Qual é o papel da tecnologia na revolução da saúde 4.0?

Para quem ainda não sabe, a saúde 4.0 é um avanço industrial muito importante para a área. É a introdução de novas tecnologias, como a inteligência artificial e o uso de aplicativos e demais softwares que facilitam e trazem mais eficiência ao serviço médico.

Nos tópicos a seguir, você entenderá o papel da tecnologia em todo esse novo sistema de saúde, conhecendo alguns exemplos práticos de produtos que são usados na nova medicina. Confira!

O papel da tecnologia na saúde 4.0

A saúde 4.0 é a tecnologia empregada no setor — então, o papel da inovação é de 100% . É uma mudança de visão na forma como trabalhar em hospitais, clínicas e consultórios.

Essa transformação vem desde o uso de equipamentos robóticos, para trazer mais eficiência para consumo, reposição, organização de suprimentos, acessórios, máquinas de exame, eletrônicos, eletrodomésticos, móveis e macas até a escolha por aplicativos que mudem e avancem na forma como é feito o atendimento médico, por exemplo.

Mas não é só isso. Essa nova saúde é totalmente tecnológica — e isso muda a forma de trabalho de todos os profissionais de um hospital ou clínica. Além de ter que aprender a mexer com essas inovações, com a inteligência artificial também é preciso aprender fazer com que esses produtos sejam eficientes de verdade.

Essa é uma mudança sem volta. Ela vai acontecer no seu local de trabalho agora ou daqui a alguns anos. A seguir, você vai conhecer 3 dessas mudanças que já fazem parte da realidade brasileira!

1. Telemedicina

Se você tem visto os telejornais das últimas semanas, já conheceu uma inovação da saúde 4.0 que está prestes a acontecer: o uso da chamada telemedicina. Ela é uma forma de levar o médico até o paciente por meio do computador, sem a necessidade da presença física do profissional no local em que a pessoa mora.

Essa tecnologia já é aceita por alguns conselhos regionais e tem sido usada para ajudar no tratamento de pacientes que moram em cidades mais distantes, que não possuem atendimento médico.

2. Interconexão de máquinas

Um bom advento da inteligência artificial é fazer com que máquinas diferentes trabalhem juntas, da mesma forma que as pessoas trabalham. Isso agiliza e traz mais eficiência e produtividade a qualquer tipo de trabalho. Com a saúde não é diferente.

Com a interconexão desses aparelhos, o estoque de produtos, por exemplo, pode ser organizado por uma máquina enquanto outra conta quais produtos e quantos estão disponíveis e, ao mesmo tempo, o computador adquire os que faltam. Tudo isso, claro, com a supervisão e a participação de funcionários humanos para garantir que as máquinas trabalhem corretamente.

3. Automação de processos

Tudo dentro de um hospital ou clínica vai ser automatizado. Isso significa que os computadores vão gerir todas as etapas de trabalho em uma instituição de saúde. Desde a organização, a gerência de recursos, a logística, os exames até o diagnóstico. Enfim, será um sistema único, que trabalha em conjunto e traz uma total eficiência.

Caso você tenha ainda alguma dúvida sobre a saúde 4.0, o seu uso prático, o que ela muda na vida de um profissional e no trabalho de um hospital, entre em contato conosco. Ajudaremos você a entender essa inovação, que vem para ficar!

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    Guia rápido com os melhores cursos na área de gestão hospitalar

    Confira um guia rápido com os melhores cursos na área de gestão hospitalar. Gerenciar uma instituição de saúde é uma tarefa que envolve vários desafios, sendo essencial que haja a integração de conhecimentos distintos para o sucesso nesse processo. Administrar um hospital envolve a associação de competências multidisciplinares, sendo importante a busca por uma formação na área para a construção de uma boa carreira.

    Isso é importante porque muitos médicos abrem estabelecimentos de saúde, porém, a formação em medicina não prepara para as funções de administração de uma organização focada em cuidado e saúde. Assim, os cursos na área de gestão hospitalar são essenciais para o desenvolvimento de habilidades e repertório para a função.

