Conheça o Hospital Pequeno Príncipe que completa 100 anos em 2019

Ter 100 anos de história não é para qualquer instituição, e o desafio se torna maior ainda quando falamos do setor hospitalar. Mas, apesar de todos os obstáculos, o Hospital Pequeno Príncipe, situado em Curitiba (PR), completa seu primeiro centenário em 2019.

Referência nacional no cuidado de crianças e adolescentes e considerado a maior organização de saúde exclusivamente pediátrica do Brasil, a organização se orgulha de ter uma trajetória pautada no atendimento integral, humanizado e igualitário. É um trabalho construído por médicos, profissionais da saúde, colaboradores, gestores, voluntários e parceiros.

A instituição conta com 370 leitos, sendo que 60 deles são de UTI. Além disso, 70% de sua capacidade é destinada ao atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2015, a entidade realizou mais de 311 mil atendimentos ambulatoriais, 23 mil internações, 20 mil cirurgias, 772 mil exames, além de 180 transplantes (órgãos, tecido ósseo e medula óssea).

Quer conhecer mais um pouco do Hospital Pequeno Príncipe? Então continue a leitura e saiba mais sobre a história, infraestrutura, tratamentos realizados e tecnologia que fazem parte dos atendimentos da instituição.

História

Era 1919, um grupo de mulheres de Curitiba começou a construir a história do Hospital Pequeno Príncipe: elas se mobilizaram para oferecer atendimento de saúde à população carente da cidade, especialmente para as crianças.

Esse grupo se uniu a médicos e autoridades locais e, assim, conseguiu inaugurar o Dispensário Infantil, que passou a receber os primeiros pacientes em outubro de 1919. A semente estava lançada: nascia aí o projeto para um hospital infantil. Após onze anos de muita dedicação e trabalho, a instituição é inaugurada em 1930.

Em 1951, a organização passa a se chamar Hospital de Crianças Dr. Cesar Pernetta e, 20 anos depois, eles inauguram o Hospital Pequeno Príncipe — atualmente chamado de Complexo Pequeno Príncipe, pois abriga, além do hospital, as Faculdades Pequeno Príncipe (2003) e o Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe (2005). A mantenedora da entidade é a Associação Hospitalar de Proteção à Infância Dr. Raul Carneiro.

O crescimento do hospital se deve à mobilização dos voluntários, ao intenso trabalho de profissionais de saúde e colaboradores, além do apoio da sociedade e de empresas, que se uniram à causa.

Momentos marcantes

O voluntariado é uma das bases do trabalho do Hospital Pequeno Príncipe e seu trabalho rendeu momentos marcantes para a entidade, como:

  • a “Campanha + Vida: Juntos Somos +” reuniu, em 2015, cerca de 500 voluntários nas ruas para a arrecadação de recursos e divulgação da causa da saúde infanto-juvenil;
  • no inverno de 2016, a população doou aproximadamente cinco toneladas de roupas e cobertores para familiares e acompanhantes de pacientes do hospital.

Tipos de tratamento

A entidade se destaca nos procedimentos de alta e média complexidade, como tratamentos oncológicos e cirurgia pediátrica. Oferece ainda atendimento em outras áreas, como:

  • Cardiologia;
  • Ortopedia;
  • Nefrologia;
  • Transplante de Medula Óssea.

É referência ainda nas cirurgias cardíacas em bebês e transplantes de órgãos. No caso do transplante de rins, o trabalho realizado é equiparado aos melhores centros mundiais no aspecto de sobrevida dos pacientes.

Desafios

O Hospital Pequeno Príncipe tem caráter filantrópico, destinando 70% de sua capacidade ao SUS. Mas o repasse do governo não cobre todos os custos. Em 2017, por exemplo, os recursos repassados representaram pouco mais de 24% da receita da instituição.

