Atendimento online: o que é permitido ou não pelo CFM?

Atendimento online: o que é permitido ou não pelo CFM? Os avanços da tecnologia trouxeram a criação de diversos tipos de dispositivos, como notebooks, tablets e smartphones. Junto a isso, a internet e as buscas feitas online passaram a fazer parte intensamente do cotidiano.

Por esse motivo, não explorar o universo digital pode significar perda de público e de competitividade no mercado. Isso também vale para clínicas, instituições e profissionais da saúde. Isso porque as buscas online não servem apenas para a pesquisa de doenças, mas também para encontrar e contatar profissionais da área.

Nesse contexto, apresentamos neste artigo um panorama geral sobre o atendimento online feito por médicos. Saiba no atendimento online o que é permitido ou não pelo CFM?, os benefícios, tanto para profissionais quanto para os pacientes, de usar a tecnologia na medicina e outras questões fundamentais sobre o assunto. Confira!

O que significa fazer atendimento médico online?

O atendimento médico online é uma modalidade da telemedicina. Isso significa que as tecnologias da comunicação são utilizadas para realizar assistência à saúde a distância. Dessa forma, por meio de aparatos eletrônicos, o médico e outros profissionais da área de saúde podem realizar consultas, diagnósticos, acompanhamentos e até realizar cirurgias sem a necessidade de proximidade física com os pacientes.

Essa não é uma realidade em todo o mundo, visto que a maioria das tecnologias empregadas demanda altos custos. No entanto, nos últimos anos, a telemedicina tem ganhado notoriedade no território brasileiro. Por esse motivo, os órgãos reguladores, como o CFM, estão em um momento de análise e elaboração das regras e condições para que os atendimentos médicos aconteçam com eficácia e segurança.

Até o ano passado, só era permitido que os médicos realizassem contato, por videoconferência, com especialistas para tirar dúvidas e pedir uma segunda opinião sobre diagnósticos e procedimentos. Porém, uma nova resolução que entrou em vigor em maio de 2019 prevê mudanças nessa conduta.

A Resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) nº 2.227/18 estabelece que os médicos brasileiros podem realizar consultas online, telediagnóstico, prescrição online e telecirurgias, assim como outras formas de atendimento médico a distância, com alguns cuidados e ressalvas que serão abordados em seguida.

O que é permitido pelo CFM?

Teleconsulta

A teleconsulta é descrita como a consulta médica remota, feita quando médico e paciente se encontram em locais geográficos distintos. Segundo o CFM, é imprescindível que a primeira consulta seja presencial. Depois, pode-se realizar o acompanhamento (como a mostra de resultado de exames e a elucidação de dúvidas) através da tecnologia.

No caso de lugares com acesso complicado, como florestas, navios, reservas indígenas e plataformas de petróleo, por exemplo, em que o acesso médico é difícil, a primeira consulta pode ser feita virtualmente. A ressalva é que o paciente seja acompanhado por algum profissional da área de saúde.

No caso de doenças crônicas e casos mais graves, recomenda-se que a consulta presencial tenha intervalos não superiores a 120 dias.

Prescrição médica a distância

Após as teleconsultas, em boa parte dos casos, é necessário realizar a prescrição de medicações ou o pedido de exames. Essa ação também pode ser feita a distância, contando que o documento tenha a identificação do médico (nome, número do registro no CRM e endereço), identificação do paciente, data e hora e a assinatura digital do médico.

Telediagnóstico

Com o avanço da telemedicina, é possível realizar exames diagnósticos e enviá-los para grandes centros, habilitados com profissionais experientes para analisá-los. Nesse caso, é feita a emissão de laudo dos exames, por meio de dados, gráficos e imagens dados enviados online.

É fundamental que a avaliação seja feita por um profissional médico com Registro de Qualificação de Especialista (RQE) na área que está relacionada ao procedimento diagnóstico.

