Atendimento online: o que é permitido ou não pelo CFM?

Atendimento online: o que é permitido ou não pelo CFM? Os avanços da tecnologia trouxeram a criação de diversos tipos de dispositivos, como notebooks, tablets e smartphones. Junto a isso, a internet e as buscas feitas online passaram a fazer parte intensamente do cotidiano.

Por esse motivo, não explorar o universo digital pode significar perda de público e de competitividade no mercado. Isso também vale para clínicas, instituições e profissionais da saúde. Isso porque as buscas online não servem apenas para a pesquisa de doenças, mas também para encontrar e contatar profissionais da área.

Nesse contexto, apresentamos neste artigo um panorama geral sobre o atendimento online feito por médicos. Saiba no atendimento online o que é permitido ou não pelo CFM?, os benefícios, tanto para profissionais quanto para os pacientes, de usar a tecnologia na medicina e outras questões fundamentais sobre o assunto. Confira!

O que significa fazer atendimento médico online?

O atendimento médico online é uma modalidade da telemedicina. Isso significa que as tecnologias da comunicação são utilizadas para realizar assistência à saúde a distância. Dessa forma, por meio de aparatos eletrônicos, o médico e outros profissionais da área de saúde podem realizar consultas, diagnósticos, acompanhamentos e até realizar cirurgias sem a necessidade de proximidade física com os pacientes.

Essa não é uma realidade em todo o mundo, visto que a maioria das tecnologias empregadas demanda altos custos. No entanto, nos últimos anos, a telemedicina tem ganhado notoriedade no território brasileiro. Por esse motivo, os órgãos reguladores, como o CFM, estão em um momento de análise e elaboração das regras e condições para que os atendimentos médicos aconteçam com eficácia e segurança.

Até o ano passado, só era permitido que os médicos realizassem contato, por videoconferência, com especialistas para tirar dúvidas e pedir uma segunda opinião sobre diagnósticos e procedimentos. Porém, uma nova resolução que entrou em vigor em maio de 2019 prevê mudanças nessa conduta.

A Resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) nº 2.227/18 estabelece que os médicos brasileiros podem realizar consultas online, telediagnóstico, prescrição online e telecirurgias, assim como outras formas de atendimento médico a distância, com alguns cuidados e ressalvas que serão abordados em seguida.

O que é permitido pelo CFM?

Teleconsulta

A teleconsulta é descrita como a consulta médica remota, feita quando médico e paciente se encontram em locais geográficos distintos. Segundo o CFM, é imprescindível que a primeira consulta seja presencial. Depois, pode-se realizar o acompanhamento (como a mostra de resultado de exames e a elucidação de dúvidas) através da tecnologia.

No caso de lugares com acesso complicado, como florestas, navios, reservas indígenas e plataformas de petróleo, por exemplo, em que o acesso médico é difícil, a primeira consulta pode ser feita virtualmente. A ressalva é que o paciente seja acompanhado por algum profissional da área de saúde.

No caso de doenças crônicas e casos mais graves, recomenda-se que a consulta presencial tenha intervalos não superiores a 120 dias.

Prescrição médica a distância

Após as teleconsultas, em boa parte dos casos, é necessário realizar a prescrição de medicações ou o pedido de exames. Essa ação também pode ser feita a distância, contando que o documento tenha a identificação do médico (nome, número do registro no CRM e endereço), identificação do paciente, data e hora e a assinatura digital do médico.

Telediagnóstico

Com o avanço da telemedicina, é possível realizar exames diagnósticos e enviá-los para grandes centros, habilitados com profissionais experientes para analisá-los. Nesse caso, é feita a emissão de laudo dos exames, por meio de dados, gráficos e imagens dados enviados online.

É fundamental que a avaliação seja feita por um profissional médico com Registro de Qualificação de Especialista (RQE) na área que está relacionada ao procedimento diagnóstico.