Diante disso, os gestores foram atrás de outras saídas para continuar oferecendo o atendimento. Assim, começaram a obter recursos das Faculdades Pequeno Príncipe que, em 2017, somavam 14,43% do total arrecadado. Fizeram também campanhas junto às empresas e cidadãos: no mesmo ano, essa forma de obtenção de recurso superou os R$ 40 milhões — o equivalente a 16,9% da receita total.

Pesquisa e tecnologia

Para vencer os desafios, a instituição uniu a assistência, o ensino e a pesquisa, seguindo os modelos dos principais hospitais do mundo. Com isso, a pesquisa e tecnologia estão presentes nos atendimentos do Pequeno Príncipe, auxiliando nos diagnósticos e tratamentos realizados.

A parte de pesquisa fica a cargo do Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe, que trabalha juntamente com a Pós-graduação das Faculdades Pequeno Príncipe. Os estudos são direcionados para salvar e melhorar de forma significativa a vida de crianças, jovens e adultos acometidos por doenças e acidentes graves. São diferentes módulos de pesquisa, entre eles:

  • Doenças complexas e oncogenética;
  • Estudos epidemiológicos e clínicos;
  • Medicina molecular e bioinformática;
  • Microbiologia e doenças infecciosas;
  • Neurociências;
  • Terapia celular.

Robótica

Atualmente, o hospital utiliza a telemedicina e equipamentos robóticos. Uma inovação, por exemplo, é o Robô Laura, que monitora os indicadores e sinais vitais do paciente para a detecção precoce da sepse. Ele utiliza a inteligência artificial para fazer o gerenciamento de riscos, integrando as informações de todos os pacientes e emitindo alertas para que profissionais de saúde possam agir rápido.

Biobanco

Além disso, a entidade implantou o primeiro biobanco da região Sul do Brasil, responsável pela coleta, armazenamento e gerenciamento de diferentes amostras, como tecidos, sangue, RNA e DNA. Consegue armazenar até 230 mil amostras de materiais e permite a troca de conhecimento científico com biobancos do Brasil e exterior, o que traz subsídio para a realização de pesquisas e aprimoramento dos tratamentos.

Laboratório genômico

O Pequeno Príncipe tem também um laboratório genômico, estrutura que possibilita a identificação e tratamento de muitas doenças, além de precisão no diagnóstico precoce. Auxilia ainda no prognóstico e tratamento do câncer.

Centro de Simulação Realística

Os profissionais de saúde e estudantes do Complexo Pequeno Príncipe têm agora uma forma de treinamento inovadora: o Centro de Simulação Realística. Com o simulador pediátrico, eles podem vivenciar as situações como se fossem reais, o que permite aprimorar a técnica e experiência, porém em um ambiente totalmente seguro.

O trabalho do Hospital Pequeno Príncipe deve servir de referência para outras instituições de saúde, principalmente na qualidade técnico-científica dos procedimentos e atendimento humanizado. Por isso, nesses 100 anos, há muito o que comemorar.

Você já tinha ouvido falar sobre a história desse hospital pediátrico de Curitiba? Conhece outra entidade que realiza um trabalho similar? Compartilhe conosco, deixando um comentário neste post!

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    Entenda a importância da manutenção preventiva de equipamentos médicos e os impactos na pandemia do Coronavírus

    A manutenção preventiva de equipamentos médicos é um procedimento essencial tanto para profissionais quanto para as pessoas atendidas. Afinal, todos os aparelhos utilizados numa instituição de cuidado sofrem desgastes com o uso e o passar do tempo, sendo fundamental revisá-los para evitar problemas durante a utilização.

    Em meio à pandemia de coronavírus, os hospitais têm se deparado com uma intensa demanda pela terapia intensiva. Logo, é ainda mais importante estar preparado para o acolhimento desse público.

    Pensando nisso, preparamos este post com informações práticas sobre a importância das manutenções preventivas. Quer aprender mais sobre o assunto? Continue acompanhando e entenda!