Telecirurgia

A telecirurgia já é uma realidade devido ao desenvolvimento de robôs cirúrgicos. Essa tecnologia pode ser operada enquanto o paciente se encontra na mesma sala que o cirurgião ou a distância.

Atualmente, esse procedimento é regulamentado no Brasil, sendo permitido desde que o paciente conte com o acompanhamento de um cirurgião com as mesmas habilitações que o cirurgião remoto. Isso porque o médico poderá intervir se houver intercorrências, como falta de energia ou problema no maquinário.

O que não deve ser feito através da internet?

Consulta através de redes sociais ou WhatsApp

O diálogo entre o médico e seus pacientes via redes sociais e WhatsApp não é proibido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). No entanto, é recomendado que o atendimento online, nesses casos, seja usado apenas para tirar dúvidas, facilitar o envio do resultado de exames e distribuir material educativo.

Isso porque a comunicação por essas vias não constitui uma consulta completa e também não pode ser remunerada. A teleconsulta deve ser feita por plataforma indicada e aprovada pelo CFM.

Propaganda e marketing online inapropriada

Os médicos podem, e devem, ter presença nas redes sociais. No entanto, é preciso ter muita cautela com o que é divulgado. Fotos de pacientes, independentemente da finalidade e mesmo que autorizado, são proibida. Esse é um erro bastante disseminado, visto que é comum vermos fotos de antes e depois a fim de mostrar a eficácia de cirurgias e procedimentos.

Outra pratica proibida é utilizar os equipamentos médicos em fotos divulgadas online e até fisicamente para atrair o paciente. Mesmo que a aparelhagem do consultório ou clínica seja moderna, não pode-se valer dessa tática.

Além desses cuidados éticos, existem vários outros que devem ser seguidos no marketing médico. Recomenda-se acessar o site do CFM e conferi-los a fim de evitar problemas com a justiça.

Quais os benefícios do atendimento online em saúde?

A telemedicina tem diversos benefícios, tanto para os profissionais quanto para os pacientes. Primeiramente, é preciso entender que há desigualdade no acesso à saúde, principalmente para as pessoas que residem em localidades remotas. Além disso, a grande maioria dos especialistas está localizada nos grandes centros, o que torna o cuidado de doenças mais raras ou complicadas mais difícil.

Com a tecnologia, os pacientes em locais afastados poderão ser atendidos, diagnosticados e tratados em tempo hábil, permitindo uma assistência qualificada de saúde, mesmo a distância. Essa também é uma grande vantagem para os pacientes que apenas precisam tirar dúvidas simples ou fazer a leitura de exames, uma vez que permite a rapidez da resposta e evita o deslocamento.

E então, entendeu as vantagens que o atendimento online pode trazer para a saúde? O acesso mais amplo, associado a práticas mais modernas e assertivas, serão um grande avanço para a medicina.

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    Médicos no LinkedIn: 7 dicas para gerir a conta com credibilidade

    Médicos no LinkedIn: 7 dicas para gerir a conta com credibilidade. Quando pensamos em redes sociais, logo vem à mente um local para postar fotos, entreter-se e interagir com amigos e familiares. Contudo, é possível se valer desses canais com objetivos profissionais, como é o caso dos médicos no LinkedIn, que podem destacar seu currículo, aproximar-se de gestores hospitalares, clínicas e outros profissionais nessa plataforma.

    No entanto, apesar dos benefícios dessa rede social, é preciso saber como gerenciar a conta de forma a ter credibilidade e sem ferir as normas do Conselho Federal de Medicina (CFM).

    Para tratar desses pontos, desenvolvemos este post. Continue a leitura, entenda a importância de marcar presença no LinkedIn, Médicos no LinkedIn: 7 dicas para gerir a conta com credibilidade, dicas para aproveitar de forma adequada todas as funcionalidades da plataforma e erros que não podem ser cometidos!

