Parque tecnológico hospitalar: equipamentos integrados como caminho para mais eficiência e segurança

modelos diversos de equipamentos da Mindray em exposição num ambiente que simula um parque tecnológico hospitalar

A modernização do parque tecnológico hospitalar raramente acontece de uma vez. O padrão mais comum é a aquisição por demanda. O resultado, ao longo do tempo, é um parque fragmentado, com equipamentos de fabricantes diferentes, interfaces distintas e pouca ou nenhuma comunicação entre si.

Esse modelo resolve a urgência do momento, mas cria um problema estrutural que afeta a operação do hospital de formas nem sempre visíveis, até que elas aparecem no custo, no tempo de resposta ou na segurança do paciente.

O que é o parque tecnológico hospitalar

O parque tecnológico hospitalar é o conjunto de equipamentos médicos que sustenta o funcionamento clínico e assistencial de uma instituição de saúde. Inclui desde os dispositivos de monitoramento e suporte ventilatório até os equipamentos de diagnóstico por imagem, bombas de infusão, sistemas de anestesia e desfibriladores.

Gerir esse parque significa garantir que os equipamentos estejam disponíveis, calibrados, dentro dos prazos de manutenção e adequados às exigências regulatórias. Mas a gestão eficiente vai além da manutenção individual de cada equipamento. Ela depende de como esses dispositivos se relacionam entre si e com os sistemas de informação do hospital.

O custo oculto dos equipamentos isolados

Quando os equipamentos operam de forma isolada, cada um gera seus próprios dados em seu próprio formato. A equipe clínica precisa consultar diferentes telas, sistemas e interfaces para montar o quadro completo do paciente. Esse processo consome tempo, aumenta a chance de falhas na transcrição de informações e dificulta a padronização dos protocolos assistenciais.

Do ponto de vista da engenharia clínica, a fragmentação também se traduz em complexidade operacional: contratos de manutenção com múltiplos fornecedores, curvas de aprendizado diferentes para cada equipamento, peças de reposição com prazos e fornecedores distintos, e um histórico de dados técnicos disperso que dificulta o planejamento de substituições.

Não há um custo financeiro direto e imediato associado a essa fragmentação. Ela se manifesta de forma difusa: em horas de trabalho, em erros evitáveis, em equipamentos parados por falta de suporte ágil e em decisões clínicas tomadas com informação incompleta.

O que muda quando os equipamentos operam de forma integrada

A integração tecnológica em um parque hospitalar não significa que todos os equipamentos precisam ser do mesmo fabricante. Significa que eles compartilham protocolos de comunicação compatíveis, alimentam os mesmos sistemas de dados e permitem que a equipe acesse informações consolidadas a partir de uma única interface.

Quando isso acontece, os ganhos são objetivos.

Padronização de processos

Uma das consequências diretas da integração é a possibilidade de padronizar protocolos. Quando monitor, ventilador e bomba de infusão operam em um mesmo ecossistema, os alarmes podem ser gerenciados de forma centralizada, os dados de tendência são consultados em um único painel e os ajustes de parâmetros seguem os mesmos fluxos de trabalho em qualquer leito. Isso reduz a variabilidade assistencial e facilita a capacitação de novos profissionais.

Menos retrabalho e mais rastreabilidade

A integração elimina a necessidade de transcrição manual de dados entre sistemas. Parâmetros vitais, volumes infundidos, configurações do ventilador e registros de alarmes são transmitidos automaticamente para o prontuário eletrônico, com carimbo de tempo e rastreabilidade completa. Isso reduz o retrabalho administrativo da equipe de enfermagem e garante um histórico clínico mais fidedigno para a tomada de decisão médica.

Segurança assistencial

Em ambientes críticos, a fragmentação tecnológica é um fator de risco documentado. A fadiga de alarme, por exemplo, é intensificada quando cada equipamento emite alertas de forma independente, sem hierarquização ou filtragem. Equipamentos integrados permitem correlacionar dados de diferentes parâmetros antes de emitir um alerta, reduzindo notificações não acionáveis e aumentando a relevância dos alarmes reais.

