Como preservar a performance do seu aparelho de ultrassom: dicas essenciais de manutenção e manuseio

Os aparelhos de ultrassom são indispensáveis ​​na medicina diagnóstica, sendo amplamente utilizados para identificar condições de saúde de forma precisa e segura. 

Sua inovação e eficiência fazem dele um equipamento essencial em clínicas e hospitais, permitindo diagnósticos rápidos e assertivos em diversas especialidades médicas.

Contudo, para garantir que o ultrassom continue desempenhando um papel tão importante, é fundamental que ele seja devidamente cuidado e preservado. 

A manutenção inadequada ou a falta dela podem comprometer a qualidade dos exames, afetando diretamente o atendimento ao paciente e a rotina dos profissionais de saúde.

Neste artigo, reunimos dicas essenciais para manter o desempenho do seu aparelho de ultrassom sempre em alta. 

Qual a importância de fazer a manutenção adequada dos aparelhos de ultrassom?

Se o ultrassom não estiver funcionando bem, sua equipe pode ter sérios problemas. Afinal, as imagens formadas podem ficar menos nítidas, o aparelho pode parar de funcionar e o trabalho do médico pode ser prejudicado. 

O atendimento perde a qualidade e ainda passa a ser necessário repetir os exames, gerando custos adicionais para o hospital e retrabalho.

Outro problema que pode surgir dessa situação é que a imagem do hospital fica prejudicada. 

Erros de diagnósticos, equipamentos danificados e consertos de última hora se tornam parte da rotina e podem causar uma impressão ruim no paciente. Isso pode trazer insegurança ou até motivá-lo a procurar outro hospital.

A manutenção de ultrassom é decisiva para a qualidade do trabalho no hospital ou na clínica. 

Ela contribui para que a equipe médica tenha uma boa rotina de trabalho e para que seja oferecido um serviço de alto padrão. Um equipamento revisado e bem cuidado otimiza a rotina e facilita o trabalho dos profissionais de saúde.

Quais são as maneiras de realizar a manutenção de ultrassom?

Há formas diferentes de realizar a manutenção de ultrassom. Veja, a seguir, quais são elas!

Manutenção corretiva

A manutenção corretiva ocorre quando surge um problema de forma inesperada,exigindo a correção de um defeito apresentado pelo equipamento. Isso pode ocorrer por falta de investimentos da instituição com ações preventivas periódicas. 

Esse tipo de manutenção pode não corrigir a causa do defeito e podem haver outros pontos com potencial de falha.Além disso, a qualquer momento, o aparelho pode apresentar algum dano imprevisto. Consertos de última hora, no geral, são mais caros e exigem compras de peças com urgência. 

Não há tempo suficiente para pesquisar fornecedores e nem obter condições mais vantajosas de pagamento. Outra questão complexa é que a máquina pode parar de funcionar durante um atendimento, o que atrasa o diagnóstico do paciente e prejudica a credibilidade da instituição de saúde.

Manutenção preventiva

Na manutenção preventiva, a empresa prestadora de serviços, realiza revisões programadas nos aparelhos, de acordo com um cronograma. A manutenção envolve a limpeza externa e interna, o ajuste das folgas, a avaliação do estado dos componentes e a lubrificação de partes do dispositivo.

A preventiva é a mais recomendada, porque ela gera economia com ações corretivas, reduz o risco de falhas durante o uso, aumenta a vida útil do equipamento e evita prejuízos com paradas não programadas. 

Durante a inspeção de preventiva pode ser identificado o mal funcionamento de algum item do equipamento. Esse pode ser substituído conforme programação do cliente.

Como boa prática, é importante lembrar que o console e os filtros de ar devem passar por uma limpeza semanalmente e que a sonda deve ter o gel removido a cada vez que é utilizada. 

Esses procedimentos citados devem ser realizados com a máquina desconectada da rede elétrica, para evitar o risco de choque.

Agora que você conhece os tipos de manutenção disponíveis, vamos falar sobre a frequência ideal para inspeções e os cuidados diários que ajudam a prolongar a vida útil do seu equipamento.

Quais são as vantagens da manutenção preventiva de ultrassom?

Quando há uma manutenção preventiva, você faz uma parada planejada no trabalho. A agenda dos médicos não é prejudicada, basta ajustar os horários e não marcar atendimentos para o período de revisão. 

No caso da manutenção corretiva, é preciso fazer uma pausa nas consultas e resolver tudo às pressas. Médicos e pacientes acabam por enfrentar problemas com atrasos e reagendamentos.