    Preparamos este conteúdo especial com informações sobre os principais cursos direcionados para o gerenciamento de estabelecimentos de saúde. Continue acompanhando para aprender mais sobre o tema e veja um guia rápido com os melhores cursos na área de gestão hospitalar!

    O que é gestão hospitalar e qual a importância de se aperfeiçoar na área em que atua?

    A gestão hospitalar é é a área que realiza o gerenciamento de processos na instituição de saúde, envolvendo o corpo de profissionais e equipes, equipamentos, materiais, logística e sistemas. Esse contexto envolve a gestão financeira, controle de custos e despesas, coordenação técnico-administrativa, marketing e a aplicação de tecnologia e inovação no estabelecimento.

    Conforme é possível perceber, a multiplicidade de conhecimentos exigidos de quem trabalha na área demanda que o profissional esteja em contínuo investimento em aperfeiçoamento. As exigências do dia a dia do gestor hospitalar demandam a interação de saberes muito diversos, como o alinhamento da expertise em negócios à escuta qualificada e cuidado. Assim, a formação na área e o aprimoramento constante são essenciais.

    Quais são as funções do gestor hospitalar?

    O gestor hospitalar conta com múltiplas funções na instituição de saúde. Ele auxilia com o planejamento e gerenciamento estratégico de finanças, colaborando com a elaboração de proposta para uso otimizado dos recursos oferecendo máxima qualidade.

    Além disso, há os controles logísticos, da conservação e da limpeza, que envolvem sólidas alternativas para controle do estoque e manejo dessas atividades, garantindo melhores condições para profissionais e pacientes. Esses processos também envolvem almoxarifado e compras, controle dos equipamentos hospitalares e gestão de manutenção.

    Há demanda para o gestor hospitalar também na gestão da hotelaria e acomodação de pacientes, ou seja, organização das condições ambientais para acolhimento e internação. Acrescentamos ainda entre as funções do gestor hospitalar os serviços de comunicação, marketing e atendimento ao consumidor.

    Quais são os melhores cursos na área de gestão hospitalar?

    Há vários cursos na áreas de gestão hospitalar. Vamos mostrar os principais a seguir. Veja mais!

    Graduação

    A graduação de tecnólogo em gestão hospitalar tem a duração média de 2 a 3 anos. Ela contém disciplinas que abarcam cultura organizacional, ética e bioética, planejamento financeiro e de orçamento, epidemiologia e biossegurança e segurança do paciente.

    Outros conhecimentos abordados são legislação e direito aplicado à saúde, gestão de marketing, gestão da cadeia de suprimentos na saúde, serviços de nutrição hospitalar, farmácia e enfermagem, controle de laboratórios e exames e gestão de pessoas. Acrescentamos que há conhecimentos importantes sobre processos de compra e controle de custos, inclusos no currículo da graduação em gestão hospitalar .

    Especialização

    As especializações na área de gestão hospitalar são uma ótima opção para formação continuada. Nesse caso, os conhecimentos são mais focalizados em direções específicas. Há, por exemplo, a gestão hospitalar empreendedora, a formação em serviços, especialização em marketing na saúde, gestão hospitalar e de vendas e varejo e serviços.

    Atualização

    Na modalidade de atualização, destacamos os cursos de menor duração e que oferecem contribuições e novas informações para o trabalho de gestão hospitalar. Um exemplo é o curso de atualização em biossegurança hospitalar, que disponibiliza informações acerca da proteção dos colaboradores do hospital contra riscos e doenças. Ela envolve a gestão dos equipamentos de proteção manual e coletiva e também no controle de ameaças de contaminação.

    Outro curso de atualização que pode contribuir muito com a sua formação é o de sistema de saúde pública e privada. A proposta da formação é se aprofundar nos conhecimentos de gestão e nas distinções entre o sistema público e o privado. Com isso, é possível construir uma rede de atendimento mais sólida, fornecendo condições adequadas para o cuidado e a prestação de serviços em saúde.

