A transformação digital vem impactando a vida e o cotidiano das pessoas, em especial profissionalmente. Na saúde, não seria diferente — os avanços tecnológicos na medicina trazem benefícios tanto para profissionais quanto para pacientes.
A tecnologia aplicada à saúde vai muito além de equipamentos eletrônicos modernos e aplicativos digitais. A chamada Saúde 4.0 tem um caráter fortemente preventivo e traz a medicina para o dia a dia dos pacientes, por meio de inovações como a IoT, o Big Data e a Inteligência Artificial.
No Brasil, as inovações em medicina são tantas, que foi criada a Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde, a ABIIS. Segundo o seu presidente, existem mais de 500 mil tecnologias médicas em uso atualmente.
No post de hoje, reunimos 7 dos avanços tecnológicos médicos que você deve acompanhar, pois impactam diretamente a vida de quem atua na área e também a saúde dos pacientes. Confira!
Trata-se da relação médico—paciente a distância e envolve uma série de ações desempenhadas remotamente.
Pacientes em cidades sem assistência podem ter acesso a médicos especialistas e exames altamente específicos. Por meio de uma plataforma, um médico pode visualizar os exames de um paciente de qualquer lugar, emitindo um laudo mesmo sem estar presente. O monitoramento de um paciente também pode ser realizado por um especialista a distância (teleassistência).
Além disso, a telemedicina permite a redução de custos para clínicas e hospitais.
A cirurgia robótica já é uma realidade e vem garantindo procedimentos mais seguros e menos invasivos aos pacientes. São estruturas robóticas comandadas por um especialista, que tem a sensação de ver o corpo por dentro, graças a câmeras que geram imagens tridimensionais.
Os braços robóticos não estão sujeitos a nenhum tipo de tremor, além de possibilitarem rotação de 360 graus, conferindo muito mais precisão aos movimentos e permitindo a realização de procedimentos de alta complexidade em áreas delicadas do corpo.
No entanto, embora o uso de inteligência artificial reduza bastante as falhas humanas, a experiência de um cirurgião no comando da estrutura é indispensável, cabendo a ele o poder de decisão.
Com eles, todos os dados cadastrais e informações clínicas dos seus pacientes ficam armazenados em uma só base de dados, podendo ser acessados por diversos profissionais a qualquer hora e lugar, facilitando a integração e o trabalho de uma equipe multidisciplinar.
Resultados de exames, histórico, medicações, tratamentos e sintomas são atualizados em tempo real.
Os prontuários eletrônicos permitem a automação de processos e diminuem o tempo de atendimento, garantindo mais produtividade ao médico e à equipe de atendimento. Além disso, reduzem a margem de erro, garantindo diagnósticos mais precisos.
A bioimpressão de órgãos 3D pode parecer coisa de filme de ficção científica, mas já é real. No lugar de tinta comum, esse tipo de impressão utiliza biotintas, que contêm células, proteínas e outros elementos biológicos em sua composição.
Embora os cientistas ainda tratem do assunto com cautela, órgãos artificiais como rins, pâncreas e coração já estão em desenvolvimento. As dúvidas ficam por conta do tempo de vida útil deles no corpo humano.
Tudo indica que, dentro de alguns anos, essa será uma solução para reduzir as filas de transplantes e talvez seja um caminho para a cura de doenças crônicas, como o diabetes e as doenças renais.
A chamada internet das coisas (IoT, na sigla em inglês) refere-se à conexão de objetos do dia a dia com a internet. No campo da medicina, tem grande importância no monitoramento de pacientes, especialmente portadores de doenças crônicas.
Por meio dos wearables — dispositivos vestíveis dotados de sensores —, é possível coletar informações como pressão arterial, níveis de glicose no sangue, frequência cardíaca, entre outros.
Um paciente diabético pode, por exemplo, usar uma geladeira com controle de acesso à alimentação.
Essa tecnologia traz o controle e monitoramento clínico para fora dos consultórios, ou seja, para o dia a dia dos pacientes. Dessa forma, aumenta a responsabilidade do indivíduo sobre seu estado de saúde e, consequentemente, a conscientização.
Para os médicos, representa o acesso aos dados mais reais possíveis, coletados durante a realização de atividades rotineiras, permitindo um controle muito mais eficiente. As informações extraídas no consultório podem ser mascaradas pela síndrome do jaleco branco, por exemplo.
