
Uma parada cardiorrespiratória não escolhe hora nem endereço. Dentro de uma clínica ou hospital, o intervalo entre o início do evento e a primeira desfibrilação é o que separa, na prática, um paciente que sobrevive de um que não sobrevive.
Isso explica por que o desfibrilador externo automático deixou de ser um equipamento restrito a hospitais de grande porte e passou a fazer parte da estrutura mínima de segurança de clínicas de portes variados. A dúvida que fica para quem gerencia esses estabelecimentos não é apenas técnica: é regulatória, operacional e financeira.
Não existe uma lei federal que torne o desfibrilador obrigatório, de forma genérica, em todas as clínicas e hospitais do país. A obrigatoriedade chega por dois caminhos regulatórios diferentes, que costumam se sobrepor.
O primeiro é o Conselho Federal de Medicina. Pela Resolução CFM nº 2.153/2016, o DEA consta como equipamento essencial para consultórios e clínicas enquadrados no Grupo 3 — os que realizam procedimentos com anestesia local sem sedação — e no Grupo 4, que reúne serviços como endoscopia tipo II e III e teste ergométrico. Hospitais com centro cirúrgico seguem a Resolução CFM nº 1.886/2008, que inclui o desfibrilador no conjunto de emergência obrigatório das salas cirúrgicas.
O segundo caminho são as leis estaduais e municipais, que exigem o DEA em qualquer estabelecimento com grande circulação diária de pessoas, independentemente de ser ou não um serviço de saúde. São Paulo (Lei 13.945/05), Rio Grande do Sul (Lei 13.109/08) e Santa Catarina (Lei 15.078/09) são exemplos de estados com legislação própria, cada um com seu limite de circulação e suas penalidades específicas em caso de descumprimento.
Na prática, uma clínica pode estar sujeita às duas frentes ao mesmo tempo: à classificação do CFM pela natureza dos procedimentos que realiza, e à lei local pelo volume de pessoas que recebe por dia.
O DEA é um equipamento portátil que analisa automaticamente o ritmo cardíaco do paciente por meio de pás adesivas posicionadas no tórax e identifica se há uma arritmia que responde à desfibrilação, como fibrilação ventricular ou taquicardia ventricular sem pulso.
Diferente de um desfibrilador manual, o DEA toma a decisão sobre a necessidade do choque de forma automática e orienta o operador por comandos de voz e sinais visuais durante todo o atendimento, incluindo o ritmo das compressões torácicas. Esse desenho torna o equipamento utilizável por profissionais com treinamento básico em suporte básico de vida, sem exigir a leitura especializada de um traçado de ECG.
Os dois equipamentos atuam sobre o ritmo cardíaco, mas em contextos distintos.
O DEA foi projetado para resposta rápida em situações de parada cardiorrespiratória, com análise e decisão automatizadas e energia pré-configurada pelo fabricante. É a primeira linha de resposta em ambientes onde a equipe presente pode não ter treinamento avançado em suporte cardíaco.
O cardioversor, também chamado de desfibrilador manual, exige que um profissional treinado interprete o ECG e selecione manualmente a energia do choque. Ele oferece o modo de cardioversão sincronizada, usado em arritmias organizadas como fibrilação atrial, e normalmente integra funções de monitor multiparamétrico. É o equipamento de escolha em UTIs, centros cirúrgicos e prontos-socorros, onde há equipe médica com treinamento em ACLS disponível de forma contínua.
Para a maioria das clínicas, o DEA cobre a necessidade real de resposta imediata. O cardioversor manual entra em cena quando a instituição já opera com equipe clínica capacitada para suporte avançado.
Em uma emergência, o tempo de resposta importa mais do que qualquer recurso adicional. Prefira equipamentos com instruções de voz claras, indicação visual do próximo passo e pás pré-conectadas que reduzam etapas manuais.
Clínicas que atendem público infantil precisam de DEA com opção de atenuador de energia ou pás específicas para essa faixa etária, já que o protocolo de desfibrilação em crianças difere do protocolo adulto.
O equipamento deve realizar autoteste periódico e sinalizar falhas de bateria ou de pás antes que isso comprometa uma emergência real. Esse recurso reduz a dependência de conferência manual pela equipe.