Telecirurgia

A telecirurgia já é uma realidade devido ao desenvolvimento de robôs cirúrgicos. Essa tecnologia pode ser operada enquanto o paciente se encontra na mesma sala que o cirurgião ou a distância.

Atualmente, esse procedimento é regulamentado no Brasil, sendo permitido desde que o paciente conte com o acompanhamento de um cirurgião com as mesmas habilitações que o cirurgião remoto. Isso porque o médico poderá intervir se houver intercorrências, como falta de energia ou problema no maquinário.

O que não deve ser feito através da internet?

Consulta através de redes sociais ou WhatsApp

O diálogo entre o médico e seus pacientes via redes sociais e WhatsApp não é proibido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). No entanto, é recomendado que o atendimento online, nesses casos, seja usado apenas para tirar dúvidas, facilitar o envio do resultado de exames e distribuir material educativo.

Isso porque a comunicação por essas vias não constitui uma consulta completa e também não pode ser remunerada. A teleconsulta deve ser feita por plataforma indicada e aprovada pelo CFM.

Propaganda e marketing online inapropriada

Os médicos podem, e devem, ter presença nas redes sociais. No entanto, é preciso ter muita cautela com o que é divulgado. Fotos de pacientes, independentemente da finalidade e mesmo que autorizado, são proibida. Esse é um erro bastante disseminado, visto que é comum vermos fotos de antes e depois a fim de mostrar a eficácia de cirurgias e procedimentos.

Outra pratica proibida é utilizar os equipamentos médicos em fotos divulgadas online e até fisicamente para atrair o paciente. Mesmo que a aparelhagem do consultório ou clínica seja moderna, não pode-se valer dessa tática.

Além desses cuidados éticos, existem vários outros que devem ser seguidos no marketing médico. Recomenda-se acessar o site do CFM e conferi-los a fim de evitar problemas com a justiça.

Quais os benefícios do atendimento online em saúde?

A telemedicina tem diversos benefícios, tanto para os profissionais quanto para os pacientes. Primeiramente, é preciso entender que há desigualdade no acesso à saúde, principalmente para as pessoas que residem em localidades remotas. Além disso, a grande maioria dos especialistas está localizada nos grandes centros, o que torna o cuidado de doenças mais raras ou complicadas mais difícil.

Com a tecnologia, os pacientes em locais afastados poderão ser atendidos, diagnosticados e tratados em tempo hábil, permitindo uma assistência qualificada de saúde, mesmo a distância. Essa também é uma grande vantagem para os pacientes que apenas precisam tirar dúvidas simples ou fazer a leitura de exames, uma vez que permite a rapidez da resposta e evita o deslocamento.

E então, entendeu as vantagens que o atendimento online pode trazer para a saúde? O acesso mais amplo, associado a práticas mais modernas e assertivas, serão um grande avanço para a medicina.

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    Uber médico: veja como a tecnologia está transformando o atendimento na saúde

    Tecnologia e medicina sempre andaram de mãos dadas, proporcionando inovação dentro e fora dos centros cirúrgicos. Os avanços englobam desde novos equipamentos e técnicas até formas de melhorar a relação médico-paciente. Nesse sentido, o destaque da vez é o chamado Uber médico — agendamento de consultas domiciliares por um aplicativo.

    Como tudo que envolve a saúde digital, logo despontam preocupações em relação à qualidade e à segurança do atendimento prestado. Assim, surgem dúvidas quanto à regulamentação e fiscalização do serviço, bem como à preservação da ética médica.

    Assim, neste post abordamos o assunto explicando como funciona o Uber médico, quais são os aplicativos disponíveis no Brasil e o que diz o Conselho Federal de Medicina a respeito. Acompanhe!

    Como funciona o Uber médico?

    Nomeado assim em função da semelhança com a plataforma de transporte, é um serviço que permite o agendamento de atendimento médico familiar por meio de aplicativo. Além de buscar facilitar a marcação de consultas, o conceito do Uber médico visa humanizar a medicina, resgatando antigo médico de família, porém, com mais tecnologia.