    Também há os cursos de gestão de equipes em saúde, que contribuem para você compreender estratégias para criar grupos de trabalho realmente funcionais. A formação ajuda na compreensão de dinâmicas interpessoais e no desenvolvimento de alternativas para que a equipe seja produtiva e colaborativa.

    Como identificar o melhor curso na área de gestão hospitalar?

    Para selecionar um dos cursos na área de gestão hospitalar, é importante avaliar quais são as suas necessidades profissionais. Observe quais são os aspectos principais da sua área de atuação e quais demandas e lacunas de conhecimento podem ter aparecido ao longo da jornada de trabalho. Verifique também quais são seus objetivos em curto, médio e longo prazos na carreira.

    O conhecimento em gestão hospitalar pode ser aplicado em laboratórios, consultórios, maternidades, hospitais, unidades de saúde, vigilância sanitária, unidades de pronto-atendimento e serviços públicos de atendimento psicossocial.

    As casas de reabilitação e repouso, spas, secretarias de saúde, clínicas e policlínicas também demandam a atuação do profissional da área. Assim, um curso em gestão hospitalar acrescenta múltiplas alternativas para atuação e amplia a capacidade de coordenação do próprio negócio em saúde.

    A área de gestão hospitalar é bastante promissora, sendo uma ótima alternativa para médicos que decidem abrir o próprio estabelecimento de saúde e se deparam com as dificuldades na administração de processos. A graduação em medicina não oferece o conhecimento gerencial necessário. Por isso, buscar uma formação complementar em gestão é tão importante.

    Enfatizamos que é fundamental avaliar suas perspectivas de carreira e observar suas necessidades de aprendizagem para fazer o investimento certo a formação. Uma especialização, graduação ou curso de atualização deve se encaixar no que a sua instituição precisa, para que seu trabalho ganhe cada vez mais qualidade e eficácia.

    E então, gostou de conhecer os principais cursos na área de gestão hospitalar? Aproveite e compartilhe este post com seus colegas nas redes sociais!

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    As 6 principais redes sociais para divulgação de médicos

    Conheça as 6 principais redes sociais para divulgação de médicos. Com o crescimento e a popularização das redes sociais, essas plataformas deixaram de ser apenas um espaço de interação e passaram a ser utilizadas para fins profissionais e comerciais. Isso vale também para a área de saúde, mas você sabe quais as melhores redes sociais para médicos?

    A presença digital se tornou essencial na medicina, tanto para atrair novos pacientes quanto para gerar autoridade na sua área de atuação. No entanto, há que se ter atenção às questões éticas e legais regulamentadas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) para a prática do marketing médico.

    Confira as 6 principais redes sociais para divulgação de médico,  para profissionais da área divulgarem o seu trabalho e melhorarem a experiência dos seus pacientes!

    1. Facebook

    Ainda que tenha perdido o posto de rede social mais utilizada pelos brasileiros, já que foi ultrapassado pelo YouTube, o Facebook ainda conta com cerca de 130 milhões de usuários no Brasil. Por isso, você não pode desconsiderá-la.

    Trata-se de um canal essencial para divulgar conteúdo relevante sobre sua área de atuação, criar autoridade e engajamento tanto com novos seguidores quanto com antigos pacientes.

    A vantagem da plataforma é permitir a publicação de vários formatos. Logo, é possível compartilhar artigos médicos e do seu próprio blog, notícias sobre a área de saúde, infográficos informativos, campanhas de conscientização e até vídeos com dicas e orientações para pacientes.

    O ideal é manter separados o seu perfil social e uma página para assuntos profissionais, até para preservar a sua privacidade e atuar com mais profissionalismo.

    Além disso, a fanpage (página institucional) oferece uma série de recursos como a criação de anúncios, inclusão de links e monitoramento de métricas, além de ser pré-requisito para transformar o seu Instagram em um perfil comercial.