A manutenção preventiva é mais barata, pois você tem tempo para preparar o orçamento, pesquisar preços e escolher condições melhores de pagamento. Não há retrabalho, apenas um fluxo de operações otimizado e eficiente.

A vida útil do aparelho também é aumentada, pois ele opera em melhores condições. Além disso, a manutenção preventiva garante mais qualidade para os processos, pois a máquina trabalha no seu melhor estado e é revisada periodicamente.

Qual a frequência recomendada para inspeções técnicas?

A frequência das inspeções técnicas dos aparelhos de ultrassom é um fator importante para garantir seu desempenho ideal e prolongar sua vida útil. Abaixo, apresentamos uma abordagem detalhada sobre quando realizar as inspeções:

Inspeções anuais

Recomenda-se que, em situações de uso regular, os aparelhos de ultrassom sejam submetidos a uma inspeção técnica completa pelo menos uma vez ao ano. Esse período é suficiente para identificar e corrigir problemas potenciais antes que eles afetem uma performance ou causem falhas graves.

Inspeções semestrais

Em ambientes de uso intensivo, como hospitais de grande porte ou clínicas com alta rotatividade de exames, pode ser necessário realizar inspeções técnicas a cada seis meses. Esse cuidado adicional ajuda a garantir que o equipamento suporte a carga intensa de trabalho e não comprometa a qualidade dos diagnósticos.

Inspeções extraordinárias

Além das rotinas programadas, algumas situações necessitam inspeções específicas, como:

  • Após quedas ou impactos acidentais.
  • Quando há sinais de mau funcionamento, como sobreaquecimento, ruído excessivo ou interferência nas imagens.
  • Após grandes manutenções, para validar a funcionalidade do aparelho.

Dicas para manuseio adequado

Confira algumas dicas essenciais para cuidar do seu aparelho no dia a dia:

Transporte seguro

Para a movimentação necessária do ultrassom dentro ou fora da clínica, tome os seguintes cuidados:

  • Utilize as alças de transporte e procure pisos regulares para deslocamentos.
  • Certifique-se de que o aparelho esteja desligado e protegido antes de ser transportado.
  • Evite trepidações ou vibrações durante o transporte, o que pode afetar componentes internos delicados.

Essas práticas ajudam a evitar danos estruturais e aumentam a durabilidade do equipamento.

Limpeza e higienização regulares

Manter o aparelho limpo não é apenas uma questão de higiene, mas também de preservação.

  • Utilize apenas produtos de limpeza recomendados pelo fabricante, evitando solventes ou substâncias abrasivas que possam corroer as superfícies ou danificar circuitos internos.
  • Limpe regularmente a tela, os botões e o painel, utilizando panos macios e secos ou levemente umedecidos.
  • Evite que líquidos entrem em contato com conexões ou partes internas do equipamento.

Posicionamento e instalação

O local onde o ultrassom é instalado também desempenha um papel importante em sua conservação.

  • Certifique-se de que o equipamento esteja posicionado em uma superfície estável e nivelada.
  • Mantenha afastado de fontes de calor, umidade excessiva ou poeira, que podem comprometer seu funcionamento.
  • Verifique a ventilação do aparelho para evitar superaquecimento, especialmente em ambientes internos.

Cuidados especiais com os transdutores

Os transdutores são os componentes mais sensíveis e essenciais do aparelho de ultrassom. Como peças responsáveis ​​pela captação e envio de sinais, qualquer dano ou mau uso pode comprometer a precisão do diagnóstico. Veja como cuidar dos transdutores:

Armazenamento correto

  • Após o uso, sempre guarde os transdutores em locais adequados, longe de superfícies ásperas ou condições que possam gerar impactos.
  • Utilize suportes para que os cabos não fiquem no chão ou proteções específicas para evitar pressão excessiva sobre osconectores.

Limpeza cuidada

  • Limpe os transdutores imediatamente após cada uso para remover resíduos de gel e outros contaminantes.
  • Utilize apenas produtos indicados pelo fabricante, como soluções não corrosivas e panos macios, para evitar danos à superfície sensível.
  • Nunca mergulhe os transdutores diretamente em líquidos, a menos que isso seja explicitamente autorizado pelo manual do equipamento.

Inspeção visual periódica

  • Verifique regularmente se há fissuras, rachaduras ou outros sinais de desgaste nos transdutores.
  • Inspecione os cabos e conectores para identificar possíveis danos que possam causar falhas de comunicação com o aparelho.

Qual a importância de contratar uma empresa especializada para realizar a manutenção dos equipamentos da clínica ou do hospital?