Por isso, os avanços tecnológicos médicos têm um papel fundamental na prevenção e promoção de saúde e bem-estar.
Atualmente, a grande maioria dos tratamentos e medicamentos são desenvolvidos com base em dados obtidos de pessoas com características comuns, por exemplo, homens brancos, de uma determinada faixa etária, em geral, americanos.
No entanto, esses mesmos tratamentos são aplicados, pelo mundo inteiro, em pacientes com genética completamente diferente.
Graças ao uso da realidade aumentada, e também às facilidades de armazenamento e compartilhamento de informações pela internet, hoje é possível obter dados muito mais precisos sobre os pacientes e suas patologias, levando a diagnósticos mais personalizados.
Seguindo esse raciocínio, em pouco tempo, teremos uma base muito mais completa para o desenvolvimento de tratamentos mais específicos e com resultados muito mais eficazes.
Assim como os diagnósticos, com base em dados mais precisos sobre cada paciente, os medicamentos personalizados aparecem como uma forte tendência.
Além da evolução dos métodos diagnósticos, os avanços tecnológicos impactam também na produção dos medicamentos, reduzindo os custos e o tempo de desenvolvimento e fabricação.
Avanços tecnológicos como a internet das coisas e a computação em nuvem vêm permitindo o aumento da interação e conectividade nas mais diversas atividades profissionais. E as inovações não param por aí: além de tornar as intervenções mais precisas e pontuais, a tecnologia vem sendo utilizada para reabilitação, por meio do uso de jogos e realidade virtual, por exemplo.
Assim como tudo que envolve tecnologia, a medicina vem mudando rapidamente. Por isso, acompanhar os avanços tecnológicos na medicina, é primordial para profissionais da área entenderem suas aplicações e melhorarem o seu desempenho no trabalho.
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O panorama da telemedicina no Brasil: guia rápido e definitivo. A telemedicina é a prestação de serviços médicos a distância, aliando agilidade e eficiência para salvar vidas. Esse recurso começou a ser desenvolvido a partir de 1950, começando pela comunicação por fax e evoluindo para os modernos quadros da atualidade. A evolução se deu com o incremento da tecnologia, com os avanços da internet e das Tecnologias de Comunicação e Informação.
Destacamos que a telemedicina traz uma série de benefícios para médicos e pacientes, auxiliando na promoção da saúde e na facilitação de processos. Ela permite a emissão de laudos a distância, a realização de alguns tipos de consultas por vias digitais e o compartilhamento de conhecimento entre médicos. Isso é viável pelo uso de dispositivos tecnológicos, softwares e modernos equipamentos.
Neste post, vamos explicar o panorama da telemedicina no Brasil, guia rápido e definitivo e mostrar as potencialidades dessa solução. Ficou interessado? Continue acompanhando e aprenda mais sobre o tema!
A telemedicina no Brasil é regulamentada por várias normativas institucionais, delineadas principalmente pelo Conselho Federal de Medicina. Isso é essencial para garantir a priorização da promoção da saúde e melhor assistência ao paciente. A proposta é o estabelecimento de marcos regulatórios para que o recurso seja manejado de forma coerente, sendo uma possibilidade que complementa as alternativas da medicina tradicional.
A Lei nº 1.643/2002 define normas para a prestação de saúde em medicina como modalidade médica. Essa regulamentação define as exigências necessárias em relação aos dispositivos tecnológicos utilizados para a atenção à saúde a distância, que são reforçadas pela Resolução nº 1821/07 do Conselho Federal de Medicina.
A Lei nº 1.643 também define princípios para a confidencialidade, privacidade, manuseio, guarda e transmissão de dados, resguardando o sigilo profissional. Outra definição importante para a telemedicina foi a Lei nº 12.842/2013. Ela demarca que é possível emitir laudos a distância e que esse trabalho só pode ser feito por médicos.
Acrescentamos também que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária definiu a Resolução nº 302 de 2005, que estabelece o período mínimo de 5 anos para a armazenagem de documentos, como vídeos, imagens e laudos. Essa questão é bastante importante para a prestação de assistência ao paciente, já que as informações armazenadas podem ser úteis em momentos posteriores.
A telemedicina envolve contínuas pesquisas, registrando avanços consideráveis. Acompanhe esses progressos a seguir!