    2. YouTube

    Em 2019, a plataforma de vídeos ultrapassou o Facebook em número de usuários: 95% dos internautas brasileiros estão no YouTube. Os dados são do relatório Digital in 2019.

    O fato é que o vídeo é um formato que vem se popularizando cada vez mais, tanto pela praticidade de consumo quanto pelos avanços tecnológicos que vÇem facilitando sua produção. Hoje, você não precisa mais de grande recursos técnicos, é possível criar conteúdo com um celular e alguns aplicativos de edição simples de usar.

    De acordo com o Estadão, uma pesquisa do Google revelou que 26% dos brasileiros recorrem primeiramente ao site de busca e ao YouTube quando se deparam com um problema de saúde, antes mesmo de procurar um médico. Por isso, vale a pena investir em um canal.

    3. LinkedIn

    A maior rede social profissional do mundo se tornou obrigatória para qualquer um que esteja no mercado de trabalho, inclusive médicos. Nela, é possível ampliar sua rede de contatos, fazer networking, entrar em grupos de discussão e publicar artigos, sendo uma ótima alternativa para quem ainda não tem um blog.

    É o espaço ideal para conteúdos mais técnicos e um excelente ambiente para construir sua autoridade digital na área de atuação. Além disso, você pode disponibilizar seu currículo completo, permitindo aos pacientes conhecerem a sua formação acadêmica, assim como detalhes da sua atuação clínica e científica.

    4. Twitter

    Diferente das outras redes sociais, o Twitter tem características bem específicas, como o limite de 280 caracteres por postagem e uma quantidade de recursos mais limitada. No entanto, os seus Trending Topics (assuntos mais comentados) ainda têm grande influência sobre o que é sucesso nas outras redes.

    O dinamismo é a principal característica do Twitter. Por isso, a velocidade de interação é muito maior que outras redes sociais para médicos. Assim, é preciso avaliar se o seu público está presente nesse canal, mas de toda forma é importante ficar de olho no que acontece por ali.

    5. Instagram

    O Instagram é a rede preferida de grandes marcas e empreendedores para se aproximar dos clientes. Seus números não param de crescer e novas ferramentas são constantemente lançadas.

    Trata-se de uma rede em que o visual tem muita importância, pois são as imagens que têm maior destaque no feed. Dessa forma, é importante apostar em fotos de boa qualidade e em um design limpo, no caso de usar artes gráficas nos posts. Tenha cuidado com imagens sensíveis, como de cirurgias e doenças, já que podem ser censuradas em virtude dos termos de uso do aplicativo.

    As hashtags são muito utilizadas para marcar as publicações e devem ser usadas por médicos para se posicionar e aumentar as visualização, indicando especialidade, tratamentos, procedimentos etc. Você pode ainda usar a ferramenta Stories e seus variados recursos — enquetes, perguntas, GIFs e filtros — para estreitar o relacionamento médico-paciente e gerar engajamento.

    O Instagram é um ótimo caminho para humanizar o médico, mostrando bastidores da sua atuação e um pouco da sua vida privada nos Stories, que é um conteúdo temporário, saindo do ar em 24 horas.

    6. WhatsApp

    Por fim, o WhatApp vem sendo largamente utilizado por médicos para se comunicar com pacientes, mas é preciso tomar alguns cuidados para não ter problemas com o CFM, que regulamenta a realização de consultas online de acordo com algumas regras.

    Apesar disso, o aplicativo pode facilitar muito o contato, sendo usado para marcação e confirmação de consultas, esclarecimentos de dúvidas pontuais sobre o tratamento e envio de resultados de exame. Embora muito útil, o uso desse canal pode se tornar um pouco inconveniente, por isso, é importante esclarecer os pacientes sobre como você pretende usá-lo, em quais horários etc.