Realizar a manutenção de ultrassom sem o conhecimento técnico necessário pode gerar diagnósticos incorretos e retrabalho. Isso traz prejuízos financeiros, além de gerar problemas para a agenda dos médicos. 

O equipamento é muito sensível a intervenções e somente alguém preparado pode fazer uma boa revisão.

Contratar uma empresa especializada para realizar a manutenção do maquinário do hospital ou da clínica garante mais qualidade e segurança para médicos e pacientes. 

A medida evita incertezas na manipulação dos equipamentos e minimiza a chance de erros. Além disso, os técnicos de corporações especializadas são treinados e autorizados pelo fabricante. Portanto, estão capacitados para realizar um diagnóstico eficiente. 

Isso garante mais tranquilidade para o dia a dia e possibilita que os dispositivos tenham o melhor desempenho possível.

A manutenção de ultrassom é um processo muito importante para garantir mais qualidade e precisão para os exames realizados no estabelecimento. Com equipamentos revisados periodicamente e de forma planejada, é possível manter um fluxo de trabalho eficiente. 

Os médicos ficam satisfeitos com a gestão da instituição de saúde e os pacientes se sentem mais seguros e confiantes para contarem com os serviços do seu hospital ou da clínica.

Garanta o melhor desempenho para seus equipamentos

Quando se trata de equipamentos hospitalares, contar com uma empresa confiável faz toda a diferença para garantir o bom funcionamento das operações em clínicas e hospitais. 

A Medicalway se destaca como referência no segmento de venda e locação de equipamentos médicos na região Sul do Brasil, oferecendo soluções completas para atender às necessidades de seus clientes.

Com uma experiência sólida no mercado, a Medicalway combina tecnologia de ponta, serviços personalizados e uma equipe altamente qualificada para entregar produtos e suporte técnico de excelência. 

Além disso, a empresa diferencia-se por oferecer serviços como a manutenção preventiva e corretiva de aparelhos de ultrassom, garantindo o máximo desempenho e durabilidade dos equipamentos.

Assista o vídeo a seguir e confira por que a Medicalway é a escolha certa para quem busca soluções inovadoras e confiáveis:

Se você está na região Sul do Brasil e precisa de equipamentos médicos de alta qualidade ou suporte técnico especializado, a Medicalway é a parceira ideal para elevar o padrão de atendimento de sua instituição de saúde.

Fale conosco agora e veja como nossos serviços especializados podem transformar a rotina de sua clínica ou hospital.

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    Ventilador pulmonar hospitalar: o que avaliar antes de adquirir ou locar

    Um ventilador pulmonar parado em uma UTI não é só um equipamento fora de operação. É um leito que não pode ser ocupado, um paciente que precisa ser transferido e um risco que a instituição assume enquanto o problema não é resolvido.

    A decisão de qual equipamento adquirir e em qual modalidade começa muito antes da assinatura do contrato, na escolha certa do tipo de ventilador para cada contexto de uso e na avaliação dos critérios que definem se esse equipamento vai sustentar a operação a longo prazo.

    O que é um ventilador pulmonar hospitalar

    Um ventilador pulmonar hospitalar é um equipamento médico que substitui ou auxilia a respiração do paciente, controlando o fluxo de ar e oxigênio entregue às vias aéreas. É utilizado em situações em que o paciente não consegue manter a respiração de forma autônoma e suficiente, seja por insuficiência respiratória, doença cardiorrespiratória grave, durante procedimentos cirúrgicos ou no pós-operatório imediato.

    O equipamento regula parâmetros como volume corrente, pressão das vias aéreas, frequência respiratória e fração inspirada de oxigênio (FiO₂), além de emitir alarmes e gerar gráficos que permitem acompanhar a evolução ventilatória do paciente ao longo do suporte.

    Qual a diferença entre ventilação invasiva e não invasiva

    A ventilação invasiva é realizada por meio de um tubo endotraqueal ou traqueostomia, conectado diretamente às vias aéreas do paciente. É indicada para casos de maior gravidade, em que o paciente não tem condições de cooperar com o tratamento ou em que a via aérea precisa ser protegida.

    A ventilação não invasiva (VNI) é realizada por meio de interface facial, sem necessidade de intubação, e indicada para pacientes que ainda mantêm algum grau de consciência e cooperação.

    A RDC-07 da Anvisa exige que cada UTI adulto disponha de equipamento para VNI na proporção de um para cada dez leitos, quando o ventilador mecânico microprocessado não possuir recursos para realizar essa modalidade. 