Gestão mais eficiente do parque

Do ponto de vista da engenharia clínica, um parque tecnológico com maior grau de integração é mais fácil de gerir. A padronização de plataformas reduz o número de contratos de manutenção, simplifica o treinamento das equipes técnicas e permite um planejamento mais preciso de substituições e atualizações. A disponibilidade de dados históricos de uso e falha também apoia decisões mais embasadas sobre quando renovar equipamentos e quais priorizar.

Integração não significa trocar tudo de uma vez

Uma preocupação comum entre gestores e coordenadores de engenharia clínica é que a integração tecnológica exige a substituição completa do parque existente. Na prática, isso raramente é necessário ou viável.

A integração pode ser construída de forma progressiva. O ponto de partida mais eficiente costuma ser a escolha de uma plataforma tecnológica que sirva de base para os novos equipamentos adquiridos, garantindo que as próximas aquisições já entrem no parque com compatibilidade nativa. Ao longo do tempo, os equipamentos mais antigos e fragmentados vão sendo substituídos de forma planejada, sem necessidade de uma ruptura imediata.

Esse planejamento progressivo também permite distribuir o investimento ao longo do tempo, adaptando o ritmo da modernização à capacidade financeira e operacional de cada instituição.

Mindray e MedicalWay: tecnologia integrada com suporte regional

A linha BeneVision da Mindray é um exemplo de plataforma desenvolvida com integração nativa como princípio de design. Monitores, ventiladores e sistemas de anestesia da linha operam em um mesmo ecossistema de dados, com interface unificada, gestão centralizada de alarmes e conectividade com prontuários eletrônicos via protocolos HL7.

A MedicalWay é distribuidora autorizada da Mindray no Sul do Brasil e a única empresa da região credenciada para manutenção autorizada dos equipamentos da marca. Isso significa que hospitais e clínicas da região contam com suporte técnico especializado.

Para instituições que estão planejando a modernização do parque tecnológico, a MedicalWay oferece consultoria para identificar a solução mais adequada ao perfil de cada setor e às modalidades de aquisição disponíveis.

FAQ: perguntas frequentes sobre parque tecnológico hospitalar

O que é parque tecnológico hospitalar?

É o conjunto de equipamentos médicos que sustenta as atividades clínicas e assistenciais de um hospital ou clínica. A gestão desse parque envolve manutenção, calibração, adequação regulatória e planejamento de substituições.

O que significa integração tecnológica em um hospital?

Significa que os equipamentos médicos compartilham protocolos de comunicação compatíveis, alimentam os mesmos sistemas de dados e permitem gestão centralizada de informações clínicas e de alarmes.

É preciso trocar todos os equipamentos para ter um parque integrado?

Não. A integração pode ser construída progressivamente, priorizando as novas aquisições em plataformas compatíveis e planejando a substituição dos equipamentos mais antigos ao longo do tempo.

Quais são os principais benefícios de um parque tecnológico integrado?

Os principais ganhos são: padronização de processos assistenciais, redução de retrabalho por eliminação de transcrição manual de dados, aumento da segurança do paciente pela gestão qualificada de alarmes e rastreabilidade clínica, e maior eficiência na gestão de manutenção e contratos para a engenharia clínica.

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    NPS em hospitais: qual sua importância e como aplicá-la? Como saber como está o atendimento da sua instituição de saúde? Uma estratégia eficaz é se valer das pesquisas de satisfação dos pacientes, como o NPS em hospitais. Com isso, é possível ter uma percepção do público quanto ao serviço oferecido e avaliar quais melhorias podem ser feitas a partir dessas opiniões.

    Quer entender o que é pesquisa NPS, como funciona essa metodologia e como aplicar esse questionário? Acompanhe nosso post e descubra ainda as vantagens de obter esses dados!

    O que é pesquisa NPS?

    É um tipo de pesquisa de satisfação do público voltado para diferentes áreas e que pode ter um bom uso no ramo da saúde. NPS é a sigla para Net Promoter Score, uma metodologia reconhecida internacionalmente.