DEAs com registro de dados do atendimento — traçado, tempo de resposta, número de choques aplicados — facilitam a auditoria interna e a análise de protocolo após cada uso, algo especialmente relevante para clínicas do Grupo 3 e 4 sujeitas à fiscalização do CRM.
Assim como qualquer equipamento de emergência, o DEA precisa de manutenção preventiva e substituição programada de pás e bateria. A distância até um suporte técnico autorizado define o tempo que o equipamento fica indisponível quando algo precisa ser resolvido.
A compra faz sentido para instituições com previsibilidade de uso e orçamento para arcar com manutenção e eventual atualização tecnológica por conta própria. Já o comodato costuma estar vinculado a um contrato mais amplo com o fornecedor.
Para clínicas de menor porte, principalmente as que estão se adequando agora às exigências do CFM ou da legislação estadual, o aluguel tende a ser a opção mais viável: reduz o investimento inicial, evita que a manutenção fique sob responsabilidade da própria clínica e permite reavaliar o equipamento sem o compromisso de longo prazo de uma compra.
A MedicalWay é distribuidora autorizada da Mindray no Sul do Brasil, nas cidades de Curitiba, Maringá, Itajaí e Porto Alegre.
e a única empresa da região credenciada para manutenção autorizada dos equipamentos da marca. Os desfibriladores estão disponíveis nas modalidades de compra, aluguel e comodato, o que permite à clínica escolher o formato mais adequado ao seu momento e à sua estrutura de atendimento.
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O DEA foi desenvolvido para ser utilizado por qualquer pessoa com treinamento básico em suporte básico de vida, já que o equipamento orienta o operador por voz durante todo o atendimento. Dentro de clínicas e hospitais, a Resolução COFEN nº 704/2022 normatiza especificamente a atuação da equipe de enfermagem na utilização de desfibriladores em paradas cardiorrespiratórias.
Não substitui na função de primeira resposta. O cardioversor manual exige interpretação especializada do ECG e presença de profissional treinado em suporte avançado, o que nem sempre está disponível no momento exato da emergência. Muitas instituições mantêm os dois equipamentos, cada um cobrindo um cenário diferente de atendimento.
Depende da classificação da clínica pelo CFM. Se a clínica realiza procedimentos com anestesia local sem sedação, ela se enquadra no Grupo 3 da Resolução CFM nº 2.153/2016, que exige o DEA como equipamento essencial. Vale confirmar o enquadramento junto ao CRM da região, já que a fiscalização é feita localmente.
O prazo varia por fabricante e modelo, e costuma estar indicado no próprio manual do equipamento e sinalizado pelo autoteste automático. O ponto de atenção operacional é garantir que alguém na clínica seja responsável por acompanhar esses alertas, e não depender apenas da conferência visual periódica.
Existe uma variedade de tipos de filtros usados em hospitais. Eles são utilizados para reduzir o risco de contaminação cruzada entre os pacientes. No decorrer do tratamento, algumas pessoas precisam utilizar a ventilação mecânica e o filtro HME é um dos mais indicados para evitar a transferência de microrganismos patogênicos de uma pessoa para o equipamento e do instrumento hospitalar para outra pessoa.
Os médicos e enfermeiras recebem orientações quanto ao manuseio e uso do material e nos hospitais existem protocolos a ser seguidos. Isso para que todas as pessoas possam receber o melhor tratamento e para que possam melhorar rapidamente. Neste post iremos abordar algumas questões relativas ao filtro HME.
Quer saber mais sobre o uso desse instrumento hospitalar? Continue a sua leitura!
Os Heat and Moisture Exchangers, mas conhecidos como filtros HME são chamados aqui no Brasil de Trocadores de Calor e Umidade. Definidos pela American Society for Testing and Materials, os umidificadores podem ser classificados em três categorias. Entre elas podemos citar:
Uma curiosidade é que os filtros HME podem ser comparados com as vias respiratórias superiores de um humano. Afinal, eles conseguem reter o calor e a umidade e em seguida, dispersá-los aquecendo e umidificando os gases inspirados pelo paciente.
Com a capacidade de umidificar e aquecer o gás inspirado pelo paciente, os HME (trocadores de calor e umidade) são equipamentos instalados entre o conector em “Y” do circuito do ventilador e o tubo endotraqueal. Alguns destes dispositivos possuem barreira que atua como filtro microbiológico.