    Tipos de ventilador pulmonar: UTI e transporte

    Os principais tipos de ventiladores pulmonares utilizados pelos serviços de saúde são os ventiladores de transporte e os ventiladores de UTI, cada um com características específicas para se adequar às distintas situações de uso. 

    Ventilador de UTI (cuidados críticos)

    Destinado ao suporte ventilatório contínuo em pacientes com doenças cardiorrespiratórias graves, o ventilador de UTI deve oferecer monitoramento contínuo de frequência respiratória, volume corrente, pressão das vias aéreas, taxas de respiração forçada e espontânea, alarmes e emissão de gráficos para acompanhamento da evolução do paciente.

    A RDC-07 da Anvisa determina que cada UTI adulto, pediátrica e neonatal disponha de um ventilador pulmonar mecânico microprocessado para cada dois leitos, com reserva operacional de um equipamento para cada cinco leitos e no mínimo dois circuitos completos por equipamento.

    Ventilador de transporte

    Projetado para uso em deslocamentos de curta duração, deve operar com bateria, ter dimensões compactas e independência de rede de ar comprimido. A RDC-07 exige um equipamento para cada dez leitos ou fração em UTI adulto.

    A Anvisa alerta que o ventilador de transporte não substitui o ventilador de UTI em situações de suporte ventilatório contínuo, e que o uso com destinação incorreta pode causar danos ao paciente.

    Critérios técnicos para avaliação antes da aquisição ou locação

    Modos ventilatórios disponíveis

    Quanto maior a variedade de modos ventilatórios suportados, maior a flexibilidade para atender diferentes perfis de pacientes e protocolos clínicos. Ventiladores de UTI modernos oferecem modos controlados por volume e por pressão, além de modos espontâneos assistidos.

    Sistema de alarmes

    O ventilador precisa detectar e alertar rapidamente sobre desconexão de circuito, apneia, pressão fora dos limites configurados e falha no fornecimento de gás. Alarmes configuráveis e com registro de eventos facilitam a análise clínica e a rastreabilidade em casos de intercorrência.

    Conectividade e integração

    A integração do ventilador com o monitor multiparamétrico e com o prontuário eletrônico reduz a necessidade de transcrição manual de dados. A compatibilidade com protocolos de comunicação padrão do setor hospitalar deve ser verificada antes da aquisição.

    Facilidade de manutenção e disponibilidade de peças

    Um ventilador de UTI opera em regime contínuo. O intervalo entre manutenções preventivas, a disponibilidade de peças originais e a existência de suporte técnico autorizado na região determinam o tempo de inatividade quando algo falha. Peças não originais ou suporte não autorizado podem comprometer o desempenho do equipamento e invalidar a garantia do fabricante.

    Compra ou locação: o que avaliar em equipamentos críticos

    A escolha da modalidade de aquisição impacta diretamente o custo total de propriedade do ventilador, e alguns custos não aparecem na proposta inicial.

    tabela com critérios para avaliar a compra ou locação de ventilador pulmonar hospitalar.

    Na locação, as condições precisam ser verificadas com atenção: cobertura de manutenção corretiva, prazo de resposta em caso de falha, substituição do equipamento durante o período de reparo e disponibilidade de reserva operacional são cláusulas que definem se a modalidade é de fato vantajosa.

    Mindray e Medicalway no Sul do Brasil

    A Medicalway é distribuidora autorizada da Mindray no Sul do Brasil e a única empresa da região credenciada para manutenção autorizada dos equipamentos da marca. Para hospitais e clínicas que precisam garantir tempo de resposta ágil em caso de falha, ter a assistência técnica autorizada dentro da própria região é um critério operacional relevante, não apenas comercial.

    Os equipamentos estão disponíveis nas modalidades de compra, aluguel e comodato. Entre em contato com a equipe da MedicalWay para uma avaliação técnica e comercial adequada ao perfil da sua unidade.

    FAQ: perguntas frequentes sobre ventilador pulmonar hospitalar

    O que é um ventilador pulmonar hospitalar?

    É um equipamento médico que substitui ou auxilia a respiração do paciente, controlando o fluxo de ar e oxigênio entregue às vias aéreas. Utilizado em UTIs, centros cirúrgicos e emergências em que o paciente não consegue manter a respiração de forma autônoma.

    Qual a diferença entre ventilador de UTI e ventilador de transporte?

    O ventilador de UTI é desenvolvido para suporte ventilatório contínuo, com maior robustez tecnológica e recursos avançados de monitoramento. O ventilador de transporte é projetado para deslocamentos de curta duração, com bateria própria e dimensões compactas. A Anvisa alerta que o ventilador de transporte não substitui o de UTI em situações de suporte contínuo.

