doenças e acidentes graves. São diferentes módulos de pesquisa, entre eles:

    • Doenças complexas e oncogenética;
    • Estudos epidemiológicos e clínicos;
    • Medicina molecular e bioinformática;
    • Microbiologia e doenças infecciosas;
    • Neurociências;
    • Terapia celular.

    Robótica

    Atualmente, o hospital utiliza a telemedicina e equipamentos robóticos. Uma inovação, por exemplo, é o Robô Laura, que monitora os indicadores e sinais vitais do paciente para a detecção precoce da sepse. Ele utiliza a inteligência artificial para fazer o gerenciamento de riscos, integrando as informações de todos os pacientes e emitindo alertas para que profissionais de saúde possam agir rápido.

    Biobanco

    Além disso, a entidade implantou o primeiro biobanco da região Sul do Brasil, responsável pela coleta, armazenamento e gerenciamento de diferentes amostras, como tecidos, sangue, RNA e DNA. Consegue armazenar até 230 mil amostras de materiais e permite a troca de conhecimento científico com biobancos do Brasil e exterior, o que traz subsídio para a realização de pesquisas e aprimoramento dos tratamentos.

    Laboratório genômico

    O Pequeno Príncipe tem também um laboratório genômico, estrutura que possibilita a identificação e tratamento de muitas doenças, além de precisão no diagnóstico precoce. Auxilia ainda no prognóstico e tratamento do câncer.

    Centro de Simulação Realística

    Os profissionais de saúde e estudantes do Complexo Pequeno Príncipe têm agora uma forma de treinamento inovadora: o Centro de Simulação Realística. Com o simulador pediátrico, eles podem vivenciar as situações como se fossem reais, o que permite aprimorar a técnica e experiência, porém em um ambiente totalmente seguro.

    O trabalho do Hospital Pequeno Príncipe deve servir de referência para outras instituições de saúde, principalmente na qualidade técnico-científica dos procedimentos e atendimento humanizado. Por isso, nesses 100 anos, há muito o que comemorar.

    Você já tinha ouvido falar sobre a história desse hospital pediátrico de Curitiba? Conhece outra entidade que realiza um trabalho similar? Compartilhe conosco, deixando um comentário neste post!

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