    Além de consultas médicas, o serviço pode ser utilizado para a vacinação e também coleta de exames. Trata-se de uma boa opção para idosos, mães com crianças muito pequenas e pessoas com mobilidade reduzida, por exemplo. No entanto, é importante ressaltar que as visitas são indicadas para casos de baixa complexidade, não englobando urgências e emergências médicas.

    O aplicativo funciona conectando médico e pacientes. Os primeiros devem se cadastrar, apresentando os devidos documentos, e aguardar a aprovação. No perfil de um médico, ficam disponíveis diversas informações, como foto, formação, especialidade e experiência profissional. Além disso, o profissional deve informar as localidades e horários em que está disponível para realizar atendimento.

    Já os pacientes devem fazer um cadastro como usuários e para solicitar uma consulta precisam informar os sintomas, especialidade requerida e endereço em que deseja ser atendido. Após essa etapa, deverá escolher a data e horário, solicitando o agendamento.

    As consultas têm um preço pré-determinado, podendo variar entre dias úteis e fins de semana e feriados, médico, especialidade e localidade. Os pagamentos são feitos pela plataforma que costuma aceitar cartões de crédito. Os aplicativos ficam com uma porcentagem do valor pago pelo paciente.

    Quais são os principais aplicativos disponíveis?

    No Brasil há, pelo menos, três aplicativos que oferecem esse tipo de serviço em funcionamento, sendo o primeiro deles o Docway, desde 2015. Além da Docway, as empresas Doctor Engage e Doutor Já disponibilizam serviço semelhante.

    De acordo com o Conselho Federal de Medicina, os aplicativos oferecem mais de 50 especialidades médicas, sendo pediatria e clínica geral as mais solicitadas.

    Docway

    Trata-se do primeiro aplicativo de Uber médico do Brasil, conta com mais de 3 mil médicos cadastrados. Criado pelo curitibano Fábio Tiepolo, o aplicativo surgiu da ideia de conectar médicos e pacientes, estimulando a realização de consultas domiciliares. O serviço já está presente em mais de 250 cidades do país.

    Disponível para iPhone e Android, o aplicativo oferece um histórico das suas consultas, solicitação de recibos e permite a criação de sub-perfis para familiares. Uma das grandes vantagens que o aplicativo oferece é a flexibilidade e autonomia para a marcação de consultas.

    Entretanto, os preços podem não ser muito atrativos. Os valores são definidos pelos próprios médicos e podem variar bastante, porém o ticket médio é de R$ 250 a R$ 300.

    O que você precisa saber sobre a regulamentação pelo CFM?

    Embora o primeiro aplicativo já esteja em atividade no país desde 2015, somente fevereiro de 2018 o CFM regulamentou e declarou ético o serviço de Uber médico. Para tal, o Conselho elaborou uma série de resoluções que dispõem sobre as exigências para o funcionamento dos aplicativos.

    Há uma grande preocupação com a preservação da ética na relação médico-paciente e também com a publicidade desse tipo de serviço, gerando uma concorrência desleal em detrimento da qualidade. Assim, listamos aqui algumas regras que devem ser seguidas tanto pelos aplicativos quanto pelos profissionais. Veja:

    • os médicos cadastrados devem ter o Registro de Qualificação e Especialidade (RQE), ou seja, aquele que comprova terem feito residência ou passado em prova específica da especialidade que exercem;
    • os profissionais devem fazer o registro físico e digital da consulta realizada, possibilitando o acesso ao prontuário, tanto pelo paciente quanto por outros médicos;
    • cada plataforma deve ter um diretor técnico médico, a fim de garantir que os serviços sejam prestados com a devida qualidade;
    • é vedada e divulgação do valor das consultas em anúncios publicitários. Assim, o paciente só deve ter acesso ao preço da consulta ao abrir a ficha do médico.