Algumas contraindicações do uso são para pacientes hipersecretivos, retentores de gás carbônico e para aqueles que possuem franco sangramento no pulmão. Mas, vale ressaltar que este equipamento é muito importante para evitar a infecção cruzada.
Os filtros HME estão disponíveis para venda em empresas especializadas nesses equipamentos. Antes de adquirir os materiais para o seu hospital, faça uma pesquisa de preços e verifique se os itens se encaixam nas normas técnicas. Saiba que a Medicalway é uma empresa especializada e que ela comercializa equipamentos médicos e hospitalares.
Os materiais ofertados pela empresa são indicados para centros cirúrgicos, UTIs, centros de imagem (ultrassom), e o melhor de tudo é que a empresa está presente no mercado há 18 anos. Sem contar que ela importa produtos de ótima qualidade para depois revendê-los aos hospitais e clínicas que necessitam.
Então, agora que você já sabe que o filtro HME é muito utilizado em hospitais e possui a informação de que a Medicalway é uma empresa que oferece esse tipo de material, não deixe de fazer orçamentos dos equipamentos. Você vai se surpreender com o valor e a qualidade dos itens.
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Tanto na medicina clínica quanto na hospitalar, o ultrassom portátil auxilia os médicos a fazer diagnósticos instantâneos. Isso mesmo! Assim, ao invés de fazer um pedido de exame e encaminhar o paciente à sala de ultrassom (no hospital) ou a um laboratório especializado, o que pode demorar dias, o médico faz o exame no mesmo instante em que atende o paciente.
Assim, o resultado — para que o próprio médico solicitante analise os resultados e obtenha as respostas esperadas — fica pronto no momento da consulta. Esse tipo de aparelho já era utilizado por médicos angiologistas, para fazer o ultrassom venoso em busca de problemas como varizes, por exemplo. Agora, ele está sendo utilizado para uma infinidade de diagnósticos. Acompanhe o texto e veja como funciona um ultrassom portátil, seus diferenciais e como adquirir um exemplar!
Trata-se de um equipamento que podemos considerar como sendo “de bolso”, devido ao seu tamanho e facilidade de uso — com imagens mostradas em smartphones e tablets. Dessa forma, os médicos podem utilizá-lo em qualquer lugar (sem a necessidade daquele aparelho enorme que necessita de uma sala própria para ser fixado). Com isso, o médico pode levar consigo aparelho de ultrassom portátil entre os consultório, clínicas e hospitais em que atende, algo que até pouco tempo era impensável.
Para seu funcionamento, o aparelho de ultrassonografia portátil une inteligência artificial, semicondutores e computação em nuvem para analisar as imagens capturadas. Para utilizá-lo, basta ter um aplicativo instalado e, a seguir, conectá-lo ao celular ou tablet. As imagens de alta resolução aparecerão diretamente na tela.
Antes de usar, é recomendável envolvê-lo em plásticos, os quais serão descartados imediatamente após o uso, contribuindo para a higiene e ganho de tempo. Além da facilidade de operar, o ultrassom portátil ainda é prático, rápido e higiênico, já que a consulta completa é feita na mesma sala e num único dia.
Um grande diferencial do ultrassom de bolso é fazer o diagnóstico rápido de sangramento interno (inclusive em salas de cirurgias), desenvolvimento de tumores, entre outros problemas. O dispositivo só requer uma conexão interna para enviar as imagens nas telas de tablets e celulares. Os outros diferenciais complementares são:
Além dos diferenciais citados, que já são grandes vantagens, a seguir, você conferirá os outros benefícios do ultrassom portátil!
O ultrassom portátil permite examinar os pulmões dos pacientes infectados com coronavírus instantâneamente, o que pode decidir a necessidade ou não da intubação. A outra alternativa (tomografia computadorizada) é muito mais cara e mais demorada. Durante o exame, o médico observa a membrana pleura. Se aparecerem linhas horizontais equidistantes (linhas A) o pulmão estará livre de fluidos. Entretanto, se houver acúmulo de líquido no órgão, as linhas verticais dispersas aparecerão (linhas B).
Com o aparelho de ultrassonografia portátil, é possível examinar em qualquer lugar, inclusive no centro cirúrgico, e diagnosticar — em tempo real:
Cabe lembrar, que tudo isso é feito instantaneamente, o que pode salvar a vida de um paciente que necessite de uma cirurgia de emergência. Alguns modelos, podem examinar acessos e bloqueios guiados, músculo esquelético, tireoide, entre outros lugares.