    Como funciona a manutenção preventiva de equipamentos médicos?

    A primeira etapa dessa manutenção é o inventário, em que são reunidas informações sobre o número de patrimônio, os dados do fabricante, a modalidade da revisão e outros dados sistemáticos. Em seguida, o dispositivo passa pela inspeção e higienização — é quando alguns recebem lubrificação e outros são calibrados. Todos os procedimentos são definidos de acordo com as especificidades de cada item.

    De fato, esse é um procedimento essencial para que o hospital ofereça o atendimento adequado. Dispositivos que não passam por revisão podem sofrer danos e paradas inesperados ou funcionar de forma incoerente, gerando sérias consequências para o paciente.

    Os aparelhos de unidade de terapia intensiva, por exemplo, são cruciais para suplementar funções vitais em falha — logo, um dano neles pode resultar em falecimento.

    Por que é tão importante fazê-la de forma adequada?

    É importante ter em mente que, hoje, a eficiência do cuidado caminha lado a lado a tecnologias de alto desempenho, o que só se consegue manter com revisões periódicas e planejadas.

    A manutenção preventiva de equipamentos médicos garante um melhor fluxo operacional no hospital, para que os profissionais de saúde realizem seu trabalho com tranquilidade e as pessoas atendidas mantenham-se em segurança. Assim, é possível evitar riscos aos pacientes e garantir melhores resultados nos tratamentos e atendimentos.

    Esse processo, no entanto, deve ser gerenciado de forma adequada para que as tecnologias apresentem bom desempenho e equívocos sejam evitados. Além disso, as manutenções preventivas são exigências das entidades estatais. Estar em alinhamento com essas normas garante credibilidade para a instituição, e mostra que ela coloca o cuidado integral e a saúde de seus pacientes em primeiro lugar.

    Quais são os impactos de não realizar essa manutenção em momentos de crise como a do coronavírus?

    A pandemia a do coronavírus trouxe, realmente, diversos desafios para os hospitais, demandando múltiplos esforços para o tratamento dos pacientes. Vejamos, então, quais são os impactos negativos de não ter um programa de manutenção preventiva nesse cenário.

    Paralisação do atendimento

    Uma máquina que não está operando bem pode falhar durante o uso, demandando a paralisação do atendimento e uma série de ações remediadoras. Porém, alguns problemas de saúde precisam de intervenção rápida — o coronavírus, por exemplo, dificulta a respiração, ocasionando em sérios riscos para o paciente.

    Essa paralisação não programada de serviço de saúde pode gerar agravamentos e até mesmo óbitos, por falha na gestão hospitalar. Sem dúvida, isso compromete a imagem da instituição e a expõe a problemas jurídicos.

    Comprometimento da segurança

    Médicos e profissionais de saúde precisam trabalhar com confiança nos maquinários hospitalares utilizados. Isso significa que todo aparelho tem que estar preparado para funcionar com prontidão quando for necessário.

    Se algum estiver sem manutenção, a equipe não terá o nível de segurança adequado para a efetivação dos procedimentos. E, caso o equipamento falhe ou funcione de forma equivocada, a segurança da equipe e o bem-estar do paciente ficam ameaçados.

    Riscos em relação à saúde dos pacientes

    Conforme mencionamos, as limpezas também são essenciais na manutenção — principalmente nessa pandemia de COVID-19, em que o risco de contaminação é muito grande. Se o dispositivo não passa por manutenção periódica e higienização, o hospital pode oferecer sérios riscos para as pessoas atendidas, aumentando as contaminações e dificultando a melhora do quadro.

    Diminuição de pacientes capazes de receber atendimento

    Todo equipamento tem um tempo de vida útil, que é estabelecido pelo fabricante, e precisa ser revisado periodicamente. Em alguns casos, há necessidade de lubrificação e de substituição de peças, por exemplo.