    Ventilador pulmonar é obrigatório em UTI?

    Sim. A RDC-07 da Anvisa exige um ventilador pulmonar mecânico microprocessado para cada dois leitos em UTI adulto, pediátrica e neonatal, com reserva operacional de um equipamento para cada cinco leitos.

    O que avaliar na manutenção de um ventilador pulmonar?

    Intervalo entre manutenções preventivas, disponibilidade de peças originais, existência de assistência técnica autorizada na região e prazo de atendimento em caso de falha. Manutenção fora do prazo ou com peças não originais pode comprometer o desempenho e gerar riscos ao paciente.

    Compra ou locação: qual é melhor para ventiladores de UTI?

    Depende do perfil de uso e da capacidade da instituição de absorver custos de manutenção e atualização tecnológica. A compra faz mais sentido para demandas de longo prazo. A locação é mais adequada para expansões temporárias ou quando a instituição prefere manutenção e reserva operacional incluídas no contrato.

     

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    Monitor multiparamétrico: a melhor configuração para cada tipo de leito

    A escolha de um monitor multiparamétrico não é uma decisão técnica isolada. Ela impacta a segurança do paciente, o fluxo de trabalho da equipe clínica, a manutenção preventiva do setor e a conformidade com as normas sanitárias vigentes.

    Para quem especifica ou aprova equipamentos em hospitais e clínicas, a pergunta mais relevante não é apenas qual monitor comprar, mas qual equipamento é mais adequado para cada tipo de leito e contexto assistencial.

    Este artigo responde a essa questão com base em critérios técnicos e regulatórios objetivos.

    O que é um monitor multiparamétrico

    Um monitor multiparamétrico é um equipamento médico que realiza a mensuração contínua e simultânea de múltiplos parâmetros fisiológicos do paciente, exibindo os dados em tempo real em uma única tela.

    Os parâmetros mais comuns incluem eletrocardiograma (ECG), frequência cardíaca, oximetria de pulso (SpO₂), pressão arterial não invasiva (NIBP), frequência respiratória e temperatura. Dependendo do modelo e da configuração modular, o equipamento pode incorporar parâmetros adicionais, como pressão arterial invasiva (IBP), capnografia (EtCO₂), débito cardíaco e oxigenação tecidual regional.

    A diferença entre um monitor básico e um monitor de alta acuidade está justamente na quantidade de parâmetros que pode mensurar simultaneamente, na capacidade de expansão modular e no nível de integração com os demais sistemas do hospital.

    Por que a escolha do monitor importa antes mesmo da compra

    A RDC-07 da Anvisa, de 24 de fevereiro de 2010, que dispõe sobre os requisitos mínimos para funcionamento de Unidades de Terapia Intensiva, estabelece no Art. 57 que cada leito de UTI adulto deve possuir equipamentos e materiais que permitam monitorização contínua de frequência respiratória, oximetria de pulso, frequência cardíaca, cardioscopia, temperatura e pressão arterial não invasiva. A mesma exigência se aplica aos leitos de UTI pediátrica (Art. 62) e UTI neonatal (Art. 68). 

    Ou seja, a presença do monitor multiparamétrico não é uma opção, é uma obrigação regulatória. O que varia por setor é o conjunto de parâmetros exigidos e o nível de complexidade necessário para atender adequadamente o perfil de cada paciente.

    Monitores por tipo de leito: o que considerar em cada cenário

    ITU em adultos

    A UTI adulto é o ambiente de maior variedade de perfis clínicos: pacientes pós-cirúrgicos, sépticos, com insuficiência respiratória, cardíaca ou neurológica. O monitor precisa cobrir os parâmetros básicos exigidos pela RDC-07, mas a capacidade de expansão modular é um fator determinante para os leitos de maior complexidade.

    Em leitos onde há monitoramento hemodinâmico invasivo contínuo, por exemplo, a necessidade de visualizar múltiplas curvas de pressão arterial invasiva simultaneamente ao ECG e à capnografia exige um equipamento com maior número de formas de onda simultâneas e tela com resolução adequada para leitura à distância. 

    Infecção do trato urinário neonatal (ITU)

    O ambiente neonatal impõe restrições específicas ao equipamento. Além dos parâmetros de monitoramento adaptados para recém-nascidos, o monitor precisa operar em modo noturno (redução de brilho e volume), suportar perfis de alarme configuráveis por idade gestacional e ter dimensões compatíveis com um leito que já concentra incubadora, bombas de infusão e outros equipamentos.

    Nesse contexto, o tamanho físico do monitor e a especificidade dos parâmetros neonatais pesam tanto quanto a capacidade técnica bruta do equipamento.