Além das grandes vantagens apresentadas, citamos outras:
Para comprar um ultrassom portátil para o hospital, é necessário que a equipe médica e administrativa avaliem quais os modelos mais adequados à unidade hospitalar, pois existem várias opções. Na Medicalway, por exemplo, são comercializados os ultrassons portáteis da Mindray, cujos modelos podem ser conferidos na página “Ultrassons Mildray“.
E então, gostou de conhecer todas as informações importantes sobre o ultrassom portátil, suas vantagens e como adquirir um para o seu hospital?
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O videolaringoscópio é um aparelho utilizado para verificação das vias aéreas de um indivíduo. O procedimento de videolaringoscopia consiste na introdução do equipamento — que possui lâminas com tamanhos adequados a cada necessidade e uma câmera — por meio do trato respiratório superior do paciente, com o intuito de visualizar em tempo real as condições e impedimentos que possam existir nos canais respiratórios.
Dessa forma, em casos de necessidade de intubação por meio de vias aéreas difíceis (VAD), ou seja, vias que possam estar obstruídas por conta de uma formação anatômica atípica, algum corpo estranho localizado nesse espaço, conteúdo desconhecido ou outro motivo circunstancial, o uso do videolaringoscópio é considerado ideal dentre as opções para o procedimento.
Neste artigo, vamos mostrar por quais motivos a videolaringoscopia se apresenta como a melhor alternativa para intubações através de vias aéreas difíceis. Continue a leitura para saber mais!
O equipamento hospitalar videolaringoscópio é uma variação avançada do laringoscópio, também utilizado para verificação do trato respiratório. Isso porque o primeiro é composto de uma sonda com câmera de inspeção, que permite visualizar em tempo real as características e condições das vias aéreas. As imagens são exibidas em uma tela que pode estar acoplada ao item ou em uma estação localizada próxima aos profissionais, a depender do tipo do aparelho.
Além disso, é de fácil manuseio, já que possui um punho com formato anatômico adequado à necessidade de conduzi-lo por espaços críticos e que, porventura, estejam obstruídos, o que permite que o profissional médico responsável pelo procedimento se sinta seguro quanto a seus movimentos e possa realizá-los com firmeza.
Por conta dessa facilidade em lidar com o aparelho e pelas imagens em tempo real transmitidas em tela, o aparelho é indicado em situações de rotina ou em que existem dificuldades para a intubação, como em casos emergenciais ou cirúrgicos, já que evita que as tentativas sejam frustradas e causem danos maiores ao paciente.
Dentre os videolaringoscópios, existem algumas opções que são propícias a cada situação ou realidade dos hospitais e clínicas. Já existe no mercado uma gama de equipamentos de ponta, cada vez mais tecnológicos e que podem auxiliar em procedimentos extremamente complexos e que exigem precisão nas ações, como é o caso das intubações traqueais por vias áreas difíceis, que tornaram-se bastante frequentes devido à pandemia de Covid-19.
Esses equipamentos são leves e adequados ao manuseio rápido, podendo ser utilizados sem aplicação de força, já que por meio da câmera de inspeção, conduzem de forma precisa pelos caminhos livres no trato respiratório. Contêm um visor acoplado — que pode ser retirado com facilidade —, o que otimiza a visualização do procedimento.
O aparelho é conectado a uma estação de trabalho, por meio da qual é possível gerenciar o exame com relatórios médicos, com gravação, fotografia e gráficos, além de possibilitar a conexão — com utilização de tecnologia Wi-Fi — a médicos ou outros profissionais que estejam em outra localidade. Essa funcionalidade permite também adequação a métodos de trabalho dentro da telemedicina, modalidade de atendimento que cresceu exponencialmente por conta da pandemia.
É mais adequado utilizar o videolaringoscópio para procedimentos médicos rotineiros e complexos — como a intubação por vias aéreas —, porque seu uso garante precisão nas ações e diminui as chances de danos ao trato respiratório dos pacientes.
A Medicalway possui videolaringoscópios que contemplam a mais alta tecnologia no mercado e que trazem em sua composição itens formulados com que o que há de mais inovador na área, em modelos portáteis ou com workstation.
Se você se interessou em conhecer esses equipamentos de altíssima tecnologia, entre em contato conosco para saber mais detalhes!