    Caso não passe pelas manutenções necessárias, em algum momento o maquinário pode falhar. Como consequência, o hospital acaba sofrendo uma redução da sua capacidade de atendimento. E, em tempos de coronavírus, ter menos tecnologias disponíveis para tratamento pode ser extremamente prejudicial, já que há um número crescente de pessoas necessitando de terapia intensiva.

    Redução da precisão

    A falta de manutenção preventiva também pode fazer o equipamento médico apresentar medidas pouco precisas, ou seja, com um grau maior de variação de resultados. Isso diminui a eficiência das operações, como um todo, e pode trazer riscos para as análises dos profissionais de saúde.

    Falta de atendimento adequado para pacientes em estado crítico

    O coronavírus provoca vários sintomas que podem levar o paciente a um estado crítico. Com isso, o uso de aparelhos para suporte às funções vitais passa a ser essencial para a recuperação. Porém, se não passar pela manutenção necessária, o maquinário pode ficar indisponível — o que é muito perigoso em casos de demanda por serviços de terapia intensiva.

    Falta de suporte para a equipe médica

    Como dissemos, para que todos os outros profissionais do hospital trabalhem bem, é essencial que possam contar com aparelhos funcionais e prontos para o uso. Sem a manutenção preventiva, portanto, a equipe não terá o suporte adequado para a prestação de serviços em saúde. Isso pode até gerar um aumento da rotatividade, já que os colaboradores vão procurar instituições mais capazes de fornecer recursos para o seu trabalho.

    Vale dizer, por fim, que essa manutenção precisa ser realizada de forma regular e por profissionais habilitados. Sua periodicidade deve ser delimitada a partir das orientações do fabricante, da análise do grau de utilização e da avaliação de risco. Também é essencial que haja um registo sistematizado das revisões e aquisições desses aparelhos, para garantir que estejam sempre operando de forma funcional quando necessários.

    Fica claro, portanto, que a preventiva de equipamentos médicos contribui para uma maior efetividade dos atendimentos, de forma que o estabelecimento tenha condições de oferecer assistência sólida e suporte à vida aos pacientes. Especialmente neste momento de crise em que estamos vivendo.

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    Fique por dentro das melhores ferramentas de gestão hospitalar

    Fique por dentro das melhores ferramentas de gestão hospitalar. Um hospital é uma organização muito complexa, que depende de uma série de procedimentos, documentações e atividades para funcionar bem. Garantir a disponibilidade de recursos e fornecer atendimento de máxima qualidade para o paciente é essencial para manter uma boa posição no mercado e conquistar a confiança do público. Por trás de um bom desempenho, há uma rede de ferramentas de gestão hospitalar que pode ajudar a gerenciar processos com efetividade e facilitar o dia de trabalho no estabelecimento.

    Neste conteúdo especial, vamos explicar mais sobre essas soluções, para que você fique por dentro das melhores ferramentas de gestão hospitalar. Ficou interessado? Continue acompanhando para aprender sobre as ferramentas de gestão hospitalar!

    Qual a importância de realizar a gestão hospitalar de forma eficiente?

    É essencial se preocupar com a gestão hospitalar. A eficiência dos processos no estabelecimento pode fazer a diferença nos resultados. Com um gerenciamento efetivo do hospital, é possível promover um uso adequado dos recursos, minimizando os desperdícios e garantindo maior produtividade.

    A ampla complexidade das práticas na instituição de saúde se dá principalmente porque a missão dela é o cuidado. Mas para oferecer a assistência, o atendimento humanizado e o acolhimento necessários, uma série de procedimentos logísticos, financeiros e burocráticos está envolvida. Dessa forma, ter estratégias de sistematização e organização das atividades é essencial. Isso pode ser concretizado com apoio das ferramentas e soluções corretas.

    Quais são as melhores ferramentas de gestão hospitalar?