A telerradiologia se caracteriza pelo uso de tecnologias de informação no diagnóstico por imagem. A proposta é que o conteúdo captado pelo aparelho médico de raios-X seja enviado diretamente para um software e encaminhado para um profissional especializado, que faz o laudo do caso.
Assim, a telerradiologia evita a necessidade dos filmes radiológicos, que representam custos e demandam descarte especial. O processo ganha agilidade e precisão, auxiliando no diagnóstico precoce de patologias.
A teleconsulta é a situação em que um médico se reúne com um especialista por meios virtuais na busca de orientações para o esclarecimento de dúvidas ou para uma segunda opinião no diagnóstico.
Em alguns locais, o paciente pode se encontrar com o médico por via online, na teleconsulta. No nosso país, a prática não é autorizada.
A telecardiologia se caracteriza pelo uso de dispositivos informatizados para a prestação de serviços em cardiologia. Os exames são laudados a distância e utilizados na condução do tratamento. A proposta é essencial pelo ganho de velocidade, aumentando as possibilidades de recuperação e promoção da saúde.
A teleneurologia objetiva a realização de diagnósticos de doenças de nível neurológico. Há uma série de exames que podem ser laudados a distância, como eletroencefalograma (clínico, ocupacional e mapeamento cerebral) e as polissonografias de internação e domiciliar.
A telepneumologia auxilia nos diagnósticos em doenças nos pulmões. A espirometria é um dos principais exames realizados, proporcionando condições para a avaliação de acometimentos como a doença pulmonar obstrutiva crônica e a asma brônquica.
No Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), o médico do trabalho realiza uma série de exames no profissional para identificar se ele está apto para as atividades. Alguns dos exames podem ter laudos emitidos a distância, o que confere maior agilidade ao processo.
A teleassistência é realizada com o apoio de dispositivos tecnológicos que coletam os parâmetros clínicos do paciente no domicílio ou em unidade de saúde. As informações são enviadas para especialistas e ações são realizadas com foco na promoção de bem-estar.
A teleducação objetiva o fornecimento de capacitação para profissionais de saúde, utilizando, para isso, as tecnologias de comunicação e informação. Essa proposta permite facilitar a disseminação de conhecimento científico para os colaboradores da área do cuidado.
A telemedicina traz diversos benefícios para instituições de saúde, profissionais e pacientes. Ela permite melhorar o processo de troca de informações entre especialistas da saúde, auxiliando no fornecimento de tratamento de qualidade. Esse recurso também ajuda a descentralizar a assistência, criando oportunidades de a população contar com serviços e exames em regiões distantes dos grandes centros urbanos.
Outra grande vantagem para os hospitais é a redução de custos. Isso ocorre devido à minimização de deslocamentos, diminuição de impressões em materiais especiais e pela possibilidade de redução nos investimentos para contratar especialistas. A telemedicina ainda auxilia no aumento da produtividade, diminuindo o tempo de espera, o que oferece maior conforto, segurança e comodidade ao paciente. Dessa forma, os diagnósticos são realizados de forma precoce, permitindo intervenções ágeis.
O uso da tecnologia tem beneficiado o médico de forma geral, auxiliando no acesso ao conhecimento e na prestação de serviços de saúde com qualidade, comodidade e eficiência. As instituições de saúde conseguem construir um fluxo de trabalho mais ágil e inteligente com o apoio dos recursos informatizados, proporcionando melhores atendimentos e tratamentos.
A telemedicina ganha cada vez mais espaço em nosso país, abrindo oportunidades para potencializar processos, ampliar o alcance da medicina em regiões remotas e maximizar a capacidade de atendimento.
Gostou de aprender sobre o panorama da telemedicina no Brasil? Aproveite e confira também o nosso post sobre os principais aplicativos de telemedicina!
Atendimento online: o que é permitido ou não pelo CFM? Os avanços da tecnologia trouxeram a criação de diversos tipos de dispositivos, como notebooks, tablets e smartphones. Junto a isso, a internet e as buscas feitas online passaram a fazer parte intensamente do cotidiano.
Por esse motivo, não explorar o universo digital pode significar perda de público e de competitividade no mercado. Isso também vale para clínicas, instituições e profissionais da saúde. Isso porque as buscas online não servem apenas para a pesquisa de doenças, mas também para encontrar e contatar profissionais da área.