    A dinâmica é muito simples, pois se resume em uma pergunta: em uma escala de 0 a 10, o quanto você recomendaria os serviços do nosso hospital para um amigo ou familiar?

    Dessa maneira, de uma forma bem rápida, você obtém um feedback do público e consegue saber o que precisa ser mantido ou modificado para trazer mais qualidade ao atendimento.

    Como funciona essa metodologia?

    A partir da resposta do público à pergunta do NPS, a gestão hospitalar deve analisar as respostas de acordo com a nota:

    • 10 e 9 — aqui está a avaliação dos pacientes promotores, que vão indicar os serviços do hospital a um familiar, amigo ou outra pessoa próxima;
    • 8 e 7 — com essas notas, estão os pacientes neutros, que não conseguem opinar ao certo se preferem os seus serviços ou se escolhem a concorrência. Eles até indicariam o hospital, mas fariam algumas ressalvas;
    • 6 a 0 — nessa escala, estão os pacientes detratores, que nunca indicariam os serviços que você oferece. Eles avaliaram que há falhas e podem, inclusive, fazer uma divulgação negativa até mesmo nas redes sociais, impactando na reputação do hospital.

    Análise dos resultados

    A análise dos resultados do NPS é uma etapa essencial da pesquisa. A partir das notas obtidas, chega o momento de determinar o percentual dos pacientes promotores, neutros e detratores.

    Para fazer esse cálculo, subtraia o percentual de detratores do percentual de promotores. Os resultados vão variar de –100 a 100, o que indica:

    • de 75 a 100 — nível de excelência;
    • de 50 a 75 — nível de qualidade;
    • de 0 a 50 — nível de aperfeiçoamento;
    • de –100 a 0 — nível crítico.

    O ideal é que seu hospital esteja entre os níveis de excelência e qualidade. Caso obtenha o nível de aperfeiçoamento, é preciso reavaliar os processos e treinar os colaboradores para melhorar os serviços.

    Se a instituição estiver no nível crítico, é urgente a adoção de transformações nas diversas etapas de atendimento para não perder pacientes. Pode ser necessário, por exemplo, reduzir atrasos ou comprar novos equipamentos médicos.

    Quais os cuidados na hora de aplicar o NPS em hospitais?

    É importante pensar em formas de aplicar o NPS em hospitais que sejam bem aceitas pelos pacientes, o que não é o caso de formulários em papel, que ainda dificultam a apuração dos resultados.

    Precisamos entender que, muitas vezes, o paciente quer ir embora logo do hospital, e não ficar preenchendo um questionário. Por isso, os meios digitais podem ser mais eficazes para isso. As opções são:

    • Google Forms;
    • SurveyMonkey;
    • Typeform.

    Para divulgar a pesquisa de NPS, a dica é sempre manter um cadastro completo do público para conseguir enviar a pesquisa de satisfação com facilidade, o que pode ser feito por e-mail, WhastApp ou SMS.

    A pesquisa NPS em hospitais consegue mensurar, de forma simplificada, como está o serviço de saúde. Tem ainda a vantagem de possibilitar ao gestor fazer comparativos de tempos e tempos para avaliar se houve melhorias na percepção do público sobre o atendimento prestado.

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    Entenda por que se preocupar com a saúde mental dos profissionais de saúde

    Entenda por que se preocupar com a saúde mental dos profissionais de saúde. Cuidar da saúde mental dos profissionais de saúde deve ser um cuidado constante, tendo em vista que esse aspecto está diretamente ligado às principais causas de perda de qualidade e produtividade no trabalho, o que influencia diretamente nos resultados.

    O estresse, a ansiedade e a depressão estão entre os problemas mais comuns, principalmente em tempos de pandemia, onde esses colaboradores estão na linha de frente, tendo que passar várias horas em locais de trabalho exaustivos, correndo o risco de serem contaminados por uma doença pouco conhecida.

    Pensando nisso, elaboramos este conteúdo para mostrar a importância desse assunto e as práticas que podem ser aplicadas para promover saúde, bem-estar e integridade física aos profissionais da saúde. Confira!

    Qual a importância de cuidar da saúde mental dos profissionais de saúde?