    Há várias ferramentas de gestão hospitalar que oferecem uma série de contribuições para a instituição. Elas contribuem ampliando possibilidades, facilitando a análise de problemas e potencializando avaliações. Quer aprender outras informações sobre esses recursos? Continue acompanhando o nosso post e veja mais!

    Ciclo PDCA

    O ciclo PDCA (Plan, Do, Check, Act, do inglês Planejar, Executar, Verificar, Agir) é uma ferramenta estratégica, que permite aumentar o poder de análise e desenvolver fluxos de trabalho com mais efetividade na instituição de saúde. Ele envolve uma fase de estruturação dos procedimentos chamada planejamento, que precede a execução do plano. A fase seguinte é de revisão das práticas, seguida pela ação, com as correções inseridas.

    Esse recurso possibilita estruturar processos a partir de revisões constantes e feedbacks, estimulando o aperfeiçoamento contínuo. Isso contribui com a imagem do hospital e ajuda a otimizar o fluxo de trabalho no estabelecimento de saúde.

    PEP

    O Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) é uma ferramenta essencial para otimizar a gestão hospitalar. A solução simplifica a comunicação entre profissionais de saúde e ajuda a minimizar falhas e equívocos. Além disso, o PEP possibilita reduzir custos com papéis e usar melhor o espaço da instituição, já que dispensa a armazenagem física.

    Acrescentamos também que o prontuário eletrônico pode ser associado com soluções tecnológicas compatíveis utilizado para o mapeamento epidemiológico e realização de análises e previsões. Isso facilita o dia a dia do estabelecimento de saúde e permite ter um maior preparo para enfrentar contextos adversos.

    5W2H

    A ferramenta 5W2H é um roteiro de perguntas estratégicas para a implementação de mudanças ou lançamento de projetos, ajudando na melhor estruturação do processo. A sigla aborda as questões realizadas, em inglês, que são What (o quê?), Why (por quê?), When (quando?), Where (onde?), Who (quem?), How (como?) e How Much (quanto custa?). Assim, podemos dizer que as perguntas servem como orientadoras, ajudando a sistematizar e organizar as ações a serem realizadas.

    DRG

    O Diagnosis Related Group (Grupos de Diagnósticos Relacionados) é uma ferramenta que classifica pacientes hospitalizados de acordo com o grau de complexidade do caso. Ele se baseia em uma série de informações coletadas no prontuário, como o diagnóstico que motivou a internação, diagnóstico secundário e intervenções terapêuticas realizadas.

    O software codifica os dados e fornece os registros ao profissional especializado, chamado codificador DRG. O sistema se vale de banco de dados primário, que é o prontuário e a informação clínica, e não o secundário, que são as faturas. Isso tende a melhorar a efetividade do processo, pois o prontuário reúne detalhes de histórico clínico. Nesse contexto, o sistema devolve indicadores, gráficos e relatórios, trazendo a oportunidade de realizar análises e oferecendo maior previsibilidade e controle para a gestão.

    BPM

    O Business Process Management (Gestão de Processos de Negócios) aplicado à saúde é uma solução para mapear os processos no hospital, facilitando a identificação de lacunas e a visualização de oportunidades.

    A ferramenta também permite aperfeiçoar procedimentos de pouca visibilidade, mas que podem gerar entraves. Com isso, há um maior controle de fluxos de atividades e a oportunidade de corrigir ciclos e atividades que não estão com bom desempenho. Dessa forma, a instituição ganha em qualidade e produtividade.

    GED

    A Gestão Eletrônica de Documentos (GED) é uma ferramenta de gestão para digitalizar toda a documentação gerada diariamente no hospital. Os arquivos físicos gerados possuem também uma cópia digital e são armazenados de forma organizada no sistema.

    Os processos administrativos são todos passados para o meio informatizado e os dados podem se comunicar com o Prontuário Eletrônico do Paciente. Isso promove integração e aumenta a produtividade da organização de prestação de serviços em saúde, já que os procedimentos ficam mais ágeis. Outra grande vantagem é o melhor uso do espaço, evitando grandes pilhas e excesso de papéis na instituição.