    Bônus: redes sociais para médicos

    Além das redes sociais em que os pacientes estão presentes, existem aquelas exclusivas para médicos. Nelas, o objetivo principal não é divulgar os serviços prestados, mas aumentar a rede de relacionamento, trocar experiências e, por que não, conseguir novos pacientes por meio de indicações. Conheça algumas opções!

    iMeds

    Com uma rede ainda pequena no Brasil, a iMeds é dedicada a médicos, professores e estudantes de medicina. Nela, você cadastra um minicurrículo e pode montar um site para divulgar seu trabalho. As ferramentas incluem discussão de casos clínicos, fóruns de debates e pasta para artigos científicos.

    Doximity

    Criada em 2011, é a principal rede de médicos americanos, com meio milhão de usuários. O objetivo é criar uma conexão entre profissionais de saúde, incluindo enfermeiros, farmacêuticos, fisioterapeutas e outros. Além disso, é possível ter acesso a periódicos e encontrar oportunidades de trabalho.

    Ology

    Trata-se de uma rede social para facilitar o dia a dia do médico. Para isso, conta com funcionalidades como recursos sociais, uma rede profissional, englobando o contato com instituições de saúde, e ferramentas médicas — calculadoras, prescrição eletrônica, videoconferência etc.

    Doctors Way

    Essa é a maior rede social para médicos do Brasil, com cerca de 15 mil usuários, tendo sido criada para expandir a relação entre os profissionais da área e oferecer funcionalidades úteis, como perfil profissional, banco de artigos comentados, perguntas e respostas, calculadoras e notícias.

    Como vimos, quando bem escolhidas e gerenciadas, as redes sociais para médicos podem trazer notoriedade e encher sala de espera do consultório, desde que utilizadas com inteligência, ética e bom-senso.

    Já que estamos falando em redes sociais, que tal seguir nossos perfis no LinkedIn, Facebook e Instagram?

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    Marketing médico: entenda a importância e as principais regras do CFM

    Marketing médico: entenda a importância e as principais regras do CFM. O marketing é uma estratégia que visa à divulgação e ao fortalecimento de uma marca, produto ou serviço para conquistar consumidores e se destacar dos concorrentes. Nesse sentido, como fica o marketing médico? Como utilizá-lo sem ferir os princípios éticos da medicina?

    Os médicos podem utilizar essa forma de divulgar sua clínica e serviços, inclusive nos meios digitais, mas devem seguir as normas estabelecidas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

    Quer entender qual é a importância do marketing médico e como deve ser a conduta do profissional ao utilizar essa estratégia? Acompanhe nosso post e saiba sobre o tema Marketing médico: entenda a importância e as principais regras do CFM!

    Qual a importância do marketing médico?

    A concorrência é alta na saúde e os pacientes estão mais informados e buscam um serviço médico que ofereça um diferencial. Nesse contexto, o marketing médico é uma estratégia para atrair e fidelizar o público. No caso das plataformas digitais, por exemplo, é uma forma de se aproximar desses pacientes.

    Contudo, diferentemente do que ocorre na divulgação de uma escola de inglês ou de uma loja de eletrodomésticos, o médico não pode promover ações de cunho promocional: elas devem ter um caráter educativo e de esclarecimento para a população.

    Quais os principais pontos que devem ser observados ao adotar essa estratégia?

    O marketing médico deve definir quem é seu público-alvo, ou seja, quais pacientes ele pretende alcançar (faixa etária, estilo de vida, que tipo de serviço médico procuram etc.) para construir uma estratégia eficiente para divulgar sua clínica ou especialidade.

    É importante ainda que a campanha tenha um objetivo, como: atrair o público, fidelizar os pacientes ou ainda se tornar autoridade em relação a determinado assunto da área médica.

    Sabemos que a rotina do médico é corrida e ele não pode perder tempo planejando as melhores estratégias. Dessa maneira, é fundamental firmar parcerias com empresas ou profissionais do marketing para conseguir realizar um trabalho de qualidade.

    Por fim, é preciso monitorar os resultados obtidos para saber se estão sendo eficazes ou não, o que pode sinalizar a necessidade de mudar de estratégia ou de explorar novos canais.

    Quais ferramentas podem ser utilizadas?