    Importância de ter um perfil no LinkedIn

    O LinkedIn é a maior rede social profissional do mundo. Logo, é um canal interessante para os médicos que querem impulsionar a carreira, visto que, ao ter um perfil nessa plataforma, é possível:

    • realizar networking com outros médicos, pesquisadores e profissionais de áreas variadas;
    • firmar parcerias;
    • ficar por dentro de oportunidades profissionais e de dicas e ferramentas de gestão;
    • acompanhar novidades e tendências do mercado, como tecnologias e equipamentos médicos;
    • ter informação sobre eventos da área de medicina, como congressos da sua especialidade;
    • publicar conteúdo relevante de sua área e tornar-se autoridade no assunto na web.

    7 dicas para médicos no LinkedIn

    Os médicos no LinkedIn precisam utilizar as melhores estratégias para aproveitar as vantagens da rede social e alcançar a credibilidade no ambiente digital. Confira abaixo as principais dicas.

    1. Tenha um perfil completo

    É importante incluir seus cursos de formação, títulos de especialista e também as experiências profissionais mais relevantes. Outras atividades, como a realização de intercâmbios e a participação ou divulgação de trabalhos em congressos, também são bem-vindas. Aproveite a rede para colocar o domínio de tecnologias, especialmente da área médica, e também de idiomas.

    2. Utilize palavras-chave

    Na hora de preencher essas informações, utilize palavras-chave que sejam relacionadas ao seu segmento profissional. Dessa forma, o algoritmo da rede social entende quais são as melhores vagas e postagens para recomendar para o seu perfil. Além disso, isso permite que outros profissionais e instituições de saúde encontrem sua conta com mais facilidade.

    3. Escolha uma foto adequada

    A credibilidade dos médicos no LinkedIn também está relacionada à foto escolhida para o perfil. Sabemos que redes sociais como o Facebook e o Instagram têm uma característica mais despojada, porém nessa plataforma é diferente: escolha uma imagem que represente você no ambiente profissional.

    É possível também inserir uma imagem que represente a identidade visual da sua clínica ou consultório para relacionar seu nome à marca do seu negócio.

    3. Interaja com outros usuários

    No entanto, não adianta preencher o perfil e inserir uma foto, mas não participar da rede. Por isso, acompanhe o que é publicado e interaja com outros usuários, comentando e compartilhando os posts.

    Dessa maneira, além de ficar informado e atualizado sobre o mercado, é uma estratégia para fazer networking, trocando ideias e conhecimento com outros profissionais.

    4. Participe de grupos da sua área

    O LinkedIn tem grupos de temas variados, então pesquise aqueles da sua especialidade ou de áreas em que você tem interesse. É uma forma de acompanhar os conteúdos, fazer contatos e também ficar por dentro das tendências da saúde e de seu nicho profissional.

    5. Siga contas que tenham a ver com seus interesses profissionais

    No Facebook, seguimos contatos de pessoas próximas, como amigos e familiares, mas nessa plataforma a ideia é outra. É importante que os médicos no LinkedIn façam conexões que tenham relação com seus objetivos profissionais.

    Então a dica é selecionar os contatos para aproveitar o melhor da rede social: convide outros médicos e profissionais de saúde, gestores hospitalares e de clínicas médicas e também pesquisadores de áreas de seu interesse.

    6. Publique conteúdos relevantes

    O médico ganha destaque profissional no LinkedIn quando passa também a publicar conteúdos (posts e artigos). Você pode escrever sobre temas da sua área, de promoção de saúde, campanhas de conscientização ou de assuntos que são tendências, trazendo informação e também discussões de qualidade na rede.

    Aqui, a principal dica é sempre revisar com cuidado o texto para evitar erros ortográficos ou gramaticais que podem prejudicar sua imagem.

    Estabeleça uma meta de publicação, como um artigo ou dois posts por semana, para ganhar mais notoriedade em seu segmento. É uma maneira de seu nome ficar relacionado como autoridade em sua especialidade.