    Diagrama de Ishikawa

    O Diagrama de Ishikawa funciona como um esquema para orientar a identificação de causas de falhas e problemas. Ele é estruturado com uma espinha de peixe. A linha central é a questão a ser resolvida. As vértebras e ramificações são as possíveis causas e subcausas. Assim, o diagrama ajuda a visualizar melhor o problema, facilitando o delineamento de soluções.

    As consequências de não adotar as ferramentas e estratégias certas de gestão hospitalar são a perda de produtividade, aumento das glosas hospitalares, dificuldade em identificar os pontos geradores de problemas e queda de credibilidade do estabelecimento de saúde. Assim, a falta de soluções de gerenciamento pode ser prejudicial em diversos aspectos, gerando um ambiente insustentável e que não oferece segurança suficiente para o paciente.

    As ferramentas de gestão para organizações de atenção à saúde são essenciais para potencializar processos, facilitar análises e promover um fluxo de trabalho mais ágil e produtivo. Dessa forma, o hospital pode oferecer uma estrutura sólida e robusta em serviços de saúde.

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    Prescrição digital: como funciona essa tendência e quais são os benefícios?

    Prescrição digital, como funciona essa tendência e quais são os benefícios?As prescrições médicas são parte importante das rotinas dos estabelecimentos de saúde, reunindo as recomendações dadas por profissionais habilitados para que o paciente se recupere de quadros patológicos. Nesse contexto,a prescrição digital é uma tecnologia inovadora que ganha cada vez mais adesão das instituições de cuidado.

    Na plataforma Memed, por exemplo, foram realizadas mais de 3 milhões de prescrições em 2018, contando com 60 mil médicos inscritos no mesmo ano. Os ganhos com a implementação dessa tecnologia, que é uma das vertentes da telemedicina, são muitos, proporcionando redução de custos, otimização de processos e aumento da segurança do paciente.

    Preparamos este conteúdo especial com informações sobre prescrição digital como funciona essa tendência e quais são os benefícios? Mostrando como esse recurso funciona e quais são as possibilidades que ele abarca para o hospital ou clínica. Ficou interessado? Continue acompanhando e entenda mais sobre o tema!

    O que é prescrição digital?

    A prescrição digital é a emissão de receita médica ou recomendação de procedimentos por via informatizada. Isso significa que o profissional de saúde pode inserir as informações em uma plataforma especializada, equipada com assinatura digital, e o paciente poderá acessar o conteúdo por meio de dispositivo eletrônico.

    Há também possibilidades de intercomunicação entre o sistema do médico e a rede de farmácias. Assim, quando o paciente fornecer os dados, o farmacêutico pode abrir a receita no computador do estabelecimento e consultar as informações necessárias para que o paciente adquira os remédios necessários e saiba as dosagens corretas.

    Como a prescrição digital funciona?

    A prescrição digital funciona por meio de softwares em nuvem. O profissional se cadastra na plataforma e insere as informações das rotinas de cuidado na página. Ele pode consultar bancos de dados acerca de medicações e disponibilidades de remédios, pois o software se conecta aos sistemas de farmácias. Com a finalização da composição do documento, o doutor pode enviar o link do registro informatizado para o paciente, que pode então fazer a compra dos itens recomendados.

    A farmácia também pode acessar ao sistema e abrir o documento elaborado pelo médico. Isso significa que o paciente pode ir até a farmácia, fornecer o CPF e o registro será acessado. O processo é realizado sem uso de papel e com facilidades logísticas. Afinal, o profissional pode emitir a receita de onde estiver e o paciente não precisa se deslocar para o consultório para buscar o documento.

    Quais são os benefícios da prescrição digital?