    Como é a aceitação dos pacientes que usam o serviço?

    Para os médicos, as principais vantagens são definir seus horários de atendimento e valores cobrados, além de economizar com infraestrutura e reduzir o índice de absenteísmo — grande desafio nos consultórios.

    Já para os pacientes, a praticidade e a agilidade de marcar uma consulta sem burocracia, fila de espera e de ser atendido em casa são os maiores atrativos. Por isso, os serviços vêm ganhando mais e mais usuários ano a ano, porém, os especialistas alertam para algumas questões.

    Por exemplo, os aplicativos não são obrigados a mostrar a avaliação dos profissionais em suas fichas, e também não ficam claras as responsabilidades do aplicativo pelo atendimento prestado, já que não há punição prevista. Além disso, os valores praticados podem ser um entrave a popularização do serviço.

    De toda forma, é importante estar atento às tendências tecnológicas na área da saúde, sobretudo as que buscam melhorar a experiência do paciente. Afinal, um médico precisa se manter atualizado tanto tecnicamente quanto em relação à gestão de sua carreira.

    Nesse sentido, o Uber médico vem sido cada vez mais procurado por médicos recém-formados que não ainda não têm consultório, mas também por profissionais mais experientes que buscam renovar suas formas de exercer a profissão e estreitar a relação com seus pacientes.

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    Hospital digital: entenda o que é e quais os benefícios

    Você já deve ter ouvido falar nos termos “hospital digital”, não é mesmo? Mas você sabe o que isso realmente quer dizer? Será isso uma tendência ou uma realidade já vivenciada em instituições de saúde?

    Bom, considerando que a tecnologia avança de maneira acelerada no setor, sistemas de digitalização e informatização se fazem cada vez mais presentes e, o mais importante: operam de forma integrada. Afinal, todos os dados gerados na instituição devem ser analisados com o apoio da inteligência artificial, para promover uma medicina mais preditiva e eficiente.

    Nesse cenário, então, como o hospital digital funciona? É o que veremos a seguir! Continue acompanhando e se surpreenda com os benefícios, características e expectativas para o futuro da saúde.

    O que é o hospital digital?

    Basicamente, esse hospital se difere dos demais devido à sua implementação intensa de práticas que se baseiam na tecnologia da informação (TI). Logo, para que seja 100% digital, ele não deve utilizar papel, e toda a submissão e troca de dados deve ser realizada de maneira digital.

    Quando imagina um hospital tradicional, você pensa em prontuários físicos destinados a cada paciente, documentos e resultados de exames impressos? E a gestão de cadastro individual, que não se interliga com o estoque e o método de faturamento? Pois bem, em um hospital digital, existe uma integração total entre os sistemas interno e externo.

    Assim, níveis altos de tecnologia da informação clínica e mecanismos de segurança promovem cuidados médicos com muito mais eficiência operacional e qualidade de atendimento.

    Como é o processo de informatizar o hospital?

    A Healthcare Information and Management System Society (HIMMS) estabelece critérios e sete níveis que classificam esse processo de informatização dos hospitais, de acordo com a inserção de certas soluções. Dependendo de alguns sistemas já implementados, a instituição pode iniciar na classificação um, em que as informações do paciente e das principais atividades de administração são digitalizadas.

    A partir disso, o hospital vai evoluindo até o nível seis — em que existe uma interoperabilidade interna, ou seja, todo e qualquer sistema interno é integrado — ou o sete, que abrange a condição de interoperabilidade externa. Em outras palavras, a instituição consegue se comunicar com outros parceiros (como laboratórios, fornecedores e operadoras) sem a utilização de papel.

    O hospital digital que atinge o nível sete compartilha absolutamente todas as informações entre os setores. Assim, emergência, ambulatórios blocos cirúrgicos conversam e se atualizam em tempo real, além de alimentarem dados que geram relatórios com análises de atendimento e do serviço prestado.