    Erros que não podem ser cometidos nessa rede social

    Os médicos no LinkedIn podem fazer contatos profissionais e se destacar em sua área, porém é preciso ter atenção para não cometer erros ao usar essa plataforma.

    O principal cuidado é seguir as normas de marketing e publicidade médica do Código de Ética Médica e da Resolução CFM nº 1.974/11. A ideia é não utilizar esse canal com uma intenção promocional, assim, o recomendado é publicar artigos que tenham um caráter educativo e que traga esclarecimentos sobre temas de saúde aos outros usuários.

    O que isso quer dizer? Que o médico não pode publicar, por exemplo, que sua clínica está oferecendo descontos ou quais são as formas de pagamento para realizar um determinado tratamento.

    Acompanhe abaixo o que diz o CFM sobre questões ligadas à divulgação médica:

    • nas informações pessoais e nas postagens, é obrigatório colocar o número de registro médico e a especialidade;
    • no caso de postagens que sejam referentes à sua clínica, é obrigatório inserir o nome do responsável técnico e também seu número de registro profissional;
    • é proibido divulgar imagens ou textos que transmitam a ideia de exclusividade para algum procedimento ou tratamento;
    • a entidade também proíbe divulgação de garantias em tratamentos médicos, por isso não insira imagens de antes e depois dos pacientes, mesmo que elas autorizem.

    Os médicos no LinkedIn podem destacar sua atuação no mercado e fazer contatos profissionais importantes. O recomendado é sempre manter as informações atualizadas, participar ativamente da rede e ter um cuidado redobrado com as regras do CFM.

    Gostou das dicas deste post? Então, aposto que vai gostar de saber também qual é a importância do marketing médico para seu sucesso profissional!

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    Big Data em medicina: veja seus benefícios e como está sendo usada

    A tecnologia proporciona condições para potencializar processos nos hospitais, facilitando práticas e conduzindo a melhores oportunidades de tratamento. O Big Data em medicina permite fortalecer a estrutura de análise e tratamento de informação, gerando avaliações precisas e diversos benefícios para a prestação de serviços de cuidado. Trata-se de tecnologias complexas e avançadas, que aos poucos estão se inserindo na rotina dos estabelecimentos de saúde brasileiros.

    Preparamos este conteúdo especial com diversas informações sobre o Big Data em medicina. Venha com a gente para aprender mais sobre o assunto!

    O que é Big Data e como ele funciona?

    O Big Data é um processo de extração de informação a partir de um volume elevado de dados, que podem estar disponíveis de forma estruturada ou não. Para fazer isso, é necessário utilizar softwares e ferramentas específicos, com a aplicação de filtros de pesquisa e análise. As informações podem ser usadas de forma estratégica em estudos, avaliações e tomadas de decisão.

    Na medicina, o Big Data representa um grande potencial para alimentar estudos epidemiológicos, para intervenções em pandemias e para a avaliação de perfis de saúde em hospitais. Com isso, é possível adotar propostas coerentes com as demandas e necessidades, gerando estratégias e decisões efetivos.

    É possível notar que o uso de Big Data em saúde cresceu nos últimos tempos. Nos Estados Unidos, a tecnologia é mais difundida. Aqui no Brasil, vemos algumas iniciativas com esse recurso. A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) desenvolveu alguns estudos na área. Um exemplo é o observatório da dengue, que associava dados do Twitter e de estudos geográficos da cidade de Belo Horizonte. Outro estudo realizado pela universidade, em parceria com pesquisadores do Catar e da Alemanha, foi a avaliação de comportamento de pessoas em grupos de perda de peso nas redes sociais.

    Como o Big Data pode ser utilizado na área da medicina?

    O Big Data pode ser utilizado em corporações de diversas modalidades, facilitando avaliações mercadológicas e tomadas de decisão. Na saúde, a ferramenta possibilita maximizar a qualidade das análises e intervenções.