Nesse contexto, apresentamos neste artigo um panorama geral sobre o atendimento online feito por médicos. Saiba no atendimento online o que é permitido ou não pelo CFM?, os benefícios, tanto para profissionais quanto para os pacientes, de usar a tecnologia na medicina e outras questões fundamentais sobre o assunto. Confira!
O atendimento médico online é uma modalidade da telemedicina. Isso significa que as tecnologias da comunicação são utilizadas para realizar assistência à saúde a distância. Dessa forma, por meio de aparatos eletrônicos, o médico e outros profissionais da área de saúde podem realizar consultas, diagnósticos, acompanhamentos e até realizar cirurgias sem a necessidade de proximidade física com os pacientes.
Essa não é uma realidade em todo o mundo, visto que a maioria das tecnologias empregadas demanda altos custos. No entanto, nos últimos anos, a telemedicina tem ganhado notoriedade no território brasileiro. Por esse motivo, os órgãos reguladores, como o CFM, estão em um momento de análise e elaboração das regras e condições para que os atendimentos médicos aconteçam com eficácia e segurança.
Até o ano passado, só era permitido que os médicos realizassem contato, por videoconferência, com especialistas para tirar dúvidas e pedir uma segunda opinião sobre diagnósticos e procedimentos. Porém, uma nova resolução que entrou em vigor em maio de 2019 prevê mudanças nessa conduta.
A Resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) nº 2.227/18 estabelece que os médicos brasileiros podem realizar consultas online, telediagnóstico, prescrição online e telecirurgias, assim como outras formas de atendimento médico a distância, com alguns cuidados e ressalvas que serão abordados em seguida.
A teleconsulta é descrita como a consulta médica remota, feita quando médico e paciente se encontram em locais geográficos distintos. Segundo o CFM, é imprescindível que a primeira consulta seja presencial. Depois, pode-se realizar o acompanhamento (como a mostra de resultado de exames e a elucidação de dúvidas) através da tecnologia.
No caso de lugares com acesso complicado, como florestas, navios, reservas indígenas e plataformas de petróleo, por exemplo, em que o acesso médico é difícil, a primeira consulta pode ser feita virtualmente. A ressalva é que o paciente seja acompanhado por algum profissional da área de saúde.
No caso de doenças crônicas e casos mais graves, recomenda-se que a consulta presencial tenha intervalos não superiores a 120 dias.
Após as teleconsultas, em boa parte dos casos, é necessário realizar a prescrição de medicações ou o pedido de exames. Essa ação também pode ser feita a distância, contando que o documento tenha a identificação do médico (nome, número do registro no CRM e endereço), identificação do paciente, data e hora e a assinatura digital do médico.
Com o avanço da telemedicina, é possível realizar exames diagnósticos e enviá-los para grandes centros, habilitados com profissionais experientes para analisá-los. Nesse caso, é feita a emissão de laudo dos exames, por meio de dados, gráficos e imagens dados enviados online.
É fundamental que a avaliação seja feita por um profissional médico com Registro de Qualificação de Especialista (RQE) na área que está relacionada ao procedimento diagnóstico.
A telecirurgia já é uma realidade devido ao desenvolvimento de robôs cirúrgicos. Essa tecnologia pode ser operada enquanto o paciente se encontra na mesma sala que o cirurgião ou a distância.
Atualmente, esse procedimento é regulamentado no Brasil, sendo permitido desde que o paciente conte com o acompanhamento de um cirurgião com as mesmas habilitações que o cirurgião remoto. Isso porque o médico poderá intervir se houver intercorrências, como falta de energia ou problema no maquinário.
O diálogo entre o médico e seus pacientes via redes sociais e WhatsApp não é proibido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). No entanto, é recomendado que o atendimento online, nesses casos, seja usado apenas para tirar dúvidas, facilitar o envio do resultado de exames e distribuir material educativo.
Isso porque a comunicação por essas vias não constitui uma consulta completa e também não pode ser remunerada. A teleconsulta deve ser feita por plataforma indicada e aprovada pelo CFM.
Os médicos podem, e devem, ter presença nas redes sociais. No entanto, é preciso ter muita cautela com o que é divulgado. Fotos de pacientes, independentemente da finalidade e mesmo que autorizado, são proibida. Esse é um erro bastante disseminado, visto que é comum vermos fotos de antes e depois a fim de mostrar a eficácia de cirurgias e procedimentos.