    Os transtornos mentais estão entre as principais causas de afastamento do trabalho. Esse tipo de situação pode levar às mais variadas reações e distúrbios no corpo humano, como depressão, síndrome de Burnout, insônia, estresse, ansiedade, dores, esgotamento, sensação de incapacidade, entre outros.

    Por esse motivo, prezar pela saúde mental da sua equipe de trabalho tem sido um grande desafio para os gestores da área da saúde, já que as doenças desencadeadas têm levado a um índice preocupante de turnover, sinistralidade e absenteísmo. Nesse caso, é fundamental que a saúde seja preservada de forma preventiva, e não apenas nos momentos de crise.

    Uma saúde mental em dia possibilidade que o funcionário consiga aplicar todas as suas habilidades e competências de forma produtiva, além de ter a capacidade emocional necessária para suportar todas as adversidades e situações de estresse que fazem parte do exercício da profissão.

    Quais práticas podem ser adotadas para se chegar ao cuidado eficiente da saúde mental?

    Existem algumas medidas que podem ser aplicadas como forma de acertar no cuidado à saúde mental dos profissionais que atuam na área da saúde. Veja algumas dicas!

    Ofereça um ambiente seguro para os profissionais

    Quando um ambiente laboral seguro é oferecido, os colaboradores se sentem mais confortáveis e motivados para exercer suas atividades. Assim, os dois lados só têm a ganhar, afinal, a estrutura física disponibilizada também faz toda a diferença em relação à saúde mental no local de trabalho. Para isso, alguns investimentos são necessários, como:

    • temperatura adequada;
    • local ergonomicamente confortável;
    • fornecimento de todos os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e Coletivos (EPCs);
    • espaço ou sala reservados para as horas de pausa, como almoço, e relaxamento, o que vai ajudar no alívio da tensão e fazer com que os membros do time retornem às suas funções de forma revigorada;
    • decoração agradável, como quadros com mensagens positivas;
    • todo material necessário para que o serviço seja realizado com qualidade;
    • ambiente hospitalar organizado e limpo;
    • entre outros.

    Incentive os hábitos saudáveis

    Outra medida bastante importante é o incentivo aos trabalhadores para que mantenham hábitos saudáveis no dia a dia, como a prática de exercícios físicos e uma alimentação balanceada.

    Nesse caso, os descansos entre os turnos são primordiais. O profissional precisa reconhecer suas limitações e não exigir tanto de si mesmo. Práticas como o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, cigarros ou quaisquer outros tipos de vício também precisam ser deixados de lado.

    Ofereça acompanhamento psicológico

    Grande parte dos empregados tem vergonha de buscar ajuda psicológica com medo de perderem seus empregos ou passarem por qualquer tipo de preconceito ou julgamento.

    Oferecer esse acompanhamento por meio da empresa pode ser uma saída, tendo em vista que o apoio de um profissional especialista e as conversas sobre o dia a dia que ocorrem nos atendimentos são fundamentais para ajudar o indivíduo a saber como agir em meios aos problemas rotineiros, além de gerar confiança, força e inteligência mental para atravessar esses eventos.

    Promova um programa de saúde mental

    Após realizar uma análise minuciosa da realidade do local de trabalho e identificar os principais problemas relacionados à saúde mental dos profissionais de saúde, é o momento de desenvolver um programa efetiva direcionado a esse ponto. Essa ação deve ser ligada a um conjunto de iniciativas com a finalidade de melhorar a qualidade de vida dos colaboradores.

    O recomendável é que as estratégias aplicadas sejam voltadas para as formas de enfrentar as situações de estresse e adversidades que podem surgir, sem prejudicar ao próprio trabalhador e, também, a empresa e demais pessoas envolvidas — sejam colegas de trabalho, pacientes, entre outros.

    Disponibilize um canal eficiente de feedback

    A saúde mental ainda é vista como um tabu para várias pessoas. Na maioria dos casos, a própria pessoa não consegue identificar que está passando por esse tipo de problema, tendo que sobreviver com condições que influenciar negativamente em todas as ações que fazem parte da sua vida, como depressão, ansiedade e demais.