    Há várias formas de utilizar essa avançada tecnologia na medicina. O Big Data pode ser aplicado em instituições, associado ao prontuário eletrônico, para o mapeamento epidemiológico do público atendido. Isso permite delinear perfis, definir prioridades e estabelecer políticas de prevenção e intervenção. Por exemplo, se um hospital percebe pelo sistema que há um grande volume de pacientes com doenças associadas ao tabagismo, é possível criar grupos para auxiliar esse público no abandono do cigarro.

    As redes sociais também podem ser utilizadas pelo Big Data para estudos e avaliações, com a identificação de demandas e necessidades do público. Na pandemia de coronavírus, as análises de redes sociais por meio do Big Data podem contribuir para a identificação de vulnerabilidades da comunidade e de problemas psicológicos associados ao isolamento. O sistema fornece informações e realiza o cruzamento de dados. Assim, os profissionais da saúde podem fazer avaliações e análises precisas.

    O Big Data também pode ajudar no acompanhamento da adesão do público à telemedicina, o que é essencial, especialmente, diante do cenário de pandemia. Isso porque o sistema engloba dados estruturados e não estruturados, contribuindo para estudos, monitoramento e intervenção.

    Quais são os benefícios que o Big Data em medicina pode trazer?

    O Big Data proporciona diversas oportunidades e vantagens para a medicina. Ele auxilia na melhora das análises e contribui para estudos precisos e intervenções certeiras. Vamos mostrar, a seguir, quais são esses benefícios. Veja mais!

    Precisão

    O Big Data permite analisar os dados com velocidade e precisão de diversas fontes. É um monitoramento contínuo, que acompanha o fluxo das dinâmicas sociais e de saúde. Isso evita coletas de dados com grande taxa de variação e incoerência. Basicamente, o sistema tem a capacidade de monitorar em tempo real, permitindo identificar padrões, acompanhar oscilações e evitar cruzamentos de informações inconsistentes.

    Agilidade

    Conforme mencionamos, essa tecnologia reúne informação de diversos canais, com grande velocidade. É muito mais rápido do que um colaborador avaliar uma fonte de cada vez. O bloco temporal demandado no processo manual seria longo e os dados rapidamente poderiam se alterar devido ao dinamismo do público.

    Como o Big Data integra e sistematiza os dados, é possível evitar procedimentos de grande lentidão e dedicar maior atenção às análises. Com estatísticas consistentes e rapidamente moduladas, a equipe acompanha em tempo real o cenário e a realidade de saúde dos pacientes da instituição.

    Diminuição de custos

    O Big Data em medicina abre a possibilidade de avaliar com constância, auxiliando a prever alguns padrões e a tomar medidas preventivas. Isso significa também criar condições para minimizar erros e políticas de baixa adesão dos pacientes. Com informação sistematizada e precisa em mãos, a equipe pode planejar estratégias mais moduladas às necessidades do público, o que gera um manejo mais inteligente do fluxo de trabalho, do estoque, da logística e da gestão hospitalar no geral.

    Eficiência no monitoramento

    É possível notar que o Big Data permite criar um fluxo de trabalho mais eficiente no hospital. Ele possibilita formar uma dinâmica da informação mais ágil, coerente e consistente, minimizando os desencontros e equívocos.

    Com isso, a equipe pode fazer análises cuidadosas e empregar diversos conhecimentos técnicos e em saúde para a criação de estratégias funcionam para a resolução de dificuldades e lacunas. O resultado é elevação da produtividade, um melhor rendimento e uma equipe que tem as informações certas em mãos para intervir adequadamente.

    Personalização do atendimento

    A personalização do atendimento é outro ponto positivo que o Big Data proporciona. Como há mais informação sobre o público e as características da região, é possível conhecer melhor quais são as demandas. Com isso, é possível planejar e delinear estratégias que se encaixam melhor a esse corpo de demandas. Assim, esse cenário é propício para a promoção de uma melhor experiência do paciente e para a fidelização.