Outra pratica proibida é utilizar os equipamentos médicos em fotos divulgadas online e até fisicamente para atrair o paciente. Mesmo que a aparelhagem do consultório ou clínica seja moderna, não pode-se valer dessa tática.
Além desses cuidados éticos, existem vários outros que devem ser seguidos no marketing médico. Recomenda-se acessar o site do CFM e conferi-los a fim de evitar problemas com a justiça.
A telemedicina tem diversos benefícios, tanto para os profissionais quanto para os pacientes. Primeiramente, é preciso entender que há desigualdade no acesso à saúde, principalmente para as pessoas que residem em localidades remotas. Além disso, a grande maioria dos especialistas está localizada nos grandes centros, o que torna o cuidado de doenças mais raras ou complicadas mais difícil.
Com a tecnologia, os pacientes em locais afastados poderão ser atendidos, diagnosticados e tratados em tempo hábil, permitindo uma assistência qualificada de saúde, mesmo a distância. Essa também é uma grande vantagem para os pacientes que apenas precisam tirar dúvidas simples ou fazer a leitura de exames, uma vez que permite a rapidez da resposta e evita o deslocamento.
E então, entendeu as vantagens que o atendimento online pode trazer para a saúde? O acesso mais amplo, associado a práticas mais modernas e assertivas, serão um grande avanço para a medicina.
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Conheça as 6 principais redes sociais para divulgação de médicos. Com o crescimento e a popularização das redes sociais, essas plataformas deixaram de ser apenas um espaço de interação e passaram a ser utilizadas para fins profissionais e comerciais. Isso vale também para a área de saúde, mas você sabe quais as melhores redes sociais para médicos?
A presença digital se tornou essencial na medicina, tanto para atrair novos pacientes quanto para gerar autoridade na sua área de atuação. No entanto, há que se ter atenção às questões éticas e legais regulamentadas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) para a prática do marketing médico.
Confira as 6 principais redes sociais para divulgação de médico, para profissionais da área divulgarem o seu trabalho e melhorarem a experiência dos seus pacientes!
Ainda que tenha perdido o posto de rede social mais utilizada pelos brasileiros, já que foi ultrapassado pelo YouTube, o Facebook ainda conta com cerca de 130 milhões de usuários no Brasil. Por isso, você não pode desconsiderá-la.
Trata-se de um canal essencial para divulgar conteúdo relevante sobre sua área de atuação, criar autoridade e engajamento tanto com novos seguidores quanto com antigos pacientes.
A vantagem da plataforma é permitir a publicação de vários formatos. Logo, é possível compartilhar artigos médicos e do seu próprio blog, notícias sobre a área de saúde, infográficos informativos, campanhas de conscientização e até vídeos com dicas e orientações para pacientes.
O ideal é manter separados o seu perfil social e uma página para assuntos profissionais, até para preservar a sua privacidade e atuar com mais profissionalismo.
Além disso, a fanpage (página institucional) oferece uma série de recursos como a criação de anúncios, inclusão de links e monitoramento de métricas, além de ser pré-requisito para transformar o seu Instagram em um perfil comercial.
Em 2019, a plataforma de vídeos ultrapassou o Facebook em número de usuários: 95% dos internautas brasileiros estão no YouTube. Os dados são do relatório Digital in 2019.
O fato é que o vídeo é um formato que vem se popularizando cada vez mais, tanto pela praticidade de consumo quanto pelos avanços tecnológicos que vÇem facilitando sua produção. Hoje, você não precisa mais de grande recursos técnicos, é possível criar conteúdo com um celular e alguns aplicativos de edição simples de usar.
De acordo com o Estadão, uma pesquisa do Google revelou que 26% dos brasileiros recorrem primeiramente ao site de busca e ao YouTube quando se deparam com um problema de saúde, antes mesmo de procurar um médico. Por isso, vale a pena investir em um canal.
A maior rede social profissional do mundo se tornou obrigatória para qualquer um que esteja no mercado de trabalho, inclusive médicos. Nela, é possível ampliar sua rede de contatos, fazer networking, entrar em grupos de discussão e publicar artigos, sendo uma ótima alternativa para quem ainda não tem um blog.