    Ao oferecer um canal eficiente para que os funcionários consigam dialogar, fica mais fácil combater essas doenças, já que muitos empregados não estão confortáveis e seguros para uma conversa aberta, mas estão dispostos a desabafar em outros meios, como e-mail, chats, fóruns, entre outros.

    Promova a oferta de benefícios

    Um benefício diretamente ligado ao cuidado com a saúde mental dos profissionais é um plano de saúde que tenha cobertura de psicólogos e psiquiatras. Outra alternativa é optar pela contratação de um profissional qualificado para atender aos funcionários em um período determinando, por exemplo, mensalmente.

    Também é possível inserir na lista de benefícios descontos com parceiros ligados ao auxílio à prevenção contra doenças mentais, como academias, nutricionistas, aulas de meditação, massagens, entre outras atividades entendidas como eficazes nesse processo.

    Apoie os funcionários

    Uma boa ideia é promover eventos no ambiente de trabalho com o intuito de incentivar uma relação próxima em a equipe, fazendo com que todos estejam integrados e conectados, evitando conflitos, panelinhas e outras práticas que podem influenciar na convivência saudável.

    Aproveite esse momento para mostrar à equipe que a empresa se preocupa com a saúde, o bem-estar e a qualidade de vida de cada um. Dialogue com eles para identificar quem precisa de ajudar por meio dessa relação mais próxima.

    Agora que você entende a importância de cuidar da saúde mental dos profissionais de saúde e os problemas podem surgir quando não há essa preocupação, não deixe de aplicar as dicas apresentadas em práticas para contribuir para que todos estejam bem de saúde e produtivos.

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    Acreditação ONA: o que é e como conseguir essa certificação hospitalar?

    Acreditação ONA: o que é e como conseguir essa certificação hospitalar? No momento em que um hospital, serviço de diagnóstico por imagem, laboratório ou outra organização do setor de saúde conquista a acreditação ONA, a instituição comprova que adota um padrão de qualidade e segurança em seus processos. Com isso, ela consegue melhorar sua credibilidade para o mercado, para os profissionais de saúde e também para os pacientes.

    Dessa forma, é uma certificação de grande importância, pois demonstra a excelência na parte de assistência e de gestão. Tem interesse em entender melhor o que é a acreditação ONA, as principais vantagens em conquistá-la, os níveis de certificação e quais etapas precisam ser cumpridas para obtê-la? Todas essas informações você encontra neste post. Boa leitura!

    Afinal, o que é acreditação ONA?

    Desde 1999, a Organização Nacional de Acreditação (ONA) — entidade não governamental e sem fins lucrativos — atua para que hospitais, clínicas e outras instituições de saúde possam alcançar um alto padrão de assistência, especialmente nos quesitos qualidade e segurança.

    Sendo assim, a ONA é responsável pelo desenvolvimento e pela gestão dos padrões brasileiros nesses aspectos. A entidade conta com uma metodologia internacional, já que é integrante da International Society for Quality in Health Care (ISQua) — parceira da Organização Mundial de Saúde (OMS). Da ISQua, fazem parte instituições de qualidade à saúde dos Estados Unidos, do Canadá, da França e do Reino Unido.

    Princípios

    A acreditação serve para avaliar e certificar a qualidade dos processos de locais que prestam assistência à saúde, tendo como objetivo a melhoria contínua desses serviços. Ela segue três princípios:

    • voluntário: a entidade de saúde é que demonstra o interesse em passar pela avaliação;
    • periódico: é feita a avaliação para a acreditação e também durante o tempo de validade do certificado;
    • confidencial: os dados coletados nos serviços de saúde durante o processo de avaliação não são divulgados.

    Entidades acreditadoras

    O processo para a obtenção da certificação é realizado apenas por entidades acreditadoras credenciadas pela ONA e que utilizam como referência as diretrizes do Sistema Brasileiro de Acreditação e o Manual Brasileiro de Acreditação.

    Quais os principais pontos avaliados?