    Bloco cirúrgico e UTPA

    No centro cirúrgico e na Unidade de Terapia Pós-Anestésica (UTPA), o monitor acompanha procedimentos que demandam parâmetros específicos: monitoramento neuromuscular (NMT), índice bispectral (BIS) para profundidade anestésica, capnografia volumétrica e, em cirurgias cardíacas, suporte ao modo bypass cardiopulmonar (CPB).

    A escolha do monitor para esses ambientes precisa considerar a compatibilidade com os módulos de anestesia e a capacidade de integração com o sistema de gestão cirúrgica do hospital.

    Leito de observação e enfermaria monitorada

    Em leitos de menor complexidade, como enfermarias monitoradas ou salas de observação, o perfil clínico do paciente geralmente não exige a totalidade dos módulos disponíveis em um monitor de alta acuidade. Nesses casos, um equipamento mais compacto, com os parâmetros básicos e boa conectividade com a central de enfermagem, atende a demanda sem superdimensionamento.

    Critérios técnicos para a escolha do monitor

    Conectividade e integração com sistemas hospitalares

    Um monitor que não conversa com o prontuário eletrônico do hospital gera retrabalho manual e aumenta o risco de erros de transcrição. A compatibilidade com protocolos HL7, integração via gateway com sistemas EMR/HIS e conexão com centrais de monitoramento são critérios que precisam ser verificados antes da aquisição, não depois.

    Gestão de alarmes

    A fadiga de alarme é um problema documentado em ambientes de terapia intensiva. Monitores com tecnologia de filtragem e priorização de alarmes, que reduzem notificações não acionáveis sem comprometer a detecção de eventos reais, contribuem diretamente para a segurança do paciente e para a qualidade do trabalho da equipe.

    Capacidade modular e escalabilidade

    Hospitais em crescimento ou em processo de qualificação tecnológica se beneficiam de plataformas modulares, onde o mesmo equipamento pode ser expandido com novos módulos conforme a demanda clínica aumenta. Isso protege o investimento inicial e evita a substituição completa do parque de monitores a cada mudança de complexidade do setor.

    Facilidade de manutenção e suporte técnico

    A disponibilidade de manutenção autorizada na região é um critério frequentemente subestimado na especificação. Um equipamento com suporte técnico distante do hospital pode significar longos períodos de indisponibilidade e dependência de peças com prazo de entrega estendido. 

    Mindray BeneVision N Series: referência em monitoramento de alta acuidade

    A linha BeneVision N Series da Mindray reúne os monitores N12, N15 e N17, desenvolvidos para atender os diferentes perfis de leito com a mesma plataforma tecnológica. Os três modelos compartilham interface, módulos e ecossistema de conectividade, o que permite ao hospital padronizar tecnologia e treinamento mesmo utilizando modelos diferentes em setores distintos.

    A série é indicada pelo fabricante para UTI adulto, UTI neonatal, UTI pediátrica, centro cirúrgico, UTPA e pronto-socorro. Entre os recursos da plataforma estão a tecnologia iAlarm para redução de alarmes não acionáveis, integração com BeneVision DMS para monitoramento centralizado, conectividade HL7 via eGateway e compatibilidade com módulos avançados de hemodinâmica, capnografia volumétrica e oxigenação tecidual regional.

    Os modelos se diferenciam principalmente pelo tamanho de tela e número de formas de onda simultâneas: o N15 tem tela de 15,6″ e exibe até 10 formas de onda; o N17 tem tela de 18,5″ e exibe até 12.

    MedicalWay: suporte técnico especializado no Sul do Brasil

    A MedicalWay é distribuidora autorizada da Mindray no Sul do Brasil e a única empresa da região credenciada para manutenção autorizada dos equipamentos da marca. Isso garante suporte técnico especializado com peças originais e tempo de resposta mais ágil do que empresas sem estrutura regional.

    Os monitores da linha BeneVision estão disponíveis nas modalidades de compra, aluguel e comodato. Para hospitais e clínicas que precisam dimensionar o investimento por leito ou testar a tecnologia antes de uma aquisição definitiva, as modalidades flexíveis permitem estruturar a operação conforme a realidade financeira da instituição.

    Entre em contato com a equipe da MedicalWay para uma avaliação técnica e comercial personalizada para a sua unidade.

    FAQ: perguntas frequentes sobre monitor multiparamétrico

    O que mede um monitor multiparamétrico?