    Alguns exemplos de ferramentas que promovem essa extinção do uso do papel são os softwares de gestão hospitalar, os sistemas de armazenamento e o compartilhamento de imagens e exames, bem como prontuários eletrônicos integrados.

    Como é realizada essa implementação?

    Como primeiro passo, os gestores devem traçar planos e metas de acordo com o nível de digitalização que pretendem alcançar — e, claro, que a estrutura do hospital consegue comportar. Então, devem solicitar uma avaliação prévia, que pode ser realizada por consultorias parceiras da HIMSS.

    Depois que a situação é analisada, inicia-se o projeto de digitalização com o apoio de estudos da infraestrutura de tecnologia da informação. Para suportar a troca intensa e massiva de informações, redes e equipamentos de qualidade devem ser obtidos. Dependendo do nível em que o hospital já está classificado, ações como a implementação de prontuários eletrônicos, sistemas de certificação digital, controle do fluxo de medicamentos e checagem eletrônica à beira-leito também são adotadas.

    Quais são os diferenciais e benefícios do hospital digital?

    Considerando os avanços tecnológicos que constituem a informatização, não é difícil perceber que os seus benefícios também são inúmeros, certo? Eles abrangem aspectos que proporcionam desde uma maior segurança para os pacientes até a própria redução de custos. Vejamos, a seguir, os principais deles!

    Inteligência na integração

    Quando o corpo clínico recebe alertas em tempo real, as intervenções são realizadas com mais precisão. Isso porque o acesso integrado às informações permite que elas sejam obtidas no prontuário e analisadas nos monitores de sinais vitais, otimizando qualquer procedimento de urgência.

    Redução de custos

    É possível reduzir gastos, por exemplo, com cirurgias canceladas de última hora. Com a digitalização, a rotatividade é analisada todo o tempo, o que diminui a ocorrência de centros cirúrgicos parados.

    Nesse contexto, o retorno financeiro da instituição também é bastante relevante, uma vez que, além de economizar papel e gastos com transações burocráticas, o tempo de estadia do paciente também diminui.

    Segurança do paciente

    Esse é outro ponto fundamental entre as vantagens: como todos os processos são circuitos fechados, operações como a prescrição e liberação de medicamentos são checados pela inteligência do sistema. Não é nenhuma surpresa, inclusive, o fato de que em um hospital digital os erros médicos são reduzidos significativamente.

    Conhecimento aprofundado sobre os pacientes

    Você sabia que quanto mais o perfil dos pacientes é conhecido pela instituição, mais fácil é fazer campanhas efetivas e oferecer serviços que, realmente, atendem o seu público? Além disso, aspectos como a sazonalidade e outros períodos de sobrecarga no atendimento ambulatorial ficam mais previsíveis, permitindo que o hospital tome ações para suprir essa demanda de antemão.

    Quais são as expectativas do hospital digital?

    O processo para obter a certificação como hospital digital é complexo e pode durar alguns anos. No entanto, essa é uma tendência que, certamente, ainda será bastante explorada — principalmente se a instituição adotar tecnologias como Internet das Coisas (IoT), Big Data e telemedicina.

    Hoje, no Brasil, existem três hospitais de nível sete (Hospital Unimed Recife III, Hospital Márcio Cunha de Ipatinga e Unimed Volta Redonda), mas as expectativas de implementação para o futuro próximo são bem positivas. Até porque esse é um ponto de partida para inovações e benefícios que a medicina do futuro consegue promover.

    É imprescindível ressaltar, por fim, que de nada adianta implementar sistemas tecnológicos e informatizados se a cultura interna dos colaboradores não acompanhar esse processo. O hospital digital exige mudanças importantes nesse sentido, e é preciso existir uma sinergia com a revolução digital na saúde para que os seus benefícios sejam realmente obtidos.