    Na área da saúde, a divulgação boca a boca, que é quando o paciente faz a indicação de uma clínica ou profissional para pessoas próximas, é um meio importante para atrair o público. Todavia, é possível ter um alcance maior utilizando os recursos digitais.

    Isso porque é cada vez mais comum o uso da internet para buscar informações sobre serviços e profissionais de saúde, utilizando o Google, Facebook, Instagram e outras plataformas.

    Veja abaixo os canais em que é possível ter sucesso com o marketing médico.

    Site da clínica ou consultório

    É recomendado que sua clínica ou consultório tenha um site para que o paciente possa encontrar informações sobre endereço, telefone, especialidades, serviços realizados, convênios atendidos, entre outras.

    Dentro dessa página, é possível ter uma seção para o blog para que o médico possa divulgar postagens de cunho educativo voltadas à sua área de atuação.

    Redes sociais

    As pessoas buscam informações e interagem com profissionais pelas redes sociais, então, para atrair e fidelizar mais pacientes, é preciso ter uma página nessas plataformas. Porém, não misture a página pessoal com a profissional. É necessário que esse canal seja voltado exclusivamente para a divulgação de serviços.

    As redes sociais são um meio interessante para interagir com o público, promover o site e blog, publicar textos, imagens e até vídeos voltados para a área de atuação do médico, prevenção de saúde e qualidade de vida.

    E-mail

    Outra ferramenta que o profissional pode explorar é o e-mail marketing. Ele pode enviar mensagens sobre a área de saúde, felicitações em datas especiais e até lembretes sobre a necessidade de realizar um check-up. Porém, ao coletar o e-mail do paciente, é imprescindível que ele concorde em receber esse tipo de mensagem.

    Quais cuidados é preciso ter para fazer marketing na medicina?

    O Conselho Federal de Medicina (CFM) estabelece regras para o marketing e publicidade médica no Código de Ética Médica e na Resolução CFM nº 1.974/11. Além disso, há nos conselhos regionais uma Comissão de Divulgação de Assuntos Médicos (Codame), que tem o papel de avaliar essas divulgações.

    Desse modo, em primeiro lugar, é fundamental que as ações sejam pensadas no paciente que está buscando informações de saúde. Por isso, não são permitidas ações promocionais em que ocorra divulgação de valores, formas de pagamento ou descontos.

    Abaixo explicamos as normas que devem ser seguidas ao realizar o marketing médico.

    É obrigatório constar a especialidade e número de registro do CRM

    Em todas as campanhas, é preciso deixar claro o nome, especialidade e número de registro do CRM. Além disso, o CFM proíbe o anúncio de especialidades para as quais o profissional não detenha o título.

    Em ações de divulgação de clínicas, consultórios, laboratórios ou hospitais, é obrigatório constar o nome e o número de registro do profissional responsável técnico.

    É proibido divulgar exclusividade ou capacidade superior

    O CFM proíbe anúncios de equipamentos ou técnicas realizadas que passem a ideia de capacidade superior ou exclusividade em determinado tratamento. Nesse ponto, o médico não pode se valer de expressões como “o mais eficiente” ou ainda “o único da região”.

    O médico também não pode garantir bons resultados nos serviços que realiza, como técnicas e tratamentos. Assim, não pode exibir fotos de pacientes (mesmo com autorização) de antes e depois de um tratamento.

    Não pode causar intranquilidade na sociedade

    O profissional não pode fazer a divulgação de temas de saúde que causem intranquilidade nas pessoas. Dessa forma, ele fica proibido de divulgar imagens de alterações no corpo humano por conta de alguma patologia de modo que cause pavor nas pessoas.

    O marketing médico vai trazer bons resultados na divulgação da sua clínica ou serviços. Basta seguir as regras do CFM para fazer todas as ações dentro dos princípios éticos da profissão. Além desse tipo de ação, deve ser uma preocupação do profissional investir na qualidade de equipamentos e do atendimento para oferecer uma experiência diferenciada ao público.

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