    Um monitor multiparamétrico mede simultaneamente múltiplos sinais vitais do paciente, como frequência cardíaca, ritmo cardíaco (ECG), saturação de oxigênio no sangue (SpO₂), pressão arterial não invasiva (NIBP), frequência respiratória e temperatura. Modelos avançados podem incluir pressão arterial invasiva (IBP), capnografia, débito cardíaco e outros parâmetros, dependendo dos módulos instalados.

    Qual a diferença entre monitor de leito e monitor de UTI?

    Na prática, a distinção está na complexidade e nos recursos disponíveis. Monitores de leito em enfermarias geralmente cobrem os parâmetros básicos de vigilância. Monitores de UTI são equipamentos de alta acuidade, com maior número de parâmetros simultâneos, capacidade modular para expansão, armazenamento extenso de dados e integração com centrais de monitoramento e sistemas hospitalares. 

    Monitor multiparamétrico é obrigatório em UTI?

    Sim. A RDC-07 da Anvisa exige que cada leito de UTI adulto, pediátrico e neonatal disponha de equipamentos que permitam a monitorização contínua de frequência respiratória, oximetria de pulso, frequência cardíaca, cardioscopia, temperatura e pressão arterial não invasiva.

    O que é um monitor multiparamétrico modular?

    É um monitor cuja capacidade pode ser expandida com a adição de módulos de parâmetros específicos, como pressão invasiva, capnografia ou hemodinâmica avançada. A vantagem da plataforma modular é que o hospital pode adquirir o equipamento em uma configuração inicial e expandi-lo conforme a demanda clínica cresce, sem precisar substituir o monitor.

    Como escolher o monitor certo para minha UTI?

    Os principais critérios são: complexidade clínica do leito, parâmetros necessários para o perfil dos pacientes internados, necessidade de integração com sistemas hospitalares, disponibilidade de manutenção autorizada na região e modelo de aquisição (compra, aluguel ou comodato). 

     

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    BeneVision N17 vs N15: qual monitor Mindray é o ideal para a sua UTI?

    Escolher o monitor multiparamétrico certo para uma UTI vai muito além do preço. Tela, quantidade de formas de onda exibidas simultaneamente, capacidade modular e integração com o sistema do hospital são fatores que impactam diretamente a segurança do paciente e o fluxo de trabalho da equipe clínica.

    O BeneVision N17 e o BeneVision N15, ambos da Mindray, fazem parte da mesma família, a série N, e compartilham a mesma plataforma tecnológica. Mas há diferenças objetivas entre eles que definem qual modelo é mais adequado para cada cenário de cuidado intensivo.

    A seguir, um comparativo técnico e clínico completo entre os dois modelos.

    O que N17 e N15 têm em comum

    Os dois modelos são monitores modulares de alta acuidade, desenvolvidos para ambientes críticos como UTI, UCC, UTIN, centro cirúrgico, UTPA e pronto-socorro, indicação declarada pelo próprio fabricante.

    Ambos compartilham a mesma base tecnológica:

    • Interface e operação: touchscreen capacitivo multitoque, com detecção automática de brilho e ângulo de visão de 178°. A interface foi projetada para que 90% das operações mais comuns sejam realizadas em no máximo dois passos, reduzindo o tempo de treinamento. Todos os monitores da série N usam a mesma interface, o que significa que quem opera um, opera todos.

     

    • Parâmetros de monitoramento: ECG com reconhecimento automático de 3, 5, 6 e 12 derivações; análise de arritmias com detecção de fibrilação atrial e monitoramento de intervalo QT/QTc; SpO₂ (com opções de módulo Mindray, Masimo ou Nellcor); NIBP; até 8 canais de IBP; até 8 canais de temperatura; respiração; e análise de segmento ST.

     

    • Armazenamento de dados: mínimo de 120 horas de dados de tendências (com intervalo de 1 minuto) e 48 horas de formas de onda em full disclosure.

     

    • Módulos avançados compatíveis: ambos suportam os mesmos módulos: HemoSight™ para monitoramento hemodinâmico (com métodos ICG, PiCCO, ScvO₂ e débito cardíaco por termodiluição), INVOS rSO₂ para oxigenação tecidual regional, capnografia volumétrica, modo CPB (bypass cardiopulmonar), NMT (monitoramento neuromuscular) e integração com o módulo BeneVision N1, que funciona como monitor de transporte sem fio ao ser removido do berço.

     

    • Conectividade: integração com o BeneVision DMS (Distributed Monitoring System), comunicação HL7 via eGateway para prontuários eletrônicos (EMR/HIS) e integração com ventiladores, bombas de infusão e sistemas de anestesia pelo módulo BeneLink.