    Gostou de aprofundar seus conhecimentos sobre os conceitos e expectativas do hospital digital? Nós produzimos constantemente conteúdos sobre avanços tecnológicos na área médica, então, siga nossas as redes sociais para ficar por dentro das próximas atualizações! Estamos no Facebook, no Instagram e no LinkedIn.

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    Tecnologia em cirurgias: conheça os avanços e como tem beneficiado a área da saúde

    A inovação tecnológica já está presente no dia a dia de médicos e pacientes. Softwares e aplicativos médicos, agendas on-line e prontuários eletrônicos, por exemplo, facilitam cada vez mais a gestão de clínicas e otimizam o seu atendimento. Mas os avanços não param por aí, pois a tecnologia em cirurgias também já é realidade.

    Entre as novidades em uso atualmente está a cirurgia robótica assistida, além de outras em pleno desenvolvimento, como a produção de órgãos artificiais. Com tudo isso, a verdade é que os benefícios dessa alta tecnologia aplicada à saúde prometem revolucionar a medicina.

    Quer saber mais sobre como essa revolução acontece? Então, continue lendo este post para conferir as principais novidades em cirurgia e os maiores benefícios que elas trazem para profissionais e pacientes!

    Como a tecnologia pode ser aplicada à saúde

    Não é de hoje que a tecnologia vem sendo aplicada à medicina. A invenção do aparelho de raio-X, por exemplo, foi um grande marco na medicina diagnóstica — e, de lá para cá, as suas evoluções (como a ressonância magnética e a tomografia) continuam aprimorando os resultados e trazendo cada vez mais benefícios para a área da saúde.

    O mesmo acontece no campo da comunicação. Desde o telégrafo até a internet, podemos citar a possibilidade de enviar exames e trocar informações entre médicos, bem como, mais recentemente, a saúde digital ou e-saúde (a reunião de dados sobre pacientes, medicamentos e patologias, podendo ser integrados com softwares e dispositivos).

    Tamanha evolução possibilitou diversos estudos e pesquisas mais aprofundadas, aumentou a expectativa de vida e permitiu que condições que, antes, representavam risco de vida (como simples fraturas, por exemplo,) sejam hoje tratadas com técnicas minimamente invasivas.

    Além disso, os próprios avanços da computação e da internet têm alcançado patamares inimagináveis, com a robótica, a edição genética, a nutrigenômica, a tecnologia 3D, entre outras. Equipamentos médicos mais modernos permitem diagnósticos cada vez mais precoces, e até portáteis, enquanto a telemedicina vem ampliando o acesso a exames, graças à emissão de laudos a distância e à redução de custos.

    Essa união da internet e do móbile também garante mais autonomia ao paciente sobre sua própria saúde. O uso de dispositivos vestíveis (os wearables), por exemplo, promete ajudar os médicos no monitoramento e controle de seus pacientes, levando a medicina para fora dos hospitais e consultórios, para o dia a dia das pessoas.

    Os principais avanços da tecnologia em cirurgias

    Bom, com o surgimento de tantas possibilidades, era de se esperar que a inovação chegasse também à mesa de cirurgia — o que, de fato, não demorou a acontecer. Vejamos, então, quais são os principais avanços nessa área!

    Cirurgia robótica

    Inicialmente utilizadas pelos militares, em virtude da necessidade de atendimento a distância, as cirurgias robóticas já chegaram aos hospitais, inclusive os brasileiros. Embora ainda tenham um alto custo, seus benefícios são enormes, e com o avanço tecnológico, tendem a se tornar mais acessíveis em um futuro próximo.

    Atualmente, a precisão dos braços robóticos já é superior à de um médico profissional, que agora participa da cirurgia manipulando essa máquina por meio de um console. Tamanha precisão garante intervenções minimamente invasivas e com resultados cada vez melhores.

    Nanorrobôs

    Tendência em diversos setores, a nanotecnologia também está presente na área da saúde. Estudos recentes analisam a possibilidade de utilização de nanorrobôs no combate a células cancerosas, em ratos, com resultados promissores.