É o espaço ideal para conteúdos mais técnicos e um excelente ambiente para construir sua autoridade digital na área de atuação. Além disso, você pode disponibilizar seu currículo completo, permitindo aos pacientes conhecerem a sua formação acadêmica, assim como detalhes da sua atuação clínica e científica.
Diferente das outras redes sociais, o Twitter tem características bem específicas, como o limite de 280 caracteres por postagem e uma quantidade de recursos mais limitada. No entanto, os seus Trending Topics (assuntos mais comentados) ainda têm grande influência sobre o que é sucesso nas outras redes.
O dinamismo é a principal característica do Twitter. Por isso, a velocidade de interação é muito maior que outras redes sociais para médicos. Assim, é preciso avaliar se o seu público está presente nesse canal, mas de toda forma é importante ficar de olho no que acontece por ali.
O Instagram é a rede preferida de grandes marcas e empreendedores para se aproximar dos clientes. Seus números não param de crescer e novas ferramentas são constantemente lançadas.
Trata-se de uma rede em que o visual tem muita importância, pois são as imagens que têm maior destaque no feed. Dessa forma, é importante apostar em fotos de boa qualidade e em um design limpo, no caso de usar artes gráficas nos posts. Tenha cuidado com imagens sensíveis, como de cirurgias e doenças, já que podem ser censuradas em virtude dos termos de uso do aplicativo.
As hashtags são muito utilizadas para marcar as publicações e devem ser usadas por médicos para se posicionar e aumentar as visualização, indicando especialidade, tratamentos, procedimentos etc. Você pode ainda usar a ferramenta Stories e seus variados recursos — enquetes, perguntas, GIFs e filtros — para estreitar o relacionamento médico-paciente e gerar engajamento.
O Instagram é um ótimo caminho para humanizar o médico, mostrando bastidores da sua atuação e um pouco da sua vida privada nos Stories, que é um conteúdo temporário, saindo do ar em 24 horas.
Por fim, o WhatApp vem sendo largamente utilizado por médicos para se comunicar com pacientes, mas é preciso tomar alguns cuidados para não ter problemas com o CFM, que regulamenta a realização de consultas online de acordo com algumas regras.
Apesar disso, o aplicativo pode facilitar muito o contato, sendo usado para marcação e confirmação de consultas, esclarecimentos de dúvidas pontuais sobre o tratamento e envio de resultados de exame. Embora muito útil, o uso desse canal pode se tornar um pouco inconveniente, por isso, é importante esclarecer os pacientes sobre como você pretende usá-lo, em quais horários etc.
Além das redes sociais em que os pacientes estão presentes, existem aquelas exclusivas para médicos. Nelas, o objetivo principal não é divulgar os serviços prestados, mas aumentar a rede de relacionamento, trocar experiências e, por que não, conseguir novos pacientes por meio de indicações. Conheça algumas opções!
Com uma rede ainda pequena no Brasil, a iMeds é dedicada a médicos, professores e estudantes de medicina. Nela, você cadastra um minicurrículo e pode montar um site para divulgar seu trabalho. As ferramentas incluem discussão de casos clínicos, fóruns de debates e pasta para artigos científicos.
Criada em 2011, é a principal rede de médicos americanos, com meio milhão de usuários. O objetivo é criar uma conexão entre profissionais de saúde, incluindo enfermeiros, farmacêuticos, fisioterapeutas e outros. Além disso, é possível ter acesso a periódicos e encontrar oportunidades de trabalho.
Trata-se de uma rede social para facilitar o dia a dia do médico. Para isso, conta com funcionalidades como recursos sociais, uma rede profissional, englobando o contato com instituições de saúde, e ferramentas médicas — calculadoras, prescrição eletrônica, videoconferência etc.
Essa é a maior rede social para médicos do Brasil, com cerca de 15 mil usuários, tendo sido criada para expandir a relação entre os profissionais da área e oferecer funcionalidades úteis, como perfil profissional, banco de artigos comentados, perguntas e respostas, calculadoras e notícias.
Como vimos, quando bem escolhidas e gerenciadas, as redes sociais para médicos podem trazer notoriedade e encher sala de espera do consultório, desde que utilizadas com inteligência, ética e bom-senso.
Já que estamos falando em redes sociais, que tal seguir nossos perfis no LinkedIn, Facebook e Instagram?