     

    • Redução de alarmes: tecnologia iAlarm, voltada à redução de alarmes não acionáveis, com suporte às iniciativas hospitalares de controle da fadiga de alarme.

    As diferenças entre o N17 e o N15

    Com a base em comum estabelecida, as principais diferenças entre os dois modelos estão na escala, tela, formas de onda simultâneas e dimensões físicas.

    tabela comparativa das especificações do BeneVision N17 comparado com o BeneVIsion N15

    BeneVision N17: características e cenários de uso

    O que o N17 entrega a mais

    A principal diferença do N17 em relação ao N15 está na tela de 18,5″ Full HD e na capacidade de exibir até 12 formas de onda simultaneamente. Em termos clínicos, isso significa mais parâmetros visíveis ao mesmo tempo, sem necessidade de alternar telas, o que pode ser relevante em pacientes com monitoramento hemodinâmico invasivo extenso, onde múltiplas curvas de pressão, ECG e dados respiratórios precisam estar acessíveis de forma contínua.

    Para quais cenários o N17 é mais indicado*

    Leitos de maior complexidade clínica tendem a se beneficiar da capacidade de exibição ampliada do N17. Isso inclui pacientes sob monitoramento hemodinâmico invasivo (com uso de módulos PiCCO, ICG ou ScvO₂), onde a leitura simultânea de mais formas de onda oferece uma visão mais completa do quadro sem navegação adicional.

    No centro cirúrgico, o N17 é uma opção bem ajustada para procedimentos de maior complexidade, pois combina os módulos modo CPB, NMT e INVOS rSO₂ com uma tela que comporta o volume de informações gerado nesses contextos.

    BeneVision N15: características e cenários de uso

    O que o N15 entrega

    O N15 oferece a mesma plataforma do N17 em um formato mais compacto. Com tela de 15,6″ Full HD e até 10 formas de onda simultâneas, mantém todos os parâmetros, módulos e recursos de conectividade da série N, com menor ocupação de espaço e peso reduzido (5,4 kg ante 7,3 kg do N17).

    Para quais cenários o N15 é mais indicado*

    O N15 atende bem a maioria dos perfis de pacientes críticos internados em UTI geral, com monitoramento cardiorrespiratório completo e suporte a módulos hemodinâmicos. As 10 formas de onda simultâneas são suficientes para os protocolos de monitoramento mais comuns nesses ambientes.

    O formato mais compacto pode ser vantajoso em setores com maior densidade de equipamentos ao redor do leito, como a UTIN, onde o espaço físico costuma ser mais restrito. Nesse sentido, o N15 também conta com os recursos neonatais da série N: modo noturno, redução automática de brilho e volume, e perfis de alarme configuráveis por idade gestacional.

    Para hospitais em processo de padronização tecnológica em múltiplos leitos, o N15 representa uma opção estratégica: entrega a mesma interface, os mesmos protocolos de treinamento e o mesmo ecossistema de dados do N17, com uma configuração adequada para leitos de complexidade padrão a alta.

    Como escolher entre os dois modelos

    A decisão entre N17 e N15 passa por três perguntas objetivas:

    Qual é a complexidade clínica predominante do leito?

    Leitos com monitoramento hemodinâmico invasivo extenso, onde várias curvas precisam ser acompanhadas simultaneamente, tendem a se beneficiar das 12 formas de onda e da tela maior do N17. Para o perfil de complexidade padrão a alta de uma UTI geral, o N15 atende com a mesma plataforma.

    Qual é o espaço físico disponível no leito?

    As dimensões menores do N15 (396 x 313 x 193 mm ante 466 x 355 x 210 mm do N17) podem ser determinantes em setores com grande densidade de equipamentos.

    Qual é a estratégia de investimento por leito?

    Os dois modelos podem coexistir na mesma UTI, integrados à mesma central BeneVision DMS, com a equipe operando ambos sem curva de aprendizado adicional. Isso permite destinar o N17 para os leitos de maior criticidade e o N15 para os demais, mantendo uniformidade de plataforma e gestão de dados.

    Suporte técnico e fornecimento no Sul do Brasil

    A MedicalWay é distribuidora autorizada da Mindray no Sul do Brasil e a única empresa da região credenciada para manutenção autorizada dos equipamentos da marca. Isso garante suporte técnico especializado, peças originais e atendimento ágil, sem depender de deslocamentos de outras regiões do país.

    Os monitores BeneVision N17 e N15 estão disponíveis nas modalidades de compra, aluguel e comodato. Entre em contato com a equipe da MedicalWay para uma análise da configuração mais adequada para a realidade da sua unidade.

     

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