    Além disso, a promessa é de que nanomáquinas podem ser utilizadas também no auxílio de cirurgias, na liberação de medicamentos direto na corrente sanguínea do paciente, entre outras aplicações.

    Equipamentos avançados

    Embora longe dos holofotes, os diversos equipamentos utilizados em uma cirurgia — como mesas cirúrgicas, monitores, mobiliário, focos cirúrgicos, aparelhos de anestesia etc. — também vêm se modernizando. Esse uso da alta tecnologia garante mais segurança e eficiência aos procedimentos, permite que o médico trabalhe com mais rapidez e aumenta a produtividade do hospital, como um todo.

    Impressora 3D e órgãos artificiais

    A tecnologia de impressão 3D permite hoje a criação de objetos e até órgãos artificiais, técnica que pode ser a solução para as filas de transplantes, por exemplo, além de vir sendo utilizada para aprimorar a preparação para cirurgias.

    Um estudo realizado na Faculdade de Ciências Médicas de São Paulo, por exemplo, utiliza o ultrassom para reproduzir um modelo exato do coração do paciente no momento da sístole. Com isso, o cirurgião pode estudar minuciosamente os detalhes da região que apresentou problemas na contração e realizar a cirurgia para o tratamento de aneurismas do ventrículo esquerdo, no órgão real, melhor preparado.

    Já no campo da transplantologia, os órgãos artificiais podem ser projetados especificamente para cada paciente, considerando suas características anatômicas e de tamanho, por exemplo.

    Stents bioabsorvíveis

    A tecnologia também vem impactando a criação de próteses utilizadas em cirurgias, como é o caso dos stents cardíacos. Trata-se de pequenas peças metálicas, inseridas por meio de uma angioplastia, usadas para alargar as veias no tratamento de obstruções de grau menos elevado.

    Essas peças ficam no coração dos pacientes para o resto de suas vidas, e, como um corpo estranho, podem lhes causar alguns efeitos, inclusive rejeição. Já as versões biodegradáveis, produzidas com outro tipo de material, são reabsorvidas pelo corpo após cumprirem o seu papel.

    Os maiores benefícios desses avanços em saúde

    Os benefícios da tecnologia na medicina são mesmo incontáveis. Dos grandes feitos, como a possibilidade de cura de doenças como câncer e o fim da fila de transplantes, à otimização da rotina em hospitais e clínicas, com a melhoria no atendimento aos pacientes, maior eficiência, padronização de processos, redução do tempo de recuperação, diminuição da dor, entre outras. Podemos citar:

    • mais segurança — o uso de equipamentos e aparelhos mais precisos, tanto no campo diagnóstico quanto cirúrgico, e a utilização de prontuários eletrônicos reduzem os riscos de falhas humanas e erros médicos;
    • maior eficiência — graças às técnicas mais precisas, às imagens de alta qualidade e à possibilidade de visão aumentada ou mesmo de simulações de procedimentos;
    • melhor atendimento — a integração de informações, o uso de sistemas de gestão e a conectividade agilizam o atendimento ao paciente, da marcação da consulta ao pós-cirúrgico, facilitando a comunicação entre médicos, enfermeiros, demais profissionais e pacientes;
    • foco na prevenção — a automação na medicina e, em especial, a internet das coisas abrem possibilidades para um maior envolvimento do paciente no cuidado com a sua própria saúde, aumentando o foco em medidas preventivas.

    Enfim, não há dúvidas de que o futuro da medicina está intimamente ligado à evolução tecnológica. Da telemedicina à tecnologia em cirurgias, podemos ver que as novidades são promissoras e prometem ampliar o acesso à saúde e a melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

    Agora que você já conhece as principais inovações tecnológicas em cirurgia, aproveite para entrar em contato conosco e conheça nossos produtos e equipamentos!

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