    Em geral, para serem acreditadas, as instituições têm o desempenho organizacional avaliados. Assim, elas precisam apresentar:

    • gestão por processos;
    • desenvolvimento de pessoas;
    • ética e transparência;
    • visão sistêmica;
    • exercício da liderança;
    • cuidado centrado no paciente, ou seja, adoção de uma abordagem humanizada;
    • foco na questão da segurança;
    • responsabilidade socioambiental;
    • cultura da inovação;
    • melhoria contínua.

    Quais os benefícios de alcançar a acreditação?

    Ao conseguir a acreditação, o hospital demonstra que modificou seus processos para atingir um alto padrão de qualidade definido pela ONA. Como são instituições que lidam com a vida das pessoas, torna-se um selo importante, uma garantia de que os pacientes vão receber um atendimento seguro e de excelência.

    No decorrer de todo o processo para obter o certificado, há ainda uma mudança na cultura da organização, que passa a envolver todos os colaboradores para que aumentem sua produtividade, a identificar erros e riscos, e a atuar de acordo com boas práticas. Desse modo, além de aperfeiçoar o atendimento ao público, há uma melhora no ambiente de trabalho.

    Nessa questão, é preciso destacar também a adequação do local com novas tecnologias, como equipamentos médicos e também softwares de gestão para integrar o trabalho das equipes e melhorar a comunicação entre os profissionais. Com isso, há agilidade nos fluxos de trabalho, o que pode até mesmo significar melhores resultados financeiros para a organização no futuro.

    Em resumo, as principais vantagens de ter esse selo de qualidade são:

    • satisfação dos pacientes e confiança nos serviços prestados;
    • credibilidade da instituição de saúde;
    • educação dos profissionais;
    • integração maior entre os setores;
    • adoção das melhores ferramentas de gestão;
    • criação de uma cultura de melhoria contínua;
    • impulso para o aprimoramento tecnológico;
    • possibilidade de sair na frente da concorrência.

    Quais os níveis de acreditação?

    A acreditação da ONA pode ser conquistada em três níveis:

    • 1 (Acreditado): é válido por dois anos e concedido às entidades de saúde que cumprem os quesitos de segurança do paciente em todas as áreas, incluindo estruturais e assistenciais;
    • 2 (Acreditado Pleno): é valido por dois anos e concedido às entidades de saúde que, além da segurança, apresentam uma gestão integrada;
    • 3 (Acreditado de Excelência): é válido pelo período de três anos e concedido às entidades que cumprem os quesitos segurança, gestão integrada e também demonstrem a excelência em gestão.

    Esse é um aspecto importante, pois permite que a organização de saúde se adapte gradativamente até conquistar o nível de excelência. Em outras palavras, pode ser considerado um programa educacional continuado, já que é revisto periodicamente.

    Quais os principais passos para conseguir a certificação ONA?

    Como dissemos, a participação no processo de avaliação é voluntário, sendo que instituições do setor da saúde de diferentes níveis, portes e complexidades podem conseguir a acreditação ONA. Para que a organização seja elegível, é preciso seguir os critérios:

    • estar legalmente constituída há, no mínimo, um ano;
    • ter alvará de funcionamento;
    • ter licença sanitária e licenças exigidas de acordo com a atividade que realiza;
    • apresentar registro do responsável técnico, segundo o perfil da instituição.

    Além disso, é necessário arcar com as taxas de visita de acreditação ONA e das taxas de manutenção dessa certificação.

    Ao concluir que sua entidade é elegível, ou seja, está com a documentação regularizada, o próximo passo é entrar em contato com uma instituição acreditadora credenciada pela ONA, que vai dar andamento a todos os processos de avaliação, elaborando, inicialmente, um plano de visitas.

    Para se preparar e alcançar os quesitos exigidos, as organizações de saúde podem contar com o trabalho de auditoria interna e externa.

    Hospitais, laboratórios, ambulatórios e outras organizações que prestam serviços de saúde podem melhorar seus processos de gestão e oferecer mais qualidade e segurança na assistência ao cumprir o que é exigido pela acreditação ONA. É, portanto, um selo muito valorizado no setor e que pode trazer uma série de benefícios para a instituição.

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