    A prescrição digital traz vários benefícios para pacientes e médicos. Vamos mostrar quais são essas vantagens a seguir. Veja mais!

    Redução de custos

    Papéis e carimbos representam um custo relevante para o orçamento do estabelecimento de saúde. Eles podem não representar um grande valor unitário, mas pesam no orçamento quando há um grande volume de atendimentos, pois o número de prescrições emitidas por dia é realmente alto.

    Com a prescrição digital, o impacto positivo nas despesas é considerável. Além disso, outro fator importante que afeta diretamente a experiência do paciente é que ele tem acesso à receita com mais facilidade, com reduzidos custos de deslocamento.

    Otimização do tempo de trabalho do profissional da saúde

    Um profissional de saúde tem diversas preocupações durante a consulta. O fornecimento de uma boa escuta, atendimento humanizado, preenchimento de prontuário, acompanhamento adequado do caso, escuta de questões subjetivas e clínicas e também a logística dos processos são alguns exemplos.

    Preencher uma receita à mão envolve papel carbono, escrita legível, clareza, explicação detalhada. Em alguns casos, é necessário emitir mais de um registro, pois uma medicação é adquirida em farmácia e a outra no posto de saúde. Acrescentamos que essa rotina não acontece só uma vez. Ela se repete em vários momentos ao longo do expediente. Isso torna os procedimentos demorados e desgastantes para o médico.

    Com a prescrição digital, o profissional pode fazer as recomendações e indicações mais rápido e com facilidade. Isso simplifica a rotina e permite que o médico tenha mais tempo disponível para oferecer um melhor atendimento. Os bancos de dados integrados à plataforma em nuvem também permitem o acesso à informações sobre remédios e dosagens com agilidade e precisão. Isso otimiza atividades e proporciona melhores possibilidades para o colaborador da saúde.

    Aumento da segurança das informações

    O sistema de prescrição digital é altamente seguro e criptografado. Com ele, o paciente terá acesso aos itens necessários para fazer uma boa rotina de cuidados, sem riscos com erros de dados ou medicações equivocadas. A perda do documento físico também se torna nula, o que evita retrabalho.

    Além disso, problemas com ações de pessoas mal-intencionadas, que podem tentar falsificar prescrições ou obter medicamentos de forma ilegal, são minimizados. Isso favorece a proteção do paciente e da integridade do profissional de medicina.

    Evitação da repetição de exames

    As plataformas de prescrição digital se integram aos sistemas de prontuário eletrônico. Com isso, o médico pode acompanhar de perto todas as atividades de saúde realizadas pelo paciente. A medida evita as repetições de exames por falta de comunicação entre equipes de tratamento e atendimento, pois todas as informações estão registradas em sistemas seguros em nuvem. Isso reduz custos para os pacientes e facilita a rotina de profissionais.

    Por que o médico deve adotar a prescrição digital no hospital?

    Adotar a prescrição digital no hospital é uma ótima alternativa para facilitar a rotina de profissionais e oferecer mais comodidade aos pacientes. Com esse sistema, os processos na instituição ficam mais rápidos e precisos, com diminuição dos erros e do retrabalho.

    Além disso, esse recurso informatizado cria condições para fortalecer a rede de atendimento com a conectividade, por meio de uma comunicação sólida e precisa entre as instituições de saúde. Isso contribui para melhorar a imagem da organização de saúde diante de pacientes e colaboradores.

    A prescrição digital no hospital é uma excelente alternativa para otimizar processos e simplificar a rotina da equipe e dos pacientes. Com esse recurso, os procedimentos ganham agilidade, qualidade e eficácia. Além disso, a estrutura de segurança da informação é fortalecida, proporcionando condições para a melhora da proteção dos pacientes e dos profissionais da saúde.

    E então, gostou de aprender sobre a prescrição digital como funciona essa tendência e quais são os benefícios? Confira também o nosso post especial sobre os benefícios da tecnologia na área da saúde!

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