    Tomada de decisão mais precisa

    Conforme destacamos, os dados coletados de um grande volume de canais são agrupados e sistematizados, gerando informação precisa, em tempo real e com grande efetividade. Dessa forma, a equipe pode empregar os conhecimentos da área médica em associação a essas informações, com análises de qualidade e intervenções que alcançam os alvos com exatidão. Assim, as tomadas de decisões são baseadas em um corpo sólido de dados, gerando atitudes e estratégias que atendem melhor às demandas.

    O Big Data em medicina proporciona condições para ampliar as possibilidades do hospital e para potencializar a eficiência de atendimento. Aqui no Brasil, as iniciativas com essa tecnologia ainda são tímidas, mas a tendência é promover a ampliação do uso desse recurso.

    Neste post, mostramos o quanto o Big Data em medicina contribui para a agilidade, assertividade e qualidade das estratégias, gerando um fluxo de análises e intervenções de maior produtividade e eficácia. Gostou de aprender sobre o assunto? Confira também o nosso conteúdo especial sobre tecnologia na saúde!

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    Prescrição digital: como funciona essa tendência e quais são os benefícios?

    Prescrição digital, como funciona essa tendência e quais são os benefícios?As prescrições médicas são parte importante das rotinas dos estabelecimentos de saúde, reunindo as recomendações dadas por profissionais habilitados para que o paciente se recupere de quadros patológicos. Nesse contexto,a prescrição digital é uma tecnologia inovadora que ganha cada vez mais adesão das instituições de cuidado.

    Na plataforma Memed, por exemplo, foram realizadas mais de 3 milhões de prescrições em 2018, contando com 60 mil médicos inscritos no mesmo ano. Os ganhos com a implementação dessa tecnologia, que é uma das vertentes da telemedicina, são muitos, proporcionando redução de custos, otimização de processos e aumento da segurança do paciente.

    Preparamos este conteúdo especial com informações sobre prescrição digital como funciona essa tendência e quais são os benefícios? Mostrando como esse recurso funciona e quais são as possibilidades que ele abarca para o hospital ou clínica. Ficou interessado? Continue acompanhando e entenda mais sobre o tema!

    O que é prescrição digital?

    A prescrição digital é a emissão de receita médica ou recomendação de procedimentos por via informatizada. Isso significa que o profissional de saúde pode inserir as informações em uma plataforma especializada, equipada com assinatura digital, e o paciente poderá acessar o conteúdo por meio de dispositivo eletrônico.

    Há também possibilidades de intercomunicação entre o sistema do médico e a rede de farmácias. Assim, quando o paciente fornecer os dados, o farmacêutico pode abrir a receita no computador do estabelecimento e consultar as informações necessárias para que o paciente adquira os remédios necessários e saiba as dosagens corretas.

    Como a prescrição digital funciona?

    A prescrição digital funciona por meio de softwares em nuvem. O profissional se cadastra na plataforma e insere as informações das rotinas de cuidado na página. Ele pode consultar bancos de dados acerca de medicações e disponibilidades de remédios, pois o software se conecta aos sistemas de farmácias. Com a finalização da composição do documento, o doutor pode enviar o link do registro informatizado para o paciente, que pode então fazer a compra dos itens recomendados.

    A farmácia também pode acessar ao sistema e abrir o documento elaborado pelo médico. Isso significa que o paciente pode ir até a farmácia, fornecer o CPF e o registro será acessado. O processo é realizado sem uso de papel e com facilidades logísticas. Afinal, o profissional pode emitir a receita de onde estiver e o paciente não precisa se deslocar para o consultório para buscar o documento.

    Quais são os benefícios da prescrição digital?

    A prescrição digital traz vários benefícios para pacientes e médicos. Vamos mostrar quais são essas vantagens a seguir. Veja mais!

    Redução de custos

    Papéis e carimbos representam um custo relevante para o orçamento do estabelecimento de saúde. Eles podem não representar um grande valor unitário, mas pesam no orçamento quando há um grande volume de atendimentos, pois o número de prescrições emitidas por dia é realmente alto.

    Com a prescrição digital, o impacto positivo nas despesas é considerável. Além disso, outro fator importante que afeta diretamente a experiência do paciente é que ele tem acesso à receita com mais facilidade, com reduzidos custos de deslocamento.

    Otimização do tempo de trabalho do profissional da saúde

    Um profissional de saúde tem diversas preocupações durante a consulta. O fornecimento de uma boa escuta, atendimento humanizado, preenchimento de prontuário, acompanhamento adequado do caso, escuta de questões subjetivas e clínicas e também a logística dos processos são alguns exemplos.

    Preencher uma receita à mão envolve papel carbono, escrita legível, clareza, explicação detalhada. Em alguns casos, é necessário emitir mais de um registro, pois uma medicação é adquirida em farmácia e a outra no posto de saúde. Acrescentamos que essa rotina não acontece só uma vez. Ela se repete em vários momentos ao longo do expediente. Isso torna os procedimentos demorados e desgastantes para o médico.

    Com a prescrição digital, o profissional pode fazer as recomendações e indicações mais rápido e com facilidade. Isso simplifica a rotina e permite que o médico tenha mais tempo disponível para oferecer um melhor atendimento. Os bancos de dados integrados à plataforma em nuvem também permitem o acesso à informações sobre remédios e dosagens com agilidade e precisão. Isso otimiza atividades e proporciona melhores possibilidades para o colaborador da saúde.

    Aumento da segurança das informações

    O sistema de prescrição digital é altamente seguro e criptografado. Com ele, o paciente terá acesso aos itens necessários para fazer uma boa rotina de cuidados, sem riscos com erros de dados ou medicações equivocadas. A perda do documento físico também se torna nula, o que evita retrabalho.

    Além disso, problemas com ações de pessoas mal-intencionadas, que podem tentar falsificar prescrições ou obter medicamentos de forma ilegal, são minimizados. Isso favorece a proteção do paciente e da integridade do profissional de medicina.

    Evitação da repetição de exames

    As plataformas de prescrição digital se integram aos sistemas de prontuário eletrônico. Com isso, o médico pode acompanhar de perto todas as atividades de saúde realizadas pelo paciente. A medida evita as repetições de exames por falta de comunicação entre equipes de tratamento e atendimento, pois todas as informações estão registradas em sistemas seguros em nuvem. Isso reduz custos para os pacientes e facilita a rotina de profissionais.

    Por que o médico deve adotar a prescrição digital no hospital?

    Adotar a prescrição digital no hospital é uma ótima alternativa para facilitar a rotina de profissionais e oferecer mais comodidade aos pacientes. Com esse sistema, os processos na instituição ficam mais rápidos e precisos, com diminuição dos erros e do retrabalho.

    Além disso, esse recurso informatizado cria condições para fortalecer a rede de atendimento com a conectividade, por meio de uma comunicação sólida e precisa entre as instituições de saúde. Isso contribui para melhorar a imagem da organização de saúde diante de pacientes e colaboradores.

    A prescrição digital no hospital é uma excelente alternativa para otimizar processos e simplificar a rotina da equipe e dos pacientes. Com esse recurso, os procedimentos ganham agilidade, qualidade e eficácia. Além disso, a estrutura de segurança da informação é fortalecida, proporcionando condições para a melhora da proteção dos pacientes e dos profissionais da saúde.

    E então, gostou de aprender sobre a prescrição digital como funciona essa tendência e quais são os benefícios? Confira também o nosso post especial sobre os benefícios da tecnologia na área da